“Aquele que confessa os seus pecados e os acusa, já está de acordo com Deus. Deus acusa os teus pecados; se tu também os acusas, juntas-te a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas realidades distintas. Quando ouves falar do homem, foi Deus que o criou: quando ouves falar do pecador, foi o próprio homem quem o fez. Destrói o que fizeste, para que Deus salve o que fez. […] Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque acusas as tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz” (AGOSTINHO, Santo: In Iohannis evangelium tractatus, 12, 13: CCL 36, 128 (PL 35, 1491).).

Se existe algo pelo qual nós, católicos, temos que agradecer profundamente a Deus, é pela chance que nos é dada de nos voltarmos a Ele; e como se não tivesse bastado Deus nos mostrar o caminho de volta, ainda nos foi dada a capacidade maravilhosa de nos santificarmos diante de Sua presença; ainda neste mundo. Ele que com todo amor nos amou, ao enviar Seu Filho para morrer por nós pecadores, mostrou e nos dispôs, através dos Sacramentos contidos em Sua Igreja, sua graça maravilhosa, restituindo o que foi perdido pelo pecado.

“Se dissemos que não temos pecados”… A perda do sentido do pecado é um perigo que espreita o homem de todos os tempos. “Enganados pela perda do sentido do pecado” – recorda o Papa João Paulo II – por vezes tentados por alguma ilusão pouco cristã de impecabilidade, os homens de hoje têm necessidade de voltar a escutar, como dirigida pessoalmente a cada um, a advertência de São João: “Se dissermos que não temos pecados, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós”; mais ainda, “o mundo inteiro jaz em poder do malígno”(1 Jo 5,19). Cada um, portanto, está convidado pela voz da Verdade divina a ler com realismo no interior de sua consciência e a confessar que foi gerado na iniquidade, como dizemos no Salmo Miserere (Biblia de Navarra, I Joh 1,8, p. 708).

Reconhecer sua própria miséria e que para ela existe solução quando se busca com toda clareza e propósito de mudança de vida, Deus que Se revelou no amor e na misericórdia, é o início da vida plena que o Senhor oferece para nós pecadores e que culmina com Sua visão beatífica, caso nos mantenhamos fiéis até o fim. E para que ningúem abuse da misericórdia divina, o seu amor e perdão nos convida ao arrependimento sempre, consciente de nossa fragilidade que nos alicia e corrompe. Regenerar o que foi degenerado pelo pecado foi o objetivo de Deus Pai, quando fez entrar neste mundo Seu Filho unigênito nascido de uma mulher, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, para nos elevar à dignidade de filhos adotivos, pela graça que nos santifica e restaura, fazendo-O morrer na Cruz para efetuar a redenção.

Pela misericórdia de Deus, Pai que reconcilia, o Verbo encarnou no seio puríssimo da Bem-aventurada Virgem Maria, para salvar o povo dos seus pecados (Mt 1,21) e abrir-lhe “o caminho da salvação”. São João Batista confirma esta missão, indicando Jesus como o “Cordeiro de Deus”, “Aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Toda a obra e a pregação do Precursor é uma chamada enérgica e premente à penitência e à conversão, cujo sinal é o Batismo administrado nas águas do Jordão. Também Jesus se submeteu àquele rito penitencial (cf. Mt 3,13-17), não porque tenha pecado, mas porque “se deixa contar entre o número dos pecadores; é já o ‘Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’ (Jo 1,29), e antecipa já o ‘batismo’ da sua morte sangrenta. Assim, a salvação é, antes de mais nada, redenção do pecado, enquanto impedimento da amizade com Deus, e libertação do estado de escravidão, no qual se encontra o homem que cedeu à tentação do Maligno e perdeu a liberdade dos filhos de Deus (cf. Rom 8,21)” (Carta Apostólica de Nosso Papa João Paulo II sob forma de Motu Próprio – Misericórdia Dei).

