Respostas Católicas

Raciocine: maria, mãe de do filho de deus?

Maria é Mãe de Deus, segundo a Ortodoxia

Recente artigo do site protestante “CACP – CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS” intitulado “Raciocine: Maria, Mãe de do Filho de Deus?” vem trazer à tona mais uma desculpa esfarrapada do protestantismo para negar à Santa Maria a Maternidade de Cristo, nosso Senhor. O autor do artigo é o sr. Paulo Cristiano da Silva que auto-intitula-se Presbítero.
O Veritatis Splendor, em seu trabalho em defesa da Verdadeira Fé, resolveu escrever mais uma vez sobre o tema da Maternidade Divina de Nossa Senhora, desta vez especialmente para refutar os argumentos – bem velhinhos por sinal! – que o tal CACP levanta contra o tema.

Reproduziremos e refutaremos o artigo na íntegra. O artigo segue em itálico e a nossa refutação em formato normal.

Artigo do CACP

Novamente o padre pop star Marcelo Rossi, está de volta às telinhas. Desta vez não como cantor, mas como ator. Ele faz parte do elenco do filme ‘Maria, Mãe do Filho de Deus’ que estreou nacionalmente nos cinemas em 10/10/03.
Apesar do título deste filme ser um tanto amenizador, não deixa de trazer à baile uma antiga polêmica entre católicos e protestantes, qual seja: Maria é a mãe de Deus ou apenas mãe de Jesus homem?

De um lado a teologia católica argumenta em prol de sua tese o seguinte pressuposto:

Se Jesus é Deus e Maria gerou Jesus, logo Maria é mãe de Deus.
Jesus não é metade Deus e metade homem, ele é 100% Deus e 100% homem, logo Maria é mãe de Deus.

Agarra-se ainda na tradição da igreja e na devoção popular.

Nossa Resposta

Neste último parágrafo há algo muito importante. Veja que o próprio CACP reconhece que a Igreja Católica tem fé na Maternidade Divina de Santa Maria exatamente por causa da tradição. Tradição que deveria ter sido escrita com “T” maiúsculo, pois não veio dos simples homens, mas dos Apóstolos que a receberam de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não é o protestantismo que não diz ser o retorno às origens da fé Cristã? Então por que combate a fé na Maternidade Divina de Santa Maria professada pelo Cristianismo primitivo?

É prestando atenção em detalhes tão sutis que vamos percebendo como o protestantismo se denuncia.

A negação da Divindade Materna de Nossa Senhora é, na verdade, uma questão cristológica e não mariológica.

A fé na Maternidade Divina de Nossa Senhora, esqueceu de dizer o “presbítero”, não é uma antiga polêmica só entre católicos e protestantes, mas também uma polêmica entre os próprios protestantes. O protestantismo histórico por exemplo (Luteranos, Presbiterianos e Anglicanos) reconhecem este artigo de fé. No protestantismo pentecostal, como é regra, não há consenso quanto ao tema.

Desta forma não podemos afirmar que a negação da Maternidade Divina de Nossa Senhor seja uma negação do Protestantismo, mas sim de alguns grupos. E como foi demonstrado no artigo veiculado, o CACP é um destes grupos.

O último parágrafo que citamos ainda diz que a fé da Igreja Católica baseia-se na devoção popular. Está havendo aqui uma inversão de ordem. A devoção popular baseia-se na Tradição dos Apóstolos e no Ensino Oficial da Igreja. Não é o povo que diz à Igreja o que ela deve crer – como acontece no protestantismo (vemos igreja protestantes aceitando o aborto, o divórcio e o homossexualismo, isto só para citar alguns exemplos) – mas é a Igreja que ensina o que deve ser crido. Como dizia Santo Agostinho: “Creio na Bíblia porque a Igreja me manda crer”. É claro que há fatos em que a devoção popular extrapola o que ensina a Igreja, mas este exagero não é acatado pela Igreja como fé legitima.

Artigo do CACP

Silogismos e Erros de Raciocínio

Como bem sabe qualquer estudante de teologia, este é um silogismo válido no campo da lógica. Todavia, é bom saber que existem vários tipos de silogismos.
Existem silogismos cujas premissas são verdadeiras e as conclusões também. Eis um deles:

Deus não pode errar.

A Bíblia é a Palavra de Deus.

Portanto, a Bíblia está isenta de erros.

Se as premissas são verdadeiras as conclusões também o serão.

Por outro lado, existem também, silogismos cujas premissas são verdadeiras, mas as conclusões falsas. Eis um exemplo:

Jesus era um ser humano.

Os seres humanos pecam.

Logo, Jesus pecou.

Todo estudante de lógica saberia que esta premissa apesar de ser válida não é verdadeira. A Pessoa erra raciocinando mal com dados corretos.

Quando o silogismo leva a pessoa ao erro dizemos que tal processo se transformou em um sofisma.

O sofisma tem como objetivo induzir a audiência ao engano, o raciocínio falacioso decorre de uma falha de quem argumenta.

