"Graças a Deus, na nossa pastoral não nos comportamos como o mercador ciumento que precisa menosprezar a mercadoria dos outros para fazer os compradores confluírem na sua loja." (RATZINGER, Joseph. Viver com a Igreja, in TESSORE, Dag. Bento XVI — Questões de fé, ética e pensamento na obra de Joseph Ratzinger, São Paulo: Ed. Claridade, 2005, p. 63.)
“Desta forma podemos progredir no diálogo inter-religioso e intercultural, diálogo hoje necessário como nunca: um diálogo verdadeiro, respeitador das diferenças, corajoso, paciente e perseverante, que baseie a sua força na oração e se alimente da esperança que habita em todos os que crêem em Deus e que depositam n'Ele a sua confiança.” (Discurso do Papa Bento XVI aos Membros da Fundação para a Pesquisa e o Diálogo Inter-Religioso e Intercultural)
“Com todos os homens de boa vontade, nós desejamos a paz. Eis por que repito com insistência: a pesquisa e o diálogo inter-religioso e intercultural não são uma opção, mas uma necessidade vital para o nosso tempo.” (Discurso do Papa Bento XVI aos Membros da Fundação para a Pesquisa e o Diálogo Inter-Religioso e Intercultural)
"A Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo convida-nos, de modo particular, a rezar intensamente e a agir com convicção pela causa da unidade de todos os discípulos de Cristo. O Oriente e o Ocidente cristãos encontram-se muito próximos entre si, e já podem contar com uma comunhão quase completa, como recorda o Concílio Vaticano II, farol que guia os passos do caminho ecuménico. Portanto, os nossos encontros, as visitas periódicas e os diálogos em curso não são simples gestos de cortesia, ou tentativas de alcançar compromissos, mas o sinal de uma comum vontade de fazer o possível para chegarmos quanto antes àquela plena comunhão, implorada por Cristo na sua oração ao Pai, depois da última Ceia: 'Ut unum sint'." (Angelus, 29 de Junho de 2007 olenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo)
"A recente celebração do 40º aniversário da Declaração do Concílio Vaticano II, Nostra aetate, aumentou o nosso desejo comum de nos conhecermos uns aos outros e de promovermos um diálogo que se caracterize pelo respeito mútuo e pelo amor. Com efeito, os judeus e os cristãos possuem um rico património conjunto. Isto distingue de muitas formas o nosso relacionamento como singular entre as religiões do mundo. A Igreja nunca pode esquecer o povo eleito com o qual Deus estabeleceu uma santa aliança (cf. Nostra aetate, 4). (Saudação do Papa Bento XVI à Comissão Judaica Americana, Quinta-feira, 16 de Março de 2006)
“Se hoje o diálogo inter-religioso, especialmente depois do Concílio Vaticano II, se tornou património comum e irrenunciável da sensibilidade cristã, Francisco pode ajudar-nos a dialogar autenticamente, sem cair numa atitude de indiferença em relação à verdade ou à atenuação do nosso anúncio cristão. O facto de ser um homem de paz, de tolerância e de diálogo nasce sempre da experiência de Deus-Amor. Não por acaso, a sua saudação de paz é uma oração: "O Senhor te conceda a paz" (2 Test 23: FF 121).” (Visita Pastoral do Papa Bento XVI a Assis - Discurso do Santo Padre aos jovens na Praça diante da Basílica de Santa Maria dos Anjos, Domingo, 17 de Junho de 2007)
“Certamente, o caminho da indulgência e do diálogo, que o Concílio Vaticano II felizmente empreendeu, deve ser sem dúvida prosseguida com uma constância firme. Mas este caminho do diálogo, tão necessário, não deve fazer esquecer o dever de reconsiderar e de evidenciar sempre com igual força as linhas-mestras e irrenunciáveis da nossa identidade cristã. Por outro lado, é necessário ter bem presente que esta nossa identidade exige força, clareza e coragem face às contradições do mundo em que vivemos.” (Audiência Geral, Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006)
“O diálogo teológico é necessário, o aprofundamento das motivações históricas de opções feitas no passado também é indispensável. Mas o que é mais urgente é aquela "purificação da memória", tantas vezes recordada por João Paulo II, a única que pode predispor os ânimos ao acolhimento da plena verdade de Cristo. É diante d'Ele, supremo Juiz de cada ser vivo, que cada um de nós se deve apresentar, na autoconsciência de que um dia Lhe deve prestar contas por tudo o que fez ou não em relação ao grande bem da plena e visível unidade de todos os seus discípulos.
