Regras de interpretação
36. 1Percebamos que quando ouvis que os profetas falam como em própria pessoa, não deveis pensar que assim falam os próprios homens inspirados, mas é o Verbo divino que os move. 2Algumas vezes ele fala como que anunciando de antemão o que vai acontecer, outras como se estivesse no lugar de Deus, Soberano e Pai do universo, outras na pessoa de Cristo, e outras ainda, das pessoas que respondem ao seu Pai e Senhor. Algo semelhante acontece com vossos próprios escritores, em que um é aquele que escreveu tudo, mas são várias as pessoas que entram no diálogo. 3Não entendendo isso, os judeus, que são aqueles que possuem os livros dos profetas, não só não reconheceram a Cristo já vindo, mas também odeiam a nós, que dizemos que ele de fato veio, e mostramos que, como fora profetizado, foi por eles crucificado.
37. 1Para que também isso fique claro para vós, eis aqui algumas palavras que foram ditas pelo profeta Isaías, antes mencionado, na pessoa do Pai: "O boi conhece o seu dono e o jumento a manjedoura de seu senhor; mas Israel não me conheceu e o meu povo não me entendeu. 2Ai da nação pecadora, do povo cheio de pecados; descendência má, filhos iníquos: abandonastes o Senhor" . 3De novo, em outra passagem em que o mesmo profeta fala igualmente na pessoa do Pai: "Que casa me edificareis? - diz o Senhor. 4O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés" . 5E outra vez, em outra passagem: "As vossas luas novas e os vossos sábados, a minha alma os detesta; o vosso dia de grande jejum e a vossa ociosidade, eu não os suporto. Nem mesmo quando vos apresentais diante de mim eu vos escutarei. 6Vossas mãos estão cheias de sangue. 7Até quando me trazeis flor de farinha ou incenso, isso é abominação para mim; não quero a gordura de carneiros ou sangue de novilhos. 8Com efeito, quem pediu essas coisas de vossas mãos? Desata antes toda atadura de injustiça, rompe as cordas dos contratos injustos, cobre aquele que está nu e aquele que não tem teto, reparte o teu pão com o faminto" . 9Portanto, com essas passagens podeis entender que tais são os ensinamentos que os profetas dão na pessoa de Deus.
38. 1Quando o Espírito profético fala na pessoa de Cristo, ele se expressa assim: "Eu estendi as minhas mãos a um povo que não crê e contradiz, aos que andam por um caminho que não é bom" . 2E, novamente: "Entreguei minhas costas aos açoites e minhas faces às bofetadas, e não afastei o meu rosto da vergonha das cuspidas. 3E o Senhor se tornou o meu auxílio; por isso eu não fui confundido, mas transformei o meu rosto em rocha dura, e soube que não seria confundido, pois está perto aquele que me justifica" . 4E o mesmo quando diz: "Eles lançaram sorte sobre as minhas roupas, e transpassaram as minhas mãos e os meus pés; 5mas eu adormeci e me entreguei ao sono e ressuscitei, porque o Senhor me protegeu" . 6E outra vez quando diz: "Cochichavam com os seus lábios e balançaram a cabeça, dizendo: Salve-se a si mesmo . 7Podeis comprovar que tudo isso cumpriu-se através dos judeus em Cristo. 8Com efeito, estando já na cruz, eles retorciam os lábios e balançavam a cabeça, dizendo: "Quem ressuscitou mortos livre-se a si mesmo".