O erro pode, portanto, resultar de um vício de forma – raciocinar mal com dados corretos – ou de matéria – raciocinar bem com dados falsos.
Para sabermos se as conclusões de uma premissa teológica são verdadeiras ou não, devemos analisar todo o seu silogismo através da Bíblia Sagrada. Ela irá mostrar onde a lógica se perde ou se confirma.

Nossa Resposta

Os protestantes do CAPC cometem deslizes bastante contundentes. Em primeiro lugar (e sem se darem conta desse fato) eles afirmaram que a conclusão católica acerca da maternidade divina de Maria é sustentada pela mais pura lógica. Afinal, eles mesmos afirmaram que o silogismo mariano é “válido no campo da lógica”. Mais abaixo, contudo, eles falam que a crença católica acerca deste ponto carece de lógica.

Esta artigo, portanto, é que carece de um mínimo de coerência!

O segundo deslize foi afirmar que existem silogismos que, partindo de premissas verdadeiras, chegam a conclusões falsas. Chamam a estes silogismos de “sofismas”. Nada mais enganoso. Um verdadeiro silogismo jamais nos leva a uma conclusão falsa. Um sofisma é um não-silogismo, um silogismo de polichinelo.

Fiquemos com o exemplo que eles nos deram, e pelo qual eles chegariam à conclusão de que Jesus pecou. A premissa maior deste silogismo afirma que todos “os seres humanos pecam”. Aqui já começa o deslize. Esta premissa maior, simplesmente, é falsa, daí o fato da conclusão ser errônea. Nem todos os seres humanos pecam, pois Jesus (um ser humano) não pecou (Maria,
igualmente, não pecou). Portanto, neste sofisma, a conclusão é errada pelo fato de ser equivocada a premissa maior.

Contudo, se a premissa maior e a menor forem verdadeiras e adequadas, a conclusão a conclusão sempre é inexorável. O silogismo é isento de erros. Vejamos então, o silogismo mariano:

Premissa Maior: Jesus é Deus.

Premissa Menor: Maria é mãe de Jesus.

Conclusão: Maria é mãe de Deus.

Pergunto: há alguém no CAPC que duvida da premissa maior? Há alguém que duvida da menor? Se não houver, então, logicamente, a conclusão é imperativa, sendo impossível negá-la sem incorrer em ilogismos.
O artigo do CACP que vem negar que Nossa Senhora é Mãe de Deus, em vez de defender a ortodoxia – como sugere o autor do artigo -, na verdade ressuscita uma das grandes heresias condenadas pela Igreja Primitiva: a heresia Nestoriana. Falaremos agora sobre esta grande heresia e como ela se identifica com os argumentos do CACP que serão apresentados mais adiante neste nosso artigo.

O Concílio Ecumênico de Constantinopla (381) havia definido que Cristo era verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem, isto é, que Cristo era uma única pessoa (divina) porém com duas naturezas distintas (a humana e a divina).
Após a definição Conciliar, os teólogos puderem estudar melhor a natureza humana de Cristo e como esta se relacionava com a natureza Divina. Isto foi possível porque, a partir daquele momento, a fé na existência de duas naturezas em Cristo era um artigo obrigatório de fé (veja aí o testemunho da História que mostra que o Magistério da Igreja também é Palavra de Deus).

Bem, então os teólogos tentavam entender como as duas naturezas se relacionavam na pessoa [divina] de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A primeira proposta para este tema foi a do Bispo Nestório de Constantinopla (428). Segundo ele o Lógos (ou o Verbo) habitava na humanidade de Jesus como um homem se acha num templo ou numa veste; haveria duas pessoas, em Jesus “uma divina e outra humana ” unidas entre si por um vínculo afetivo ou moral. Por conseguinte, Maria não seria a Mãe de Deus (Theotókos), como diziam os antigos, mas apenas Mãe de Cristo (Christokós); ela teria gerado o homem Jesus, ao qual se uniu a segunda pessoa da SS. Trindade com a sua Divindade.

As idéias de Nestório provocaram grande tumulto na Igreja. Em 431, o Imperador Teodósio II, instado por Nestório, convocou para Éfeso o terceiro Concílio Ecumênico a fim de solucionar a questão discutida. Em 431 a Igreja Primitiva então definiu que Maria é Mãe de Deus porque é Mãe da Pessoa de Cristo, que é Deus; e Nestório, acusado de heresia, foi deposto do Episcopado de Constantinopla.

Artigo do CACP

Raciocinando com as Escrituras

Será que o silogismo católico quanto a Maria ser a Mãe de Deus procede?

Maria é mãe de Jesus

Jesus é Deus

Logo, Maria é mãe de Deus

Terá ele apoio bíblico como confirmação? Observe logo abaixo porque esta resposta tem de ser respondida na negativa.

Primeiro, falta prova escriturística. A Bíblia nunca menciona Maria como a Mãe de Deus, mas sempre como ?Mãe de Jesus? meter ton Iesous. Se tal doutrina fosse algo desembaraçado e fácil de constatar como alegam os católicos é claro que nenhum dos evangelistas e apóstolos deixariam de mencionar este pormenor nas escrituras. Eles deixariam explícito que Maria é Mãe de Deus. Mas não foi este o caso. Maria deve ser corretamente chamada, assim como mostra a Bíblia, de ?Mãe de Jesus? João 2.1-3 – 19.25; Atos 1.14. Esse título Mãe de Deus nasceu numa confusão teológica no ano 431 ou seja, no 4º século, ou 3 séculos após a morte do último apóstolo como veremos mais adiante. Demais disso, Jesus é o nome humano da 2ª pessoa da Trindade, aliás, este nome, tudo indica, será mudado conforme Ap. 3.12.

