Ciência e Fé

O milagre de Lanciano

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano (antigamente Anciano), viviam no mosteiro de São Legoziano, os monges de São Basílio e entre eles havia um cuja fé parecia vacilante e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a Hóstia consagrada fosse o verdadeiro corpo de Cristo e o vinho, seu verdadeiro sangue.

Foi quando, certa manhã, celebrando a santa Missa, mais do que nunca, atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da consagração, ele viu a Hóstia converter-se em carne viva e o vinho em sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso Milagre.

A Hóstia-carne apresentava, como ainda hoje se pode observar uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto e tinha uma aparência fibrosa; o sangue era de cor terrosa, coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes.

O protagonista do Milagre foi um monge basiliano que estava celebrando a Missa em rito Latino. Os especialistas concordam em que o Milagre aconteceu no século VIII.

O Milagre Eucarístico permanente, durante os cinco séculos que esteve custodiado pelos monges basilianos e depois pelos beneditos estava exposto num precioso relicário de marfim sobre um altar lateral da Igreja.

A partir de 1713 até hoje, a carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o sangue, num cálice de cristal.

Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência Moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

Foi em novembro de 1970, que os frades menores conventuais, sob cuja guarda se mantém a igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco) decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral, a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Doutor Odoardo Linoli, chefe de serviço dos hospitais reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo professor Ruggero Bertelli, Professor emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.

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Após alguns meses de trabalho exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

– A carne é verdadeira carne.

– O sangue é verdadeiro sangue.

– A carne do tecido muscular do coração ( miocárdio, endocárdio e nervo vago).

– A carne e o sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) ( o mesmo tipo de sangue analisado no Sudário) e pertencem à espécie humana.

Fato extraordinário: Trata-se de carne e sangue de uma Pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado naquele mesmo dia de um ser vivo.

A conservação da carne e do sangue deixados em estado natural durante 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário.

Significados

O milagre de Lanciano (e todos os outros numerosos milagres eucarísticos) confirma clarissimamente a Revelação sobre a Eucaristia como a entendem os Católicos. São rejeitadas, não combinam de maneira nenhuma com o Milagre de Lanciano, as diversas interpretações protestantes e cismáticas e enquanto divergentes da Igreja Católica:

Na Eucaristia, está realmente presente Jesus Cristo sob as aparências de pão e vinho (transubstanciação). Não se trata somente de “presença” pela graça significada pelo sacramento, nem se trata de um ato meramente de comemoração simbólica como afirmam os protestantes. E Jesus Cristo permanece nas Hóstias consagradas conservadas nos sacrários. (não presença só durante o momento da comunhão como interpretam os protestantes.

O milagre de Lanciano aconteceu precisamente no momento da Consagração. Assim consta de todos os documentos antigos. Esse é portanto, o momento da Transubstanciação.

A igreja cismática considera inválida a comunhão sob uma só espécie.Mas sob uma só espécie, a de pão, dava-se a comunhão na época em que o Milagre foi realizado, como também geralmente hoje, no catolicismo.

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O Milagre Eucarístico de Lanciano é categórico e decisivo. A ciência, com técnicas e meios excepcionais e precisos, fornece a certeza do Milagre.