A VIRGEM MARIA E O ESPÍRITO SANTO

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Tudo o que se realizou na Virgem Maria e através dela é obra do Espírito Santo[20]. Ela é a única que pode ser chamada de mãe e esposa de Deus. O Espírito Santo veio sobre ela e a enriqueceu, desde o momento de sua concepção, com a plenitude da sua graça, acima de todas as criaturas. Nela repousou o Espírito Santo em maior intensidade do que o narrado em Êxodo 40, 34ss., fazendo-a sua esposa, rainha do céu e da terra. O Espírito Santo descerá sobre ti, diz o arcanjo Gabriel[21]. Maria é o templo do Senhor, o sacrário do Espírito Santo. O tabernáculo e a arca da aliança são figuras da Virgem Maria.

 

Nossa Senhora é o sacrário vivo do Espírito Santo, porque pelo seu poder se tornou a mãe do Verbo encarnado.

 

Imaginemos um jovem que quer se casar, mas ainda não está apaixonado por moça alguma e Deus lhe permitisse escolher a moça de seus sonhos. O jovem deveria descrevê-la tal como gostaria que ela fosse para que Deus a desse a ele. Certamente, pois está no coração de todos os seres humanos, um grande desejo de beleza, enfim de tudo que é elevado, e assim descreveria a moça de seus sonhos como belíssima, pura, santa, etc. Assim fez Deus. Criou um ser perfeito, belíssimo, puro como é Nossa Senhora para ser sua esposa e mãe. Lembro agora de Isaías 62, 5 que fala de Nossa Senhora. Basta percorrer as páginas do antigo testamento para ver que Deus não habita no meio do pecado. Deus exige perfeição.

 

Deus exigia, como mostra o antigo testamento, coisas perfeitas, puras. Eram as vestes sacerdotais, óleos, etc. tudo que era consagrado a Deus tinha que ser perfeito. Perguntamos, pois, será que Deus viria realizar sua maior obra, sua encarnação, no seio de uma mulher que não fosse pura?

 

Para isso Ele criou a Virgem Maria sem mancha de pecado original. A santidade de Deus assim exigia e assim Ele o fez. O livro dos Cânticos assim o revela[22]. O Espírito Santo chama a sua esposa, a Virgem Maria, de ?jardim fechado e fonte selada?[23]. O Divino Esposo amou a Virgem das Virgens, Maria, com um amor superior ao dedicado a todas as demais criaturas[24]. Nossa Senhora foi santa desde o começo de sua conceição.

 

O livro dos provérbios canta louvores à Virgem Maria e o livro de Cânticos a chama de Imaculada.[25]

Essa é a razão pela qual o arcanjo, reconhecendo sua santidade perfeita a proclama: ?Ave cheia de graça!?. Cheia de graça em toda a sua plenitude. Santa de alma e de corpo para poder dar a Deus-Filho carne santa, o seu corpo. O arcanjo a proclama cheia de graça antes mesmo de conceber o filho.

 

A Virgem Maria foi isenta do pecado original originante, daí a sua Imaculada Conceição, pois São Pulo, na carta aos Romanos, diz: ?Todos pecaram em Adão?. Mas ela não herdou o pecado de Adão. Esse é o testemunho unânime dos santos pais da Igreja, pois Aquele que formou a primeira Virgem sem defeito, formou também a segunda sem mancha e sem culpa. Seria abominável que o Verbo de Deus se encarnasse no seio de uma mulher pecadora, impura.

 

Interessante notar o consenso dos fiéis, em todas as épocas a respeito as Imaculada Conceição de Maria. Obra do Espírito Santo, sem dúvida alguma. Desde a antiguidade se festeja essa verdade. A festa da sua natividade.

 

Está assim implícita a verdade que a Virgem Maria foi cheia do Espírito Santo desde o primeiro instante de sua vida.

 

A graça santificante a dotou do perfeito uso da razão e todos os dons sobrenaturais, preternaturais e naturais desde o ventre de Santa Ana.

 

Livre da concupiscência, livre, extraordinariamente livre, usou de sua liberdade, dom de Deus, para amá-lO e servi-lO.

 

Todos os seus sentidos, emoções, razão, tudo, toda ela inclinada, por livre vontade, a amar a Deus, conforme o capítulo 24 do livro do Eclesiástico. Santo Ambrósio apoiado em Cânticos 8, 5 afirma que esta é a esposa do Espírito Santo, que se apóia no amado (o próprio Espírito Santo).

 

Maria foi permanentemente fiel à divina Graça.

 

Santo Tomás de Aquino, insigne doutor da Igreja, afirma que de três modos foi a Virgem Maria cheia de graça. Na alma, porque desde o início foi inteiramente de Deus. No corpo, pois que de sua puríssima carne revestiu o Verbo. Finalmente foi cheia, plena, da graça de Deus em nosso benefício, para que todos nós pudéssemos participar de sua graça.

 

A graça que recebemos tem como autor Jesus Cristo e a Virgem Maria como medianeira. Cristo é a fonte e Maria o canal.

 

O demônio, odiando os homens, procura afastá-lo da santíssima Virgem. A perda da fé, da devoção à Maria é obra da sedução do diabo.

 

Porque Deus conferiu tantas graças à Virgem Maria? Por causa da sua predestinação como mãe de Deus.

 

Como dissemos acima, desde o início de sua vida, teve a plenitude do uso perfeito da razão. Foi virgem por opção, por livre escolha. Fio mãe, mas conservou a glória de sua virgindade. Foi belíssima, nenhuma criatura se assemelha a ela.

 

Santa Brígida recebeu a revelação de Deus que a Virgem Maria excede muitíssimo em beleza aos anjos e santos.

 

A Virgem Maria é infinitamente inferior a Deus, mas é imensamente superior a todas as demais criaturas. Contemplar nossa mãezinha do céu em beleza afugenta todos os pensamentos impuros.

 

Deus ouve as súplicas da Virgem Maria, pois a reconhece como sua verdadeira e puríssima mãe.

 

Portanto, leitor, peça à mãe que o filho concede.

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