Nossa Resposta

Veja também  A perene virgindade de Maria

Não falta prova escriturística nenhuma, vejam: “Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?” (Lc 1,43). Aqui quem é “Senhor”? O homem ou o Deus? Santa Izabel chama Nossa Senhora de “Mãe de meu Senhor”, isto é, “Mãe do meu Deus”.

O CACP professa a heresia ariana ao diferenciar “Mãe de Deus” de “Mãe de Jesus”. Qual a diferença entre Deus e Jesus?

Alguém é mãe de uma pessoa ou mãe de uma natureza? Minha mãe é minha mãe, mesmo que não tenha me dado a alma humana, mas somente ter gerado o meu corpo humano. Ela continua sendo minha mãe porque é mãe da minha pessoa e não da minha natureza.

Nossa Senhora é Mãe de Deus, porque é mãe da Pessoa de Cristo. Nossa Senhora não é mãe da Divindade de Cristo, pois esta divindade já existia mesmo antes de Santa Maria existir. Mas a partir do momento em que o Verbo se encarnou no seio de Santa Maria, isto é, a partir do momento em que ela dá a Nosso Senhor a sua natureza humana (como fazem todas as mães), ela passa a ser Mãe da Pessoa de Cristo que é homem e Deus.

A “confusão teológica no ano  431” que afirma o CACP, foi um legítimo Concílio Ecumênico (aceito inclusive pelos protestantes históricos) que reuniu os bispos de toda a Igreja para discernir sobre o que deveria ser professado por todos os Cristãos. Durante o Concílio foi apresentado por São Cirilo textos dos Santos Padres que eram mais próximos ao tempo dos apóstolos. E isto foi definitivo para que a Igreja Primitiva decidisse que a fé antes professada sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora não era errada mas sim a legítima fé oriunda da Ortodoxia dos Apóstolos. O erro professado pelo CACP é que tem origem no erro, condenado pela Igreja Primitiva como Heresia Nestoriana.

A verdadeira “confusão teológica” está na negação de que Maria é Mãe de Deus, já que ela é mãe de uma Pessoa que é o Cristo. Pessoa esta que é Deus.

O arianismo do CACP é ainda mais flagrante no trecho abaixo:

“Demais disso, Jesus é o nome humano da 2ª pessoa da Trindade, aliás, este nome, tudo indica, será mudado conforme Ap. 3.12”

Isto é professar que o Jesus que apareceu aos homens é um homem e não o Deus. Que o Jesus que conhecemos nada mais é do que a “roupa” que o Lógos usou para se manifestar, exatamente como professa a heresia Ariana. Interessante notar que no próprio site do CACP o arianismo é listado como heresia antiga.

Artigo do CACP

Segundo, Falta unânime prova histórica nos escritos primitivos: Nenhum pai da igreja anterior ao século II jamais se referiu a Maria com essa conotação distintivamente católica. Há aqueles que defendiam a perpétua virgindade de Maria, por influencias extrabíblicas, mas não todos…

Nossa Resposta

O CACP mais uma vez quer enganar as almas de boa fé. Testemunhos primitivos sobre a maternidade Divina de Nossa Senhora há aos montes. Por que será que o CACP limitou os escritos primitivos somente aos que foram escritos antes do século II, isto é escritos no século I? Os escritos do séculos II, III, IV, V ou VI não são igualmente primitivos?

Acontece, caro leitor, que estes lobos com pele de ovelha, sabem muito bem que o período logo após a era dos apóstolos se inicia no século II e que é riquíssimo de testemunhos sobre a fé na Maternidade Divina de Nossa Senhora. Grandes homens da Igreja como São Clemente, Santo Ireneu, São Justino, Santo Atanásio, Santo Inácio de Antioquia, São Policarpo – todos anteriores ao Concílio de Éfeso, de 431 – escreveram muito sobre a fé que a Igreja primitiva tinha de que Santa Maria é Mãe de Deus.

Cabe lembrar aqui também que os próprios pais da Reforma tinham fé nisto.
A própria liturgia que São Marcos Evangelista (Bispo e fundador da Igreja em Alexandria (Egito), também discípulo de São Pedro e São Paulo) deixou à Igreja no Egito (hoje, a Igreja Copta Ortodoxa) é riquíssima na fé de que Santa Maria é Mãe de Deus.

O mesmo acontece com a liturgia deixada por São Mateus na Etiópia e a que São Tomé deixou à Igreja na Índia (hoje, Igreja Nestoriana).

Basta buscar as origens da nossa fé, e veremos que a fé que a Igreja Católica ensina sobre a Maternidade Divina de Santa Maria foi deixada e ensinada pelos Santos Apóstolos e seus Sucessores. Grupos protestantes como o CACP são piores que os cegos que querem arrastar outros para a sua cegueira; são, na verdade, como os Fariseus que não aceitavam a Verdade e impediam que esta chegassem aos outros.

