Espaço do Leitor

Leitor pergunta sobre a união entre católicos e ortodoxos

[Leitor autorizou a publicação de seu nome no site] Nome do leitor: Fabio Alexandre Machado
Cidade/UF: Maringa/PR
Religião: Católica

Mensagem
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a paz de jesus e o amor de maria aos irmaos do veritatis esplendor
irmaos ah possibilidade de nosso irmaos ortodoxo se reconciliarem com o papa para se unir de forma numa só igreja universal de cristo desde ja aguardo e agradeço pela atençao Deus o abençoe a todos

Caríssimo Fábio Alexandre,

PAX DOMINI,

Sempre há possibilidade de retorno dos irmãos separados porque sempre há confiança em Nosso Senhor. Foi Cristo que edificou Sua Igreja, sustentando-a na Sua promessa e gozando da infalibilidade. Na longa caminhada da Esposa de Jesus,“surgiram algumas cisões, que o Apóstolo censura com vigor como condenáveis. Dissensões mais amplas nasceram nos séculos posteriores. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão com a Igreja católica” (CIC). Perceba que o Catecismo é claro, ele diz que tais cisões não dividiram a Igreja Católica, que continou gozando da sua plena unidade, mas sim o Povo de Deus, que inegavelmente sofre com a ação do pecado; “Ubi peccata sunt, ibi multitudo, ibi schismata, ibi haereses, ibi discussiones – Onde estão os pecados, aí está a multiplicidade (das crenças), aí o cisma, aí as heresias, aí as controvérsias.”

Quanto aos cismáticos, conhecidos como ortodoxos, o Magistério tem voltado uma atenção especial ao diálogo com tais hierarcas. Não podemos esquecer, todavia, que já existem orientais em plena comunhão com a Santa Sé, como os melquitas, maronitas, armenos, ucranianos, coptas, caldeus, etc. Muitos deles que estavam em cisma, mas graças à ação humilde e amável da Igreja retornaram ao seio da Santa Igreja do Senhor. Esse lembrete é importante, porque alguns católicos por desconhecimento tomam posicionamentos ecumênicos como se a tradição oriental não fizesse parte do catolicismo, desse modo, menosprezam ou diminuem a vivência dos já católicos do oriente.

O Card. Kasper, numa Conferência no 40° Aniversário do Decreto Conciliar “Unitatis Redintegratio”, lembrou que; Os princípios católicos do ecumenismo, enunciados pelo Concílio Vaticano II e mais tarde pelo Papa João Paulo II, são clara e inequivocadamente opostos a um irenismo e a um relativismo que tendem a banalizar tudo (cf. Unitatis Redintegratio, 5, 11 e 24; Ut Unum sunt, 18, 36 e 79). O movimento ecuménico não renuncia a nada daquilo que até agora foi precioso e importante para a Igreja e na sua história; ele permanece fiel à verdade que na história é reconhecida e definida como tal, e nada lhe acrescenta de novo. O movimento ecuménico e a finalidade que ele mesmo se propõe, ou seja, a plena unidade dos discípulos de Cristo, permanecem inscritos no sulco da Tradição.”

Com isso lembramos o ensinamento da Igreja, contidos no catecismo; “A única Igreja de Cristo (…) é aquela que nosso Salvador depois de sua Ressurreição, entregou a Pedro para que fosse seu pastor e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na ( “subsistit in”) Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”.

Devemos rezar e nos engajar para que os irmãos separados, os ortodoxos, retornem a plena comunhão com a Igreja Católica. Graças a Deus, o Santo Padre Bento XVI tem tido uma especial atenção com esse tema, desenvolvendo discussões teológicas e encontros extremamente frutíferos. Com as bênçãos do Senhor, veremos o dia em que o Cisma do Oriente irá terminar integralmente, com a volta dos cismáticos ao seio da Esposa de Cristo.

Em Jesus, Maria e José!

Pedro Ravazzano

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