(1) “O Senhor Jesus qualificou de hipócritas os religiosos que praticavam todo tipo de obras no templo, mas cujo coração não era regenerado. (2) Ele os chamou de “sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de mortos, e de toda imundícia” (Mateus 23.27b).”

  1. Mais uma vez o autor distorce o verdadeiro sentido bíblico do versículo que será citado ainda neste parágrafo, na parte (2). O que Jesus realmente condena é a falsa aparência, a separação entre a fé e as obras. Os religiosos também seriam hipócritas se somente cressem em Deus e praticassem más obras, pois nenhuma boa árvore pode produzir maus frutos (cf. Mt 7,18).
  2. Na verdade, este versículo concorda com o contexto (Mt 23,27a) e também com a posição de São Paulo (vista no parágrafo anterior), mas é totalmente diferente da explicação dada por Schubert. Jesus condena a falta de coerência: não há sentido em se parecer bondoso sem o ser na realidade, assim como também não existe a menor coerência em se aparentar ter uma relação pessoal com Deus e não dar a mínima para seus irmãos, criados à imagem e semelhança de Deus. João diz em suas cartas: “aquele que diz que ama a Deus mas não ama o seu irmão é um mentiroso” (cf. 1Jo 4,20). E o amor bíblico é o amor da partilha, da caridade, da ajuda sem interesse e até mesmo superior à fé (cf. 1Cor 10,13).

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