Profecia cumprida
39. 1Quando o Espírito profético fala, profetizando sobre o futuro, ele diz assim: "Porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor de Jerusalém; ele julgará no meio das nações e argüirá um povo numeroso. Quebrarão suas espadas e farão arados, e transformarão suas lanças em foices; uma nação não pegará a espada contra outra nação, nem saberão mais o que é a guerra" . 2Que assim tenha acontecido, podeis comprová-lo. 3Com efeito, de Jerusalém saíram doze homens pelo mundo, e estes ignorantes e incapazes de eloqüência; todavia, pela força de Deus, persuadiram todo o gênero humano de que haviam sido enviados por Cristo para ensinar a todos a palavra de Deus. Nós, que antes nos matávamos mutuamente, agora não só não fazemos guerra contra os nossos inimigos, mas também, por não mentir nem enganar os juízes que nos interrogam, morremos felizes de confessar a Cristo. 4Pudéssemos nós aplicar ao nosso caso o dito: "A língua jurou, mas a alma não jurou". 5Seria ridículo que os soldados que se contratam convosco e se alistam em vossas bandeiras pusessem a lealdade para convosco acima de sua própria vida, acima dos pais, pátria e tudo o que lhes pertence, embora nada de imperecível lhes pudésseis oferecer, e nós, que amamos a incorrupção, não suportemos tudo a troco de receber o que esperamos daquele que tem poder para no-lo dar.
Profecia sobre os apóstolos
40. 1Escutai agora o que foi predito sobre os que pregaram a sua doutrina e anunciaram a sua vinda. O já mencionado profeta e rei diz assim por obra do Espírito profético: "O dia transmite a palavra a outro dia, e a noite anuncia o conhecimento a outra noite. 2Não há discursos nem palavras, cuja voz não se ouça. 3Sobre toda a terra se espalhou o som deles, e até aos confins do orbe da terra chegaram as suas palavras. 4No sol colocou a sua tenda, e este, como esposo que sai do seu quarto, se regozijará como gigante para percorrer o seu caminho " . 5Além disso, acreditamos ser oportuno e apropriado ao nosso intento mencionar outras palavras profetizadas pelo mesmo Davi, através das quais podeis inteirar-vos de como o Espírito profético exorta os homens a viver 6e como mostra a conspiração que Herodes, rei dos judeus, os próprios judeus, Pilatos, que foi vosso procurador na Judéia, e seus soldados tramaram juntos contra Cristo.
7Notai também como se profetiza que pessoa de toda raça de homens deveriam crer nele, que Deus o chama de seu Filho e promete submeter-lhe todos os seus inimigos; ainda como os demônios, enquanto podem, procuram escapar do poder de Deus Pai e soberano de tudo e de Cristo; por fim, como Deus chama todos à penitência antes de chegar o dia do julgamento. 8As profecias dizem o seguinte: "Bem-aventurado o homem que não anda no desígnio dos ímpios, não pára no caminho dos pecadores, nem se assenta no assento da perdição, mas se compraz na lei do Senhor e que dia e noite medita em sua lei. 9Será como árvore plantada junto às correntes das águas, que dará seu fruto no devido tempo e suas folhas não cairão, e em tudo o que fizer será bem sucedido. 10Não assim os ímpios, não assim, mas como o pó que o vento espalha sobre a face da terra. Por isso, os ímpios não se levantarão no dia do julgamento, nem os pecadores no conselho dos justos. De fato, o Senhor conhece o caminho dos justos e o caminho dos ímpios perecerá. 11Por que as nações fremiram e os povos meditaram novidades? Os reis da terra apresentaram-se e os príncipes se juntaram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: ?Rompamos suas amarras e arranquemos de nós o seu jugo'. 12Aquele que habita nos céus rir-se-á deles, e o Senhor os fará objeto de sua zombaria. Então, falar-lhes-á com ira e com sua indignação os perturbará. 13Eu, porém, fui constituído por ele como rei sobre Sião, seu monte santo, para anunciar o seu decreto. 14O Senhor me disse: Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei. 15Pede-me e te darei as nações como tua herança e os confins da terra como tua propriedade. Apascenta-los-ás com cetro de ferro, como vaso de oleiro as farás em pedaços. 16E agora, reis, entendei; instruí-vos, vós que julgais a terra. 17Servi ao Senhor no temor, e no tremor regozijai-vos nele. 18Aprendei a disciplina; não aconteça que, em certo momento, o Senhor se irrite e pereçais saindo do caminho justo, quando de repente sua ira se acender. 19Felizes todos os que nele confiam."
