Veritatis Splendor - EFEITOS DO MOTU PROPRIO JÁ PODEM SER VISTOS ATÉ NO RITO NOVO!

EFEITOS DO MOTU PROPRIO JÁ PODEM SER VISTOS ATÉ NO RITO NOVO!

Por Taiguara Fernandes de Sousa

Publicado em 12/09/2007

Mal se passaram dois meses, e já podemos sentir os efeitos do Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI, este grande passo rumo à extirpação dos abusos que tanto ofendem a Sagrada Liturgia e a Deus.

 

Com efeito, em muitos lugares surgiram sacerdotes e Bispos dispostos a implementar o Motu Proprio em suas paróquias e Dioceses; seminaristas se interessam por esta belíssima tradição; também o povo de Deus (a despeito da incompreensão de alguns, imbuídos de atitudes modernistas em relação à liturgia) está cada vez mais ciente da beleza da Liturgia Tridentina, de nossa responsabilidade por fazer valer o Motu Proprio e de restaurar a tradição litúrgica tridentina, tão rica, um verdadeiro patrimônio de nossa “cultura católica”.

 

Mas se existe uma maior compreensão em relação ao dever de restaurar a tradição litúrgica antiga, se mostra cada vez mais patente o dever de velar também pela Liturgia atual, pedindo de nossos pastores a celebração eucarística seguindo rigorosamente as rubricas do Novus Ordo Missae, para assim evitar abusos e heresias litúrgicas provenientes de criatividades e aberrações modernistas.

 

Uma maior atenção à Missa Nova, longe destas criatividades, como já pedira o Papa João Paulo II (Enc. Ecclesia de Eucharistia, n. 52), é efeito claríssimo do recente e histórico Motu Proprio do Papa Bento XVI.

 

Nós sentimos esta reviravolta em nossa paróquia, na Diocese de Campina Grande.

 

Lá desempenhamos a função de acólito, e víamos certos abusos litúrgicos que, após o Motu Proprio de Bento XVI, desapareceram completamente! Isto é algo maravilhoso, pelo qual devemos nos rejubilar! E aposto como estes efeitos puderam ser vistos também em outras paróquias e Dioceses pelo Brasil afora.

 

Com efeito, nas Santas Missas em nossa paróquia, muitas vezes o celebrante substituía o Ato Penitencial por uma música; agora, após o Motu Proprio, o Ato Penitencial é recitado como ordena o Missal, e como sempre deveria ter sido. Também o Credo antes era susbtituído por uma música, o que é algo seríssimo, visto que nada susbtitui essa solene Profissão de Fé; agora, após o Motu Proprio, está sendo rezado como sempre deveria ter sido, da forma que a Igreja sempre rezou e como está ordenado no Missal. E o pároco, que antes não costumava entregar a Comunhão pessoalmente, deixando esta honra aos ministros extraordinários da Eucaristia (o que, salientamos de passagem, é um abuso gravíssimo), passou a entregá-la pessoalmente aos fiéis (por vezes ainda permite aos ministros fazerem isso sozinhos, mas se pode notar que estão sendo raras).

 

A celebração ficou mais bela, mais respeitosa. Mais solene.

 

Isto demonstra que a restauração da Missa de S. Pio V trará inúmeros benefícios à Missa de Paulo VI. A influência da Missa de S. Pio V fará com que se dê uma atenção maior e renovada às rubricas do Novus Ordo Missae. Efetivamente, a harmonia entre estas formas litúrgicas, ambas do mesmo Rito, se comprova, pois a restauração de uma, faz com que se restaure também o respeito às normas na outra. Isso é magnífico!


Este artigo foi publicado durante a primeira fase do Apostolado Veritatis Splendor. Conheça o site novo aqui