Você: um ser humano que procura a Deus

Desde a época em que você aprendeu a falar, você faz perguntas que revelam algo absolutamente fundamental a seu respeito: o fato de você possuir um intelecto que indaga.

Por toda a sua vida você sempre quer alguma coisa, e percebe que você está constantemente tomando decisões, dizendo SIM a isto, NÃO aquilo. Essas experiências revelam outra coisa básica a seu respeito: o fato de você possuir uma vontade livre, o poder de querer e de escolher.

Com o passar do tempo, você muda quanto à aparência corporal, e sua maneira de considerar a vida se transforma e se aprofunda. Mas o essencial em você, e “eu” por detrás de seu olhar, permanece a mesma pessoa. No seu íntimo, você está constantemente se esforçando, procurando aquilo para que foi criado. Este anseio, cerne espiritual do seu ser, tem sido chamado com muitos nomes. Os mais comuns são alma ou espírito.

A realidade última que você procura, que está presente em toda coisa que você almeja, também tem sido chamada com muitos nomes. O nome mais comum para esta última “Realidade real” é Deus. Você está tão ligado a Deus, que sem Ele você não viveria, nem se moveria, nem teria seu ser. Você está tão ligado a Deus, que se você não sentisse sua presença de alguma forma, você consideraria a vida como sem sentido e deixaria de procurar.


Deus: O Divino Amigo que o encontrou

Ao mesmo tempo em que você procura Deus, Deus o procura. A Constituição Dei Verbum do Vaticano II sobre a Revelação Divina exprime-o nestes termos: “O Deus invisível, levado por seu grande amor, fala aos homens como amigos, e com eles se entretém para os convidar à comunhão consigo, e nela os receber”(nº 2).

Como católico, você é chamado a procurar Cristo e encontrá-lo. Mas não é você, por sua própria iniciativa, que dá início a esta procura. A iniciativa é toda de Deus. Todos os que seguem a Cristo estavam outrora perdidos, mas foram procurados e encontrados. Primeiro foi Deus quem procurou você e no Batismo o fez visivelmente seu. O que Ele agora quer é que você o procure. Dum modo misterioso, toda a sua vida com Deus é uma contínua procura, em que dois amantes – você e Deus – se buscam mutuamente, embora cada um já possua o outro.

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