Profecia sobre o Reino de Cristo
41. 1Em outra profecia, o Espírito profético, dando a entender, através de Davi, que Cristo haveria de reinar depois de crucificado, diz assim: ?Louvai o Senhor, terra inteira, e anunciai dia a dia a sua salvação, porque o Senhor é grande e digno do maior louvor, temível sobre todos os deuses. Com efeito, todos os deuses das nações são imagens de demônios, mas Deus fez os céus. 2Glória e louvor em sua presença, força e orgulho no lugar de sua santificação. Glorificai ao Senhor, aquele que é Pai dos séculos. 3Tomai graça e entrai em sua presença, adorando-o em seus santos átrios. Toda a terra tema diante de sua face, endireite seu caminho e não se perturbe. 4Que as nações se alegrem: o Senhor reinou pelo madeiro".
Cristo, nossa alegria
42. 1Esclarecemos também o caso no qual o Espírito profético fala do futuro como já realizado, como já se pode conjecturar na passagem antes mencionada, a fim de que também nisso os que lêem não tenham desculpa. 2O que é absolutamente conhecido como algo que acontecerá, é predito pelo Espírito profético como já conhecido. Que as coisas devam ser assim, ponde toda atenção de vossa mente ao que vamos dizer. 3Davi fez a profecia citada, mil e quinhentos anos antes que Cristo feito homem fosse crucificado, e nenhum dos antes nascidos ofereceu, ao ser crucificado, alegria para as nações, e ninguém também depois dele. 4Em troca, Cristo, que foi crucificado, morreu e ressuscitou em nosso tempo, não só reinou ao subir ao céu, mas pela sua doutrina, pregada pelos apóstolos em todas as nações, é a alegria de todos os que esperam a imortalidade que ele nos prometeu.
Profecia e livre-arbítrio
43. 1Do que dissemos anteriormente, ninguém deve tirar a conclusão de que afirmamos que tudo o que acontece, acontece por necessidade do destino, pelo fato de que dizemos que os acontecimentos foram conhecidos de ante-mão. Por isso, resolveremos também essa dificuldade. 2Nós aprendemos dos profetas e afirmamos que esta é a verdade: os castigos e tormentos, assim como as boas recompensas, são dadas a cada um conforme as suas obras. Se não fosse assim, mas tudo acontecesse por destino, não haveria absolutamente livre-arbítrio. Com efeito, se já está determinado que um seja bom e outro mau, nem aquele merece elogio, nem este, vitupério. 3Se o gênero humano não tem poder de fugir, por livre determinação, do que é vergonhoso e escolher o belo, ele não é irresponsável de nenhuma ação que faça. 4Mas que o homem é virtuoso e peca por livre escolha, podemos demonstrar pelo seguinte argumento: 5Vemos que o mesmo sujeito passa de um contrário a outro. 6Ora, se estivesse determinado ser mau ou bom, não seria capaz de coisas contrárias, nem mudaria com tanta freqüência. Na realidade, nem se poderia dizer que uns são bons e outros maus, desde o momento que afirmamos que o destino é a causa de bons e maus, e que realiza coisas contrárias a si mesmo, ou que se deveria tomar como verdade o que já anteriormente insinuamos, isto é, que virtude e maldade são puras palavras, e que só por opinião se tem algo como bom ou mau. Isso, como demonstra a verdadeira razão, é o cúmulo da impiedade e da iniqüidade. 7Afirmamos ser destino ineludível que aqueles que escolheram o bem terão digna recompensa e os que escolheram o contrário, terão igualmente digno castigo. 8Com efeito, Deus não fez o homem como as outras criaturas. Por exemplo: árvores ou quadrúpedes, que nada podem fazer por livre determinação. Nesse caso, não seria digno de recompensa e elogio, pois não teria escolhido o bem por si mesmo, mas nascido já bom; nem, por ter sido mau, seria castigado justamente, pois não o seria livremente, mas por não ter podido ser algo diferente do que foi.