O actual Sucessor de Pedro deixa-se interpelar em primeira pessoa por esta exigência e está disposto a fazer tudo o que estiver em seu poder para promover a fundamental causa do ecumenismo. No seguimento dos seus Predecessores, ele está plenamente determinado a cultivar todas as iniciativas que possam parecer oportunas para promover os contactos e o entendimento com os representantes das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais. Aliás, envia também a eles nesta ocasião a saudação mais cordial em Cristo, único Senhor de todos.” (Primeira Mensagem de Sua Santidade Bento XVI no Final da Concelebração Eucarística com os Cardeais Eleitores na Capela Sistina)
“O verdadeiro diálogo entretece-se onde não existe apenas a palavra, mas também a escuta, e onde na escuta tem lugar o encontro, no encontro o relacionamento, e no relacionamento a compreensão entendida como aprofundamento e transformação do nosso ser cristãos. Portanto, o diálogo diz respeito não somente ao campo do saber e àquilo que nós somos capazes de realizar. Ele faz falar sobretudo a pessoa do crente, aliás, o próprio Senhor no meio de nós.” (Mensagem do Papa Bento XVI aos Delegados e Participantes na III Assembleia Ecuménica Europeia Realizada Em Sibiu [Roménia])
“Por isso, é ainda mais importante a necessidade de um diálogo que possa ajudar as pessoas a compreenderem as suas próprias tradições em relação às dos outros, a desenvolverem uma maior consciência diante dos desafios que se apresentam à sua identidade e, deste modo, a promoverem a compreensão e o reconhecimento dos valores humanos genuínos, no contexto de uma perspectiva intercultural. Em vista de enfrentar estes desafios, é urgentemente necessária uma justa igualdade de oportunidades, de forma especial no campo da educação e da transmissão do saber. Infelizmente a educação, de modo particular a nível primário, continua a ser dramaticamente insuficiente em numerosas regiões do mundo.” (Mensagem do Papa Bento XVI à Presidente da Pontifícia Academia das Ciências Sociais por Ocasião da VIII Sessão Plenária)
“Prosseguindo na mesma linha, o empenho eclesial de anunciar Jesus Cristo, « caminho, verdade e vida » (Jo 14,6), hoje também encontra ajuda na prática do diálogo inter-religioso, que certamente não substitui, mas acompanha a missio ad gentes, graças àquele « mistério de unidade », de que « resulta que todos os homens e mulheres que foram salvos participam, embora de maneira diferente, no mesmo mistério de salvação em Jesus Cristo por meio do seu Espírito ». Este diálogo, que faz parte da missão evangelizadora da Igreja, comporta uma atitude de compreensão e uma relação de recíproco conhecimento e de mútuo enriquecimento, na obediência à verdade e no respeito da liberdade.” (Declaração "Dominus Iesus" sobre a Unicidade e a Universalidade Salvífica de Jesus Cristo e da Igreja)
“Encontramo-nos assim novamente diante da questão: o que é que podemos esperar? É necessária uma autocrítica da idade moderna feita em diálogo com o cristianismo e com a sua concepção da esperança. Neste diálogo, também os cristãos devem aprender de novo, no contexto dos seus conhecimentos e experiências, em que consiste verdadeiramente a sua esperança, o que é que temos para oferecer ao mundo e, ao contrário, o que é que não podemos oferecer.” (Carta Encíclica “Spe Salvi” do Sumo Pontífice Bento XVI aos Bispos aos Presbíteros e aos Diáconos às pessoas consagradas e a todos os fiéis leigos sobre a esperança cristã)
