Esta carta foi escrita em Esmirna onde Policarpo era bispo, aproximadamente em 107 d.C.. Políbio, então bispo de Trália, vai até Esmirna saudar Inácio a. Inácio aproveita a oportunidade para enviar uma carta à comunidade de Trália.
Podemos perceber nesta carta que a Igreja já se encontrava organizada em três níveis hieráquicos distintos: bispo, presbíteros e diáconos.
Como em suas outras cartas Inácio exorta a comunidade à unidade. Todos devem manter a unidade, submetendo-se ao bispo, que é a imagem do Pai (Tralianos 3:1). Quem não está em comunhão com o bispo, não está em comunhão com a Igreja. A comunhão com a Igreja é a comunhão com Cristo, pois Ela é o seu corpo místico.
Inácio exorta a comunidade ao cuidado com a heresia, e a importância em se manter fiel ao que é ensinado oficialmente pela Igreja (Tralianos 6). Os falsos mestres que misturam Cristo com suas próprias idéias, são perdição para si e para seus seguidores (Tralianos 6:2;11:1).
A Eucaristia, verdadeiramente corpo e sangue de Jesus Cristo, é o alimento da fé e do amor, o melhor remédio para as ciladas do diabo (Tralianos 8:1).
O Capítulo 9 foi de altíssima importância para a história da formação do Simbolo dos apóstolos, o Credo. Nele está o esquema básico da fé cristã.
Ainda encontramos indícios da doutrina da Comunhão e Intercessão dos Santos (Tralianos 13:3)
aFoi preso em Antioquia na Síria com destino ao Martírio em Roma. Até chegar a Roma, Inácio foi parando em várias cidades. Quando escreveu esta carta estava em Esmirna.
Este artigo foi publicado durante a primeira fase do Apostolado Veritatis Splendor. Conheça o site novo aqui