Artigo do CACP

Terceiro, falta prova lógica. Maria apenas foi um receptáculo para o corpo humano de Jesus. Não se pode provar que a semente vinda de Deus fecundou o óvulo de Maria. Isso são apenas conjecturas sem provas. Assim como tudo foi um milagre em sua concepção, Jesus também poderia ter sido preservado sem ter que se alimentar durante a vida uterina.

Nossa Resposta

Vejam agora como um abusurdo sempre precisa de outro para que se “sustente”. Ao afirmar que Maria apenas recebeu o corpo humano de Jesus, o CACP declara claramente que o Verbo não se encarnou no seio de Maria, como ensina o próprio Evangelho! Isso é um verdadeiro absurdo! O Evangelho é claro ao afirmar que “O Verbo se fez carne“. Santa Maria não recebeu o corpo humano de Nosso Senhor, porque este corpo humano não existia na Divindade de Cristo! O corpo humano de Nosso Senhor foi dado por ela, como toda mãe faz.
Tenha-se, ainda, que os textos mais antigos de Mt 1, 16 afirmam que “Jacó gerou José, com o qual se desposou a Virgem Maria, que gerou Jesus.” Negar a participação de Maria na geração de Jesus é atentar, violentamente, contra a Bíblia. Afinal, a Bíblia afirma que Maria é a mãe de Jesus. Quero ver os protestantes do CAPC indicarem um único versículo bíblico que afirme ter sido Maria mero receptáculo de Jesus.

Afinal de contas, basear sua argumentação em versículos bíblicos é um dever de todos os que repetem sola scriptura, sola scriptura, sola scriptura… Portanto, indiquem-nos um único versículo que sustente essa barbaridade.
Mais absurda ainda é a afirmação “Não se pode provar que a semente vinda de Deus fecundou o óvulo de Maria.”. Prezado leitor, a fé de que Deus fecundou Maria, é artigo de fé, é um dos pilares da fé Cristã, que o CACP ao negar ou ao colocar em dúvida, cai em profunda heresia!!! Nem os Testemunhas de Jeová se atreveram a professsar tamanho absurdo!
Assim, segundo o CACP, Santa Maria não é mãe de Deus porque Jesus foi do céu com um corpo que ficou no seio de Maria. Quanto absurdo! Superaram até o próprio Nestório!

Artigo do CACP

Outra: Deus não tem mãe, apenas Pai. O credo Atanasiano diz que o Filho procede do Pai, ?Deus de Deus?, em nem um momento menciona Maria. Apesar de Jesus ser único em sua natureza, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, o caso é que a Bíblia nunca chama Maria de Mãe de Deus e isto é prova definitiva contra este termo mal cunhado pela Igreja Católica.

Nossa Resposta

O credo Atanasiano não se refere à Mãe de Deus, porque ele se refere somente à Santíssima Trindade. Então é de se esperar que ele não trate da Mãe de Deus, pois ela não é “uma quarta pessoa da Trindade”.
O Evangelho também não diz que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são a Santíssima Trindade, no entanto, cremos nisto porque é isso que o Evangelho ensinam.

Da mema forma o Evangelho não não precisa chamar Maria de Mãe de Deus para que a Maternidade Divina de Santa Maria seja legítima, visto que o Evangelho sempre ensina que ela é Mãe de Cristo, e que Cristo é Deus.
O CACP sempre entra em contradição e heresia ao tentar sustentar que Santa Maria não é Mãe de Deus. Se Jesus é uma única pessoa (Humana e Divina), como eles mesmo já reconhecem, como podem dizer que Maria é só mãe de Jesus homem, alegando que no Evangelho não está escrito “Mãe de Deus”, se em Jesus não há separação entre o homem e o Deus?

Se confessamos que Jesus é uma única pessoa, necessariamente temos que confessar que Maria é Mãe de Deus. Pois ela é mãe da Pessoa Jesus (que é homem e Deus). Se negarmos que Maria é Mãe de Deus, e dissermos que ela é Mãe só do homem Jesus, estamos dizendo que Jesus não é uma única pessoa, mas Duas.

Se aceitamos a definição do Concílio de Constantinopla, de que Jesus é uma única pessoa mas com duas naturezas, não podemos negar a Maternidade Divina de Santa Maria. Negar a Maternidade Divina de Santa Maria, é negar a fé da Igreja, é professar disfarçadamente a heresia Nestoriana.

Artigo do CACP

O Concílio de Éfeso

Um dos motivos desse entendimento católico se dá devido à interpretação incorreta do título Theotókos (mãe de Deus) dado a Maria. No Evangelho de João 2.1-2, diz: mãe de Jesus, que na língua grega como já vimos é meter ton Iesous. O título Mãe de Deus do grego Theotókos, foi dado a Maria no Concílio de Éfeso, em 431 a.C.

