Prezado Leitor,
A Paz !!
Primeiramente, agradeço a confiança em nosso apostolado, e ficamos felizes de ajudar de alguma forma.
Com respeito ao TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), ficamos felizes em saber que você já buscou tratamento e já está adiantado no processo de cura. Importante ressaltar, no entanto, para que você e outros que se encontrem na mesma situação saibam, que a pessoa que sofre de TOC tem tendência, no aspecto espiritual, a sofrer com escrúpulos.
Na definição de D Estêvão Bettencourt OSB:
Os escrúpulos de consciência são um estado de alma que vê pecado em tudo, situação esta que gera profunda angústia e mesmo desânimo e desespero. Podem ter um fundo doentio ou neurastênico. O escrupuloso tende a se fechar em seus julgamentos de ordem moral e não dar crédito aos conselhos que sabiamente lhe são ministrados para que se liberte de seu estado aflitivo. A escrupulosidade pode ter causas diversas: umas de ordem física, outras de ordem psíquica ou ainda de ordem moral. A superação de tal condição mórbida só pode ser obtida pela oração e pela obediência incondicional às normas provenientes de um diretor espiritual firme e bondoso. Pode ser útil também a colaboração de um psicólogo ou de um médico de formação cristã, respeitoso dos valores da fé.
Para uma explicação mais detalhada do que sejam escrúpulos, sugiro o link abaixo, que reproduz o texto na íntegra:
http://www.presbiteros.com.br/Sacramentos/Penit%EAncia/ESCR%DAPULOS.htm
Ressalto, caro leitor, que não afirmo ser este o seu caso, apenas aproveitei que trouxe o assunto à baila para recomendar a leitura do texto, que acredito ser de grande valia para todos.
No que se refere á contribuição indireta, há que se analisar o nexo causal entre a contribuição e o resultado, e verificar se a contribuição é causa determinante do resultado. Por exemplo: pago imposto para que este seja investido em saúde, educação, etc. Quem decide como esse dinheiro será gasto não sou eu, e sim os responsáveis pela política governamental, não tenho ingerência nisso. Dessa forma, o meu ato de pagar os impostos não é causa determinante da realização de abortos na rede pública de saúde – o que quer dizer que não estou pecando nem incorrendo em excomunhão.
Acessar sites não-católicos não é, em si mesmo, pecado, bem como não é pecado ouvir música secular, ver um filme, ler um livro... Não devemos dividir as coisas entre "católicas" e "não-católicas", pois podemos cair no erro do puritanismo. Sobre isso recomendo um texto publicado aqui, sobre música secular, mas que pode se aplicar perfeitamente aos meios de comunicação: http://www.veritatis.com.br/article/4149
Devemos buscar a santidade sem nos fecharmos em uma redoma, e sim, vivendo a realidade secular, como nas palavras de São Josémaria Escrivá:
"Tenho que terminar, meus filhos. Disse no começo que minhas palavras pretendiam anunciar alguma coisa da grandeza e da misericórdia de Deus. Penso tê-lo feito, falando de viver santamente a vida ordinária: porque uma vida santa em meio da realidade secular — sem ruído, com simplicidade, com veracidade — não será, porventura a manifestação mais comovente das magnalia Dei, dessas portentosas misericórdias que Deus sempre exerceu, e não deixa de exercer, para salvar o mundo?"
(Questões atuais do cristianismo > Amar o mundo apaixonadamente > Ponto 123)
Portanto, caro leitor, tranqüilize sua consciência. Pode ter certeza que Nosso Senhor, que conhece os corações, vê o seu esforço em progredir na santidade. Que Deus lhe conceda todas as graças necessárias para esse progresso, e conte conosco no que precisar.
Em Cristo,
Maite Tosta
AMDG
Este artigo foi publicado durante a primeira fase do Apostolado Veritatis Splendor. Conheça o site novo aqui