Igreja Católica: Antes ou depois de Constantino?

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"Segundo 'A Enciclopédia Americana', tomo 8, página 368, o mencionado Táscio Cecílio Cipriano nasceu por volta do ano 200 d.C. e morreu em Cartago, África, em 14 de setembro de 258. 'Pouco depois de ter sido batizado (246), foi ordenado sacerdote e então foi eleito bispo pelos cristãos de Cartago (248)... Fez muito para socorrer e fortalecer seu episcopado. Sob ele foram celebrados sete concílios, o último em 256". Embora este bispo africano seja considerado um dos 'padres' da Igreja e reconhecido como santo pela Igreja Católica Romana, subsiste o fato de que era um clérigo, alguém do clero que existiu após a morte dos apóstolos de Jesus Cristo e dos que estiverem estreitamente associados a eles".

Observe-se que, ao terminar a citação da Enciclopédia Americana, a Torre da Vigia afirma que: "Embora este bispo africano seja considerado um dos 'padres' da Igreja e reconhecido como santo pela Igreja Católica Romana, subsiste o fato de que era um clérigo, alguém do clero que existiu após a morte dos apóstolos de Jesus Cristo e dos que estiverem estreitamente associados a eles".

Isto contradiz a teoria da Torre da Vigia de que a Igreja Católica foi fundada no século IV por Constantino. São Cipriano (200-258) é anterior a Constantino (274-337): como poderia, portanto, Constantino fundar a Igreja Católica se antes dele já existiam católicos e até bispos como São Cipriano?

Isto demonstra que já existia uma hierarquia eclesiástica, que não nasceu por "geração espontânea". A própria Torre da Vigia conclui que São Cipriano estava "estreitamente" ligado à cadeia ininterrupta dos discípulos que vêm desde Jesus Cristo. Portanto, antes de Constantino já existia a Igreja Católica e alguns dos mais conhecidos foram São Cipriano, Santo Inácio de Antioquia, Santo Ireneu, São Lino, São Clemente etc. Todos eles acreditavam na Eucaristia, na comunhão dos santos, na devoção da Virgem, na confissão perante o sacerdote, no Papa... eram católicos. Tudo isto qualquer um pode comprovar em uma biblioteca, consultando as obras cristãs escritas nos primeiros séculos.

Traduzido para o Veritatis Splendor por Carlos Martins Nabeto. Fonte: http://defiendetufe.org/

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