Nossa Resposta

Novamente dizemos, a aburda desculpa de negar que Maria é Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus, é o mesmo que negar que Jesus não é Deus. Ninguém é mãe de uma natureza, mas sim de uma pessoa. Alguém já ouviu falar que fulana é mãe só do corpo de Ciclana? Por acaso não dizemos que é mãe da pessoa de Ciclana?

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Não há como negar a Maternidade Divina de Santa Maria sem negar a Divindade de Cristo. Uma coisa depende da outra.
O Concílio de Éfeso definiu que Nossa Senhora é Mãe de Deus, exatamente porque o Concílio anterior (de Constantinopla, 381) definiu que Cristo é uma única pessoa (ao mesmo tempo humana e divina). Nestório negava a Maternidade de Santa Maria exatamente porque negava que em Cristo só existisse uma única pessoa. Vemos que o herege Nestório é bem mais coerente que o CACP.

Artigo do CACP

O concílio foi aberto irregularmente por Cirilo e Menom de Éfeso, sob os protestos de Nestório.

Nossa Resposta

Para afirmar que São Cirilo de Alexandria abriu irregularmente o Concílio de Éfeso é razoavel dizer que então o CACP saiba como se abre regularmente um Concílio, estou certo?

Me digam agora por que afirmam que o Concílio foi aberto irregularmente?
Fazem acusações gratuitas apenas para impedir que as pessoas de boa fé conheçam a Verdade.

O Concílio de Éfeso foi convocado pelo Imperador Teodósio II, a pedido do próprio Nestório. Só que desde os primórdios do Cristianismo, um Concílio só pode ser realizado se é autorizado pelo Bispo de Roma, isto é, pelo Papa. O Papa Celestino I, autorizou a realização do Concílio e nomeou São Cirilo como seu representante. Desta forma o Concílio de Éfeso foi instaurado de forma legítima!

Artigo do CACP

A finalidade de Cirilo era combater as concepções nestorianas sobre a Pessoa de Cristo. concepções que salientavam duas hipóstases na Pessoa de Cristo. praticamente levando à idéia de duas pessoas em Cristo. Por isso, querendo salientar a unidade divina/humana da Pessoa de Cristo. Cirilo falou em Theotókos, palavra impropriamente traduzida por Mãe de Deus?. Como lembra I-Ienrv Bettenson, Theotókos quer dizer Deípara. ?termo menos assustador do que o português mãe de Deus?: realçava mais a deidade do Filho do que o privilégio da mãe? (Documnenios dci Igreja Cristã. ASTE, S. Paulo. 1967, p. 80). Exaltava a pessoa de Jesus, reafirmando sua divindade (basta verificar nos documentos da Igreja Os Anátemas de Cirilo de Alexandria, que toda ênfase é dada à pessoa de Jesus).

Nossa Resposta

Vimos mais uma vez que o heresiarca Nestório é muito mais coerente que o CACP.

O trecho acima do artigo do CACP, mostra exatamente o que ensina a Igreja Católica. A Maternindade Divina de Nossa Senhora é uma consequência da definição de que em Cristo há duas naturezas em uma única pessoa. E isso já dissemos antes…

O problema é que a Maternidade Divina de Nossa Senhora incomoda muito seus inimigos. Como podem dizer que honram o Filho se querem pisotear a Sua Mãe?
A Posição da Igreja Católica é coerente, como foi a do Concílio. Nestório, embora tenha caído em heresia, foi coerente consigo mesmo. E coerência é o que não há nos argumentos do CACP. Querem confessar que Cristo é uma pessoa com duas naturezas, mas querem negar que Maria é Mãe de Deus e isto é incompatível. Querem fazer uma mistura entre a definição do Concílio de Éfeso com a heresia de Nestório. Que acordo pode haver entre a Verdade e a mentira?

Por fim, não podemos deixar de comentar a afirmação de que o Concílio de Éfeso não visava exaltar Maria, mas, simplesmente afirmar a divindade de Jesus. Veja-se o texto abaixo. Trata-se do discurso de encerramento do Concílio de Éfeso, feito por São Cirilo:

  • “Salve, ó Maria, Mãe de Deus, virgem e mãe, estrela e vaso de eleição! Salve, Maria, virgem, mãe e serva: virgem, na verdade, por virtude d’Aquele que nasceu de ti; mãe, por virtude que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva, pois Aquele tomou de servo a forma! Como Rei, quis entrar em tua cidade, em teu seio, e saiu quando lhe aprouve, cerrando para sempre sua porta, porque concebeste sem concurso de varão, e foi divino teu parto.”

  • “Salve Maria, templo santo, como o chama o profeta Daví, quando diz: ‘O teu templo é santo e admirável em sua justiça'”

  • “Salve Maria, criatura mais preciosa da criação; salve, Maria, puríssima pomba; salve, Maria, lâmpada inextinguível; salve, porque de ti nasceu o Sol da justiça”.

  • “Salve Maria, morada da infinitude, que encerraste em teu seio o Deus infinito, o Verbo unigênito, produzindo sem arado e sem semente a espiga incorruptível!”