Platão depende de Moisés
44. 1Esta doutrina foi ensinada a nós pelo Espírito profético que, por meio de Moisés, nos testemunha que falou ao primeiro homem que havia criado do seguinte modo: ?Olha que diante de tua face está o bem e o mal: escolhe o bem? . 2E, de novo, através de Isaías, outro profeta, sabemos que, na pessoa de Deus, Pai e soberano do universo, foi dito o seguinte sobre esse mesmo assunto: 3"Lavai-vos e purificai-vos, tirai a maldade de vossas almas. Aprendei a fazer o bem, julgai o órfão, fazei justiça à viúva; então, vinde e conversaremos, diz o Senhor. Mesmo que vossos pecados sejam como a púrpura, eu os deixarei brancos como a lã; mesmo que sejam como escarlate, e os tornarei brancos como a neve. 4Se quiserdes e me escutardes, comereis os bens da terra; mas se não me escutardes, a espada vos devorará, porque assim falou a boca do Senhor" . 5A expressão anterior "A espada vos devorará" não quer dizer que os que desobedecerem serão passados a fio de espada, mas por "espada" deve-se entender o fogo, cuja presa são os que escolheram praticar o mal. 6Por isso, diz: "A espada vos devorará, porque assim falou a boca do Senhor." 7Se tivesse falado da espada que corta e se separa imediatamente, não teria dito "devorará". 8De modo que o próprio Platão, ao dizer: "A culpa é de quem escolhe. Deus não tem culpa", falou isso por tê-lo tomado do profeta Moisés, pois sabe-se que este é mais antigo do que todos os escritores gregos. 9Em geral, tudo o que os filósofos e poetas disseram sobre a imortalidade da alma e da contemplação das coisas celestes, aproveitaram-se dos profetas, não só para poder entender, mas também para expressar isso. 10Daí que parece haver em todos algo como germes de verdade. Todavia, demonstra-se que não o entenderam exatamente, pelo fato de que se contradizem uns aos outros. 11Concluindo: Se dizemos que os acontecimentos futuros foram profetizados, nem por isso afirmamos que aconteçam por necessidade do destino; afirmamos sim que Deus conhece de antemão tudo o que será feito por todos os homens e é decreto seu recompensar cada um segundo o mérito de suas obras e, por isso, justamente prediz, por meio do Espírito profético, o que para cada um virá da parte dele, conforme o que suas obras mereçam. Com isso, ele constantemente conduz o gênero humano à reflexão e à lembrança, demonstrando-lhe que cuida e usa de providência para com os homens.
12Todavia, pela ação dos maus demônios, decretou-se pena de morte contra aqueles que lerem os livros de Histaspes, da Sibila e dos profetas, a fim de impedir, por meio do terror, que os homens consigam, lendo-os, o conhecimento do bem, e retê-los como seus escravos; coisa que definitivamente os demônios não puderam conseguir. 13Com efeito, não só os lemos intrepidamente, mas também, como vedes, nós vô-los oferecemos, para que os examineis, pois estamos seguros de que agradarão a todos. Mesmo que consigamos persuadir algumas poucas pessoas, nosso ganho será muito grande, pois, como bons agricultores, receberemos do amo a nossa recompensa.
Ascensão e glória de Jesus
45. 1Agora escutai o que disse o profeta Davi sobre o fato de que Deus, Pai do universo, levaria Cristo ao céu, depois de sua ressurreição dos mortos, e retê-lo-ia consigo até ferir os demônios, seus inimigos, e até se completar o número dos que por ele, de antemão conhecidos como bons e virtuosos, em respeito dos quais justamente ainda não foi levada a cabo a conflagração universal. 2As palavras do profeta são estas: "Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo de teus pés. 3O Senhor te enviará o cetro de poder de Jerusalém, e tu dominarás em meio aos esplendores de teus inimigos. 4Contigo o império no dia de tua potência, em meio aos esplendores de teus santos. Do meu seio, antes do astro da manhã, eu te gerei? . 5Portanto, o que ele diz "Enviar-te-á de Jerusalém o cetro de poder" era anúncio antecipado da palavra poderosa que, saindo de Jerusalém, os apóstolos pregaram por toda parte e que nós, a despeito da morte decretada dos que ensinam ou absolutamente confessam o nome de Cristo, em todo lugar também a abraçamos e ensinamos. 6E se também vós ledes como inimigos estas nossas palavras, além de matar-nos, como já dissemos antes, nada podeis fazer. A nós, isso nenhum dano causará; a vós, porém, e a todos os que injustamente nos odeiam e não se convertem, trazer-vos-á castigo de fogo eterno.