“A missão ad gentes, também no diálogo inter-religioso, « mantém hoje, como sempre, a sua validade e necessidade ». Com efeito, « Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tim 2,4): quer a salvação de todos através do conhecimento da verdade. A salvação encontra-se na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito de verdade já se encontram no caminho da salvação; mas a Igreja, a quem foi confiada essa verdade, deve ir ao encontro do seu desejo e oferecer-lha. Precisamente porque acredita no plano universal de salvação, a Igreja deve ser missionária ». O diálogo, portanto, embora faça parte da missão evangelizadora, é apenas uma das acções da Igreja na sua missão ad gentes. A paridade, que é um pressuposto do diálogo, refere-se à igual dignidade pessoal das partes, não aos conteúdos doutrinais e muito menos a Jesus Cristo — que é o próprio Deus feito Homem — em relação com os fundadores das outras religiões. A Igreja, com efeito, movida pela caridade e pelo respeito da liberdade, deve empenhar-se, antes de mais, em anunciar a todos os homens a verdade, definitivamente revelada pelo Senhor, e em proclamar a necessidade da conversão a Jesus Cristo e da adesão à Igreja através do Baptismo e dos outros sacramentos, para participar de modo pleno na comunhão com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Aliás, a certeza da vontade salvífica universal de Deus não diminui, antes aumenta, o dever e a urgência do anúncio da salvação e da conversão ao Senhor Jesus Cristo.” (Declaração "Dominus Iesus" sobre a Unicidade e a Universalidade Salvífica de Jesus Cristo e da Igreja)
“Ao agradecer o vosso compromisso no estudo de caminhos concretos para o progresso do diálogo entre católicos e ortodoxos, garanto-vos a minha oração fervorosa.” (Discurso do Papa Bento XIV à Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa)
“Estou persuadido de que os vossos colóquios hão-de dar frutos abundantes para o progresso do diálogo e o incremento da compreensão e da cooperação entre católicos e baptistas.” (Discurso do Papa Bento XVI aos Membros de uma Delegação da Aliança Baptista Mundial)
“Desta forma, os orantes das várias religiões puderam mostrar, com a linguagem do testemunho, como a oração não divide mas une, e constitui um elemento determinante para uma pedagogia eficaz da paz, baseada na amizade, no acolhimento recíproco, no diálogo entre os homens de diversas culturas e religiões. Temos como nunca necessidade desta pedagogia, especialmente olhando para as novas gerações.” (Mensagem do Papa Bento XVI no 20º Aniversário do Encontro Inter-Religioso de Oração pela Paz Convocado Por João Paulo II)
"A fé que nos foi doada não foi feita para um mundo fechado; ela sempre foi dada para a humanidade. E isto não significa intolerância por nossa parte, mas exercício da responsabilidade que temos em relação aos outros: de anunciar-Ihes essa possibilidade de cura no Senhor. Precisamos de nova coragem, é necessário termos a convicção de que temos os meios para curar os homens, que é nosso dever dar-Ihes essa palavra de Salvação, e que ela é realmente tão necessária assim para o homem. É preciso um novo impulso missionário. Não gostamos mais de falar em conversão, mas a realidade é essa mesma: nós temos uma responsabilidade universal, não podemos nos esquivar. Seria confortável, se fosse possível, mas, pelo contrário, temos de oferecer aos outros o que o Senhor nos deu para oferecer". (RATZINGER, Joseph. Entrevista no Spetacle du monde, n. 464, janeiro 2001, in TESSORE, Dag. Bento XVI — Questões de fé, ética e pensamento na obra de Joseph Ratzinger, São Paulo: Ed. Claridade, 2005, p. 63.)
Abaixo, algumas matérias colhidas na Internet sobre a postura pública de Bento XVI com relação ao diálogo:
Bento XVI aos líderes religiosos: "Sociedade unida pode surgir da pluralidade"
BENTO XVI: É NECESSÁRIO REFORÇAR DIÁLOGO ENTRE CIÊNCIA E FÉ E CHAMAR HUMANIDADE AOS "VALORES ALTOS"
BENTO XVI EXORTA AO RESPEITO RECÍPROCO NO DIÁLOGO ENTRE CRISTÃOS E MUÇULMANOS
Papa convida os povos ao diálogo na véspera da celebração da Páscoa
Este artigo foi publicado durante a primeira fase do Apostolado Veritatis Splendor. Conheça o site novo aqui