  • “Salve Maria, mãe de Deus, aclamada pelos profetas, bendita pelos pastores, quando, com os anjos, cantaram o sublime hino de Belém: ‘Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade'”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, alegria dos anjos, júbilo dos arcanjos que te glorificam no céu!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus: por ti adoraram a Cristo os Magos guiados pela estrela do Oriente; salve Maria, Mãe de Deus, honra dos apóstolos!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem João Batista, ainda que no seio de sua mãe, exultou de alegria, adorando como luzeiro a perene luz!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, que trouxeste ao mundo graça inefável, da qual diz São Paulo: ‘apareceu a todos os homens a graça de Deus salvador'”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, que fizeste brilhar no mundo Aquele que é luz verdadeira, a nosso Senhor Jesus Cristo, que diz em seu Evangelho: ‘Eu sou a luz do mundo'”

  • “Deus te salve, Mãe de Deus, que alumiaste aos que estavam nas trevas e sombras da morte; porque o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz, uma luz não outra senão Jesus Cristo, nosso Senhor, luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo (Jo. I, 9).”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem se apregoa no evangelho: ‘bendito que vem em nome do Senhor’ (Mt. XXI, 9), por quem se encheram de igrejas nossas cidades, campos e vilas ortodoxas!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o vencedor da morte e o destruidor do inferno!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o autor da criação e o restaurador das criaturas, o Rei dos Céus!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem floresceu e refulgiu o brilho da ressurreição!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem luziu o sublime batismo da santidade no Jordão!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem o Jordão e o Batista foram santificados e o demônio foi destronado!”

  • “Salve Maria, Mãe de Deus, por quem é salvo todo espírito fiel!”

(São Cirilo de Alexandria, PG. LXXVII, 1029 -1040, apud C. Folch Gomes, Antologia dos Santos Padres, ed. Paulinas, São Paulo, 1973, pp.389-390).

Bom, se isto não é exaltar Maria, então eu não sei o que o seja. Como é comum entre certa categoria de “apologetas” protestantes, eles adoram falar e escrever do que desconhecem…

Artigo do CACP

O importante documento intitulado Tomo de Leão declara: “o Senhor tomou da mãe a natureza, não a culpa”. Leão, bispo de Roma (440-461), acreditava que Maria deu a Jesus a natureza humana e não cria na Imaculada Concepção de Maria, já que ele acertadamente diz que o Filho não herdou a culpa da mãe. Finalmente, temos de considerar ainda que o título Theotókos foi aplicado como: mãe de Deus, segundo a humanidade.

Nossa Resposta

A Declaração do Papa Leão (se é que é Verdadeira, já que a afirmação é destituída de valor científico visto não ter sido citada a fonte) não nega a Maternidade Divina de Nossa Senhora, apenas diz que Jesus tomou dela a sua natureza humana, que é exatamente o que sempre ensinou a Igreja Católica. Toda mãe dá a seu filho a sua natureza e não é por isso que toda mãe deixe de ser mãe da pessoa do seu filho.
O CACP quer usar a suposta falta de fé do Papa Leão na Imaculada Conceição de Santa Maria, para afirmar que também não cria na Maternidade Divina de Santa Maria, o que não tem nada a ver. A Maternidade Divina de Santa Maria não depende da sua Imaculada Conceição, depende apenas da definição de que Cristo é uma única pessoa com duas naturezas, como ensinaram os Concílios de Constantinopla e Éfeso.

Artigo do CACP

Assim disse o Concílio de Calcedônia: em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado, gerado, segundo a divindade, antes dos séculos pela Paz, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da virgem Maria, mãe de Deus [Theotókos]. Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis (?Definição de Calcedônia?- 451).
Portanto, o título dado a Maria não tencionava ensinar que, de alguma maneira misteriosa, Maria dera à luz a Deus; o termo fazia parte de um argumento contra a cristologia duvidosa dos nestorianos. A intenção da mensagem era: Maria não deu à luz a um mero homem. Mas não havia qualquer intenção de ensinar que Maria era a origem da natureza divina de Cristo. Assim sendo, Maria não possui atributos divinos. Os títulos Redentor; Advogado; Refúgio dos Pecadores; Salvador; Mediador etc.são exclusivos do Senhor Jesus (Mt 1.21; 1 Jo 2.1; Mt 11.28-30; Jo 14.6; 1 Co 3.11; 1 Tm 2.5), nunca deve ser aplicado à sua mãe.

Nossa Resposta

Vejam que a própria definição do Concílio da Calcedônica aceita pelo CACP, (que repete a fé do Concílio de Éfeso) mostra que Santa Maria é Mãe de Deus porque é Mãe de Cristo, que é uma pessoa Divina. Mas querem combater a Verdade desta definição porque ela acaba se referindo à Santa Maria, e pelo que estou vendo, Santa Maria para o CACP tem que ser ignorada, tem que ficar escondida!

Infelizmente, turminha do CACP, não há como ignorar Santa Maria, sem ignorar a Ortodoxia! Não há como ignorar Santa Maria, sem entrar em sucessivas contradições, como mostra o artigo de vocês. Olhem mais este exemplo de contradição:

1 – “Portanto, o título dado a Maria não tencionava ensinar que, de alguma maneira misteriosa, Maria dera à luz a Deus”

2 – “A intenção da mensagem era: Maria não deu à luz a um mero homem.”

