Ciência e Fé

Os ateus e a segunda lei da termodinâmica

Introdução

A segunda lei da termodinâmica é uma lei da física que governa toda e qualquer interação química, física ou biológica já estudada. É uma lei da física tão atuante quanto a lei da gravidade, não há matéria que não seja influenciada por ela, até mesmo os chamados “eternos” diamantes um dia se transformarão em carvão graças a esta lei. A Segunda lei da termodinâmica declara que tudo tende ao desgaste, à simplificação, à deterioração, ou seja, existe uma tendência natural de qualquer sistema (aberto ou fechado) de se tornar cada vez mais desordenado. Essa tendência só pode ser contornada através de uma fonte externa de energia controlada por um mecanismo de ingestão-depósito-conversão, onde a energia é manipulada de forma a fazer a contínua manutenção da complexidade do sistema. Isto é simplesmente contornar a 2ª lei da termodinâmica (não o mesmo que resistir ou a desafiar), evitando-se a entropia.

O que dizem os ateus?

Evolucionistas argumentam que a Segunda Lei da Termodinâmica não se aplica à questão da evolução dos seres vivos, pois a Terra é um sistema aberto. Isto é verdade, mas somente até certo ponto, pois os seres vivos contam com mecanismos que compensam os efeitos da entropia, utilizando-se da energia proveniente do Sol (o fato da Terra receber uma grande quantidade de calor do Sol é que a faz um sistema aberto). A Terra está recebendo energia do Sol a todo o momento e alega-se, portanto, que a evolução química da vida pode ocorrer. O Prof. Ilya Prigogine ganhou o Prêmio Nobel de Química por provar que a segunda lei da termodinâmica não se aplica a “sistemas abertos” tais como organismos vivos já estruturados, que têm todos os complexos mecanismos para aproveitar a energia. Através da fotossíntese, a planta captura energia do sol, acumulando-a na forma de elos químicos. Ao se alimentar de plantas, os animais aproveitam a energia acumulada nas plantas. O cloroplasto é o mecanismo que captura e dirige a energia solar para o trabalho útil. Observe que a mera queima de gasolina não produz movimento (trabalho útil em um automóvel), é necessária existência de um mecanismo que transforme a combustão em movimento. Essa é a função do motor do automóvel, também as células precisam de um tipo de “motor” para aproveitar a energia para manter o organismo sempre em manutenção devido os efeitos da entropia, ou seja, os seres vivos não têm maiores problemas com a entropia desde que convertam energia para manterem suas estruturas, isto não tem muito a haver com o fato dos seres vivos evoluírem ou não, desde que já possuam um complexo sistema para a conversão de energia em trabalho útil.

Veja também  O milagre de Lanciano

Falta de corroboração científica

Se a tendência de todos os produtos químicos é desagregarem-se em vez de se tornarem mais complexos, a teoria da evolução faz uma afirmação contrária a uma lei da física ao declarar que as estruturas moleculares simples tornaram-se casualmente estruturas moleculares complexas no processo evolutivo que transformou gradativamente simples moléculas orgânicas, tais como aminoácidos e proteínas, em estruturas mais complexas, tais como ácidos nucléicos auto-replicantes, pois estas estruturas, que inicialmente seriam simples, não poderiam existir por tempo suficiente para continuarem evoluindo, por não contarem com mecanismos que convertessem energia em trabalho útil para a manutenção de sua existência.

George Wald, em “The Origins of Life”, Scientific American, vol. 191, 1954, Pág 49, escreve:

“Na vasta maioria dos processos pelos quais nos interessamos, o ponto de equilíbrio fica bem além, próximo do lado da dissolução. Ou seja, a dissolução espontânea é muito mais provável e, portanto, ocorre muito mais depressa do que a síntese espontânea.”

Isto significa que se as moléculas orgânicas mais complexas surgissem “milagrosamente” ao acaso, ainda teriam que depender de “outro milagre”, pois haveria a tendência de se dissolverem rapidamente, não havendo possibilidade de um número suficiente de moléculas ser acumulado para servir de matéria prima para formar a primeira célula.

Conclusão

Quando falamos da origem da vida, estamos falando de uma época em que não existia cloroplasto, este mecanismo só surgiria, segundo a teoria da evolução, posteriormente, depois que os organismos já fossem bem complexos (e vivos). A teoria evolucionista argumenta que os primeiros organismos retiravam energia do processo de fermentação, porém, além de pouco eficaz, este processo já exigiria uma determinada complexidade que não poderia também existir antes de determinada fase evolutiva, não havendo portanto, uma maneira para as primeiras moléculas complexas resistirem à segunda lei da termodinâmica, por não haver uma maneira para capturar, acumular e converter a energia solar em trabalho útil para manutenção de suas existências, não importando, portanto, se a Terra é um sistema “aberto” ou “fechado”, pois não havia maneira de se aproveitar a energia. Segundo Josh Mc Dowell e Don Stewart, isto é quase o mesmo que estar numa balsa no oceano sem ter água fresca. Existe água em toda parte, mas nem uma gota para beber.

Veja também  Até que ponto pode ser admitida a teoria do Evolucionismo?

Por tanto as conjecturas dos ateus em nada são científicas e sim filosóficas, para não dizer supersticiosas.