Veritatis Splendor - CARTA DE SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA AOS ROMANOS - SOBRE A OBRA

CARTA DE SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA AOS ROMANOS - SOBRE A OBRA

Por Alessandro Lima

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Esta carta foi escrita em Esmirna onde Policarpo era bispo, aproximadamente em 107 d.C..

Esta carta é totalmente diferente das demais cartas que Inácio enviou às outras Igrejas.

Nas cartas destinadas às outras Igrejas, Inácio escreve: "à Igreja de Deus que está em " Éfeso, Esmirna, Trália, Magnéria e etc. O tratamento dado à igreja de Roma é totalmente diferente: "à Igreja que preside na Região dos Romanos". Isto mostra que a Igreja de Roma presidia as demais Igrejas, isto é, que o seu Bispo era o chefe da Igreja Católica espalhada no mundo inteiro.

A Carta de Inácio aos Romanos é a prova histórica mais antiga da era pós-apostólica, do Primado da Igreja de Roma. Inácio confessa o Primado da Igreja de Roma em vários trechos de sua carta (Inácio aos Romanos - Saudação; 4:3; 9:1; 10:2)

Esta carta também se difera das demais, por Inácio não querer ensinar nada a esta Igreja; ao contrário, reconhece que muito aprendeu dela (Inácio ao Romanos 3:2).

O tema central desta carta também não é o mesmo das demais. Inácio foi capturado na Síria, onde era bispo em Antioquia, para ser entregue às feras em Roma. Por estar muito próximo à Roma, sua ansiedade em ser morto pelas feras e assim glorificar a Deus era muito grande. Por este motivo pede insistentemente que os cristãos de Roma, não o impeçam de ser morto (Inácio aos Romanos 2;4;6;7).

A carta também dá testemunho da fé primitiva na Divindade de Jesus Cristo (Inácio aos Romanos Saudação; 3:3), na Ressurreição dos Mortos (Inácio aos Romanos 2:2) e na Real Presença de Jesus Cristo em corpo e sangue na Eucaristia (Inácio aos Romanos 7:3).


Este artigo foi publicado durante a primeira fase do Apostolado Veritatis Splendor. Conheça o site novo aqui