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Prezado leitor, você percebeu?

Dizem que a intenção do Concílio não era afirmar que Santa Maria deu à luz a Deus, mas sim não a um mero homem. Se isto não é uma contradição, é uma clara negação de que Jesus não é Deus, mas um “homem especial” (heresia do adocionismo?). Podem ver como isto é um absurdo, além de ser uma grande afronta a Nosso Senhor?

Artigo do CACP

Nos Bastidores do Concílio

Depois de muita confusão, João de Damasco chegou, fez a abertura oficial do concílio e depôs e excomungou Menom e Cirilo.

Tão confuso e tão marcado por partidarismo de grupos foi o tal Concílio de Éfeso? que um dos seus participantes, ?Feodoreto (opp. iv: 1335. apud História de las Doctrinas, de Reinhold Seebers, tradução de José Miguez Bonino, Casa Bautista de Publicaciones, Tomo 1. p. 265), descrevendo aquele concílio, afirmou: Nenhum comediógrafo jamais compôs uma farsa tão ridícula;nenhum dramaturgo trágico uma tragédia tão lúgubre”.

Nossa Resposta

Vamos partir do pressuposto de que a afirmação acima é verdadeira, e entendamos que este Feodoreto realmente acusou o Concílio de Éfeso. O que isto prova? Rigorosamente coisa alguma! Contra a opinião de um Feodoreto, pesam dezesseis séculos de maciça aceitação pela Igreja do Concílio de Éfeso. A opinião de um desconhecido Feodoreto não tem peso algum perante a opinião de todos os santos e de todos os doutores que haviam vivido antes dele, e de todos os que se lhe seguiram.

Aliás, nada mais comum do que detratores de Concílios. Num Concílio, sempre há, no mínimo, dois lados em disputa, e, inevitavelmente, haverá perdedores.

No Concílio de Jerusalém, por exemplo, houve brigas e disputas ferozes. Em At 15, 7, num evidente eufemismo, afirma-se que as “discussões tornaram-se acesas”. As decisões tomadas desagradaram tanto o lado paulino (dadas as normas de cunho nitidamente pastorais impostas por São Tiago) quanto o lado dos judaizantes (que viram sua teologia naufragar com a definição solene de São Pedro). Os judaizantes, aliás, ensaiaram uma desobediência ao Concílio, narrada em Gálatas 2.

Portanto, detratores e descontentes sempre teremos, o que não muda o fato de que as decisões conciliares sempre, e em todo o lugar, obrigam todos os cristãos. Se o nosso “querido” Feodoreto realmente afirmou o que acima se disse, lamento por ele e sua alma… O Concílio, no entanto, segue válido para todos os tempos.

Artigo do CACP

Os pontos cristológicos fundamentais (sobre a Pessoa de Cristo) foram extraordinariamente definidos pelo Concílio de Calcedônia, em 451, quando foram rejeitados os exageros de Cirilo, que constam em seus ?anátemas? a Nestório, e foram rejeitados os conceitos nestorianos (exagerada separação das duas naturezas em Cristo) e eutiquianos (exagerada união – praticamente fusão das duas naturezas em Cristo). A palavra Theotókos referente à Maria é colocada em termos mais apropriados. Houve conflitos posteriores, que mostram que os ?pais da Igreja? e os concílios erraram e se contradisseram não poucas vezes, e a própria definição de Calcedônia sofreu reveses, apesar de seus méritos indiscutíveis (ver Creeds qf íhe Churches. edit. por John LI. Leith, Nova York, Doub]eday & Company, mc., 1963, p. 34-35). Esses conflitos, erros e contradições confirmam a tese de Cristo de que infalível é a Palavra de Deus (João 10:35) e que as Escrituras Sagradas devem ser a pedra de toque para distinguir entre a verdade e o erro.

Demais disso, devemos levar em consideração o fato de que há 3 séculos atrás o apóstolo Paulo havia duelado com os seguidores de um outro ícone feminino – Diana dos Efésios, Atos 19. Maria tomou lugar de Diana na devoção popular, principalmente na ala feminina.

Nossa Resposta

O Concílio de Calcedônia não rejeitou os “exageros” de São Cirilo. Ocorre que, após o Concílio de Éfeso, e distorcendo aquilo que nele fora decidido, ganhou força uma heresia oposta à dos nestorianos: o monofisismo, que afirmava que a natureza humana de Cristo havia cessado de existir. Assim, a Igreja se viu na contingência de combater, agora, esta nova heresia, e, para tal, teve que reafirmar a natureza humana de Jesus. Veja-se o que afirmou o Concílio da Calcedônia:

“Na linha dos santos padres, afirmamos e confessamos um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiro Deus e verdadeiro homem (…), cosubstancial ao Pai segundo a Sua divindade, consubstancial a nós segundo a Sua humanidade (…), gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a Sua divindade, e nestes últimos dias, e para a nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade.

Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único, que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão e nem separação.

Os protestantes do CAPC podem me dizer em que esta definição representou “rejeição aos exageros de São Cirilo”? Aliás, o Concílio reafirmou a maternidade divina de Maria, ao contrário do que eles sugeriram ao afirmar que se colocou o theotokos em “termos mais apropriados”.