Por isso, o homem precisa, iluminado pelo Espírito Santo, ao olhar para a Cruz, – consciente de que ali morreu O justo pelos injustos, O Santo pelos pecadores – entender que o amor de Deus é maior que o pecado e que por amor a Ele deve voltar atrás, para poder participar do plano de felicidade que quis Deus para sua alma, e este amor a Deus não é uma questão de sentimentos. O que de verdade prova meu amor a alguém, e sobretudo a Deus, é o que sou capaz de fazer por ela, não o nosso sentimentalismo. Nosso amor a Ele deve ser, portanto, arraigado na verdade, e reconhecer o próprío pecado, ou melhor, — indo mais ao fundo na consideração da própria personalidade — reconhecer-se pecador, capaz de pecar e de ser induzido ao pecado, é o princípio indispensável do retorno a Deus. Conhecer ”que o pecado, por leve que seja é uma ofensa a Deus, uma resistência à Sua vontade, uma ingratidão para com o mais amante e o mais amável dos pais e benfeitores, ingratidão que O fere tanto mais quanto é certo que somos seus amigos privilegiados. E assim se volta Ele para nós e diz: ‘Se for um inimigo quem Me ultraja, suportá-lo-ia..Mas tu..tu eras um outro eu, Meu confidente e Meu amigo, vivíamos juntos numa doce intimidade:’ (Sl 54,13-15)… Saibamos escutar estas censuras tão bem merecidas, banhar-nos na humilhação e confusão – Ouçamos também a voz de Jesus, digamo-nos a nós mesmos que as nossas faltas tornaram mais amargo o cálix que lhe foi apresentado no jardim das Oliveiras, mais intensa a Sua agonia. E então, do fundo da nossa miséria, peçamos humildemente perdão: ‘Miserere mei, Deus, secundum misericordiam tuam…Penitus lava me a culpa mea…’ “(TANQUEREY, Adolph: A Vida Espiritual Explicada e Comentada. Anápolis: Aliança Missionária Eucarística Mariana, 2007. p. 177).

Para tanto, supõe-se uma disposição interior do cristão, que deve se reconhecer pecador com humildade e verdade. “Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa” (1 Jo 1,8-9). A penitência interior é, portanto, o dinamismo do “coração contrito” (Sal 51,19), movido pela graça divina a responder ao amor misericordioso de Deus. Implica a dor e a repulsa pelos pecados cometidos, o propósito firme de não mais pecar e a confiança na ajuda de Deus. Alimenta-se da esperança na misericórdia divina.

Na realidade, reconciliar-se com Deus supõe e inclui o apartar-se com lucidez e determinação do pecado, no qual se caiu. Supõe e inclui, portanto, o fazer penitência no sentido mais pleno do termo: arrepender-se, manifestar o arrependimento, assumir a atitude concreta de arrependido, que é a de quem se coloca no caminho do regresso ao Pai. Quem confessa seus pecados, na realidade, está na verdade que é luz. E esta luz o leva a crescer em santidade, esta que é tarefa para toda a vida. A semente divina da caridade, depositada em nossas almas, aspira a crescer e a dar frutos realmente agradáveis a Deus. Esta é a razão pela qual nos devemos preparar com um exame profundo, pedindo ajuda ao Senhor, para que possamos conhecê-lo melhor e conhecer-nos melhor. Não existe outro caminho, se queremos converter-nos de novo.?

“Poenitentia cogit peccatorem omnia libenter sufferre; in corde eius contritio, in ore confessio, in opere tota humilitas vel fructifera satisfactio – A penitência leva o pecador a tudo suportar de bom grado: no coração, a contrição; na boca, a confissão; nas obras, toda a humildade e frutuosa satisfação” (Catecismo Romano 2, 5, 21, p. 299: cf. Concílio de Trento, Sess.14ª, Doutrina de Sacramento Penitência, c. 3: DS 1673.)

Sobre a Confissão dos pecados, nos diz São Clemente Romano, Papa da Igreja, que devemos sempre