Cristãos antes de Cristo
46. 1Alguns, sem motivo, para rejeitar o nosso ensinamento, poderiam nos objetar que, ao dizermos que Cristo nasceu somente há cento e cinqüenta anos sob Quirino e ensinou sua doutrina mais tarde, no tempo de Pôncio Pilatos, os homens que o precederam não têm nenhuma responsabilidade. Tratemos de resolver essa dificuldade. 2Nós recebemos o ensinamento de que Cristo é o primogênito de Deus e indicamos antes que ele é o Verbo, do qual todo o gênero humano participou. 3Portanto, aqueles que viveram conforme o Verbo são cristãos, quando do foram considerados ateus, como sucedeu entre os gregos com Sócrates, Heráclito e outros semelhantes; e entre os bárbaros com Abraão, Ananias, Azarias e Misael, e muitos outros, cujos fatos e nomes omitimos agora, pois seria longo enumerar. 4De modo que também os que antes viveram sem razão, se tornaram inúteis e inimigos de Cristo e assassinos daqueles que vivem com razão; mas os que viveram e continuam vivendo de acordo com ela, são cristãos e não experimentam medo ou perturbação. 5O motivo pelo qual ele nasceu homem de uma virgem, pela virtude do Verbo conforme o desígnio de Deus, Pai e soberano do universo, e foi chamado Jesus e, depois de crucificado e morto, ressuscitou e subiu ao céu, o leitor inteligente poderá perfeitamente compreendê-lo pelas longas explicações que foram dadas até aqui. 6De nossa parte, como não é necessário demonstrar esse ponto agora, passaremos às demonstrações mais urgentes.
Sobre a ruína de Jerusalém
47. 1Escutai o que foi predito pelo Espírito profético sobre á devastação futura da terra dos judeus. As palavras foram ditas como que na pessoa daqueles que se maravilham com o acontecido. 2São as seguintes: "Sião ficou deserta, Jerusalém ficou solitária, e a casa, nosso santuário, foi profanada; a glória que nossos pais bendisseram tornou-se presa do fogo e todas as suas maravilhas se fundiram. 3A esse respeito, tu suportaste, te calaste e nos humilhaste muito" . 4Que Jerusalém tenha ficado deserta, tal como fora predito, é coisa de que estais bem convencidos. 5E não só se predisse a sua devastação, mas também, pelo profeta Isaías, que a nenhum deles seria permitido habitar nela, com estas palavras: "A terra deles está deserta, e os próprios inimigos a devoram diante deles; e deles não haverá ninguém que nela se encontrasse e decretastes pena de morte contra o judeu que nela habite" . Que vós mesmos montastes guarda para que ninguém nela fosse encontrado, é coisa que sabeis perfeitamente.
Os milagres de Cristo
48. 1Que nosso Cristo curaria todas as enfermidades e ressuscitaria mortos, escutai as palavras com que isso foi profetizado. 2São estas: "Diante dele, o coxo saltará como cervo e a língua dos mudos se soltará, os cegos recobrarão a vista, os leprosos ficarão limpos e os mortos ressuscitarão e começarão a andar". 3Que tudo isso foi feito por Cristo, vós o podeis comprovar pelas Atas redigidas no tempo de Pôncio Pilatos. 4Sobre como foi de antemão indicado que ele haveria de ser morto, juntamente com os homens que nele esperam, escutai as palavras do profeta Isaías: 5"Eis como pereceu o justo, e ninguém reflete em seu coração; varões justos são tirados do meio, e ninguém considera. O justo é tirado da vista da iniqüidade, e ficará em paz: seu sepulcro é tirado do meio".
Este artigo foi publicado durante a primeira fase do Apostolado Veritatis Splendor. Conheça o site novo aqui