Só por aí, podemos imagianar o quão errônea é a afirmação de que os Concílios se contradisseram. Nunca houve, nestes dois mil anos, contradição no Magistério Extraordinário da Igreja. Aliás, se me permitem os protestantes, contradições podemos achar (e aos montes) no texto Bíblico (prova isso o fato de existirem mais de 30 mil denominações protestantes, cada qual com uma “Verdade evangélica” diferente das demais), o que demonstra a preemente necessidade de um magistério infalível que as desfaça e que elucide o que, afinal, a revelação bíblica ensina.

Artigo do CACP

Os Paradoxos Cristológicos

A questão em lide é apenas uma dos muitos paradoxos teológicos que envolvem a pessoa de Jesus Cristo: Cristo é Deus e homem ao mesmo tempo. Todavia, existem coisas que ele fez não como Deus, mas como homem apenas, por outro lado existem coisas que ele fez não como homem, mas como Deus, à guisa de conhecimento – perdoar pecados.

Isaías diz que um menino frágil nasceria de uma virgem, mas este menino frágil também é o Deus Poderoso. Deus é Um, mas Jesus é a terceira pessoa da Trindade e assim por diante.

Nossa Resposta

Neste ponto, o CAPC encampa, de uma só vez, todas as heresias cristológicas acima mencionadas. Não há muito mais o que se falar sobre este assunto…

Artigo do CACP

Jesus como Deus não morreu, mas Jesus como homem morreu. Jesus como Deus não se cansa, mas Jesus como homem se cansava; Jesus como Deus sabe todas as coisas, mas Jesus como homem não sabia o dia de sua volta. Assim também Jesus é Deus, mas Maria é apenas mãe de Jesus Cristo – homem. Caso contrário, poderíamos com muita justiça também chamar seu pai José, de pai ou padrasto de Deus, e seus irmãos e irmãs, de irmãos de Deus o que seria um absurdo!

Nossa Resposta

Novo retorno às heresias. Algumas atitudes de Jesus devem ser atribuídas ao Deus-Filho, outras, ao homem. O Homem é que morreu por nós (e, então, resta o dilema insuperável: se foi o homem que morreu, como é que quem nos redimiu foi Deus?), o homem é quem se cansou, etc.. Assim, como saber, em Mt 28, 17, se os apóstolos adoravam apenas ao homem? Como saber se os ensinamentos de Jesus foram divinos ou meramente humanos? Quando Jesus afirma que Ele e o Pai eram um, tal afirmação vem do homem ou do Deus? Como fica a afirmação de São Paulo de que Ele é a “imagem visível do Deus invisível”?

Não adotaremos tal tese, por ser insustentável (seja na Bíblia, seja na Tradição), por criar paradoxos insuperáveis e, finalmente, por representar um dos mais notáveis retrocessos em termos de cristologia de que se tem notícia. Preferimos ficar, novamente, com o Magistério da Igreja: “Na humanidade de Cristo, tudo deve ser atribuído à sua pessoa divina como ao
seu sujeito próprio; não somente os milagres, mas também os sofrimentos, e até a morte: ‘Aquele que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiramente Deus, Senhor da Glória e Um da Santíssima Trindade’.”
(CIC, §468)

Artigo do CACP

Conclusão

Reflita um pouco: não é por que o cavalo tem quatro patas que todos os animais de quatro patas tem de forçosamente serem todos cavalos. Jesus como Deus nunca foi tentado mas como homem sim, foi tentando em tudo. Assim também Jesus é Deus e homem em uma só pessoa, mas Maria é apenas mãe do homem Jesus. Pode parecer contraditório, mas este faz parte dos muitos mistérios que envolvem a pessoa do Filho de Deus!

Nossa Conclusão

No final, em sua conclusão, o CAPC reconhece que a tese adotada “parece contraditória”. É certo que recorreram a um eufemismo bastante forte. A tese não só “parece contraditória”, como também é absurda. Para negar algo óbvio (que Maria é Mãe de Deus), os protestantes negam a lógica, mutilam a Bíblia (que o afirma), desprezam a Tradição, subvertem toda a cristologia, põem de lado a opinião dos maiores doutores do cristinismo e validam a opinião de alguns dos mais notáveis hereges de todos os tempos.

O Santo Evangelho ao mostrar que Cristo foi tentado, que chorou, que fez milagres, apenas dá testemunho da existência de duas naturezas distintas na Pessoa de Nosso Senhor. Veja que após a sucessão de absurdos, heresias e contradições o CACP se contradiz mais uma vez no encerramento do seu artigo: “Assim também Jesus é Deus e homem em uma só pessoa, mas Maria é apenas mãe do homem Jesus.”. Se Jesus é Deus e homem em uma só pessoa, e Nossa Senhora é mãe desta pessoa, como ela pode ser mãe somente do homem e não de Deus?

É verdadeira a confissão de fé da Igreja Primitiva e do Santo Evagelho, de que Maria é “Mãe do meu Senhor” (cf. Lc 1,43), logo… Mãe de Deus!

REVISADO POR CARLOS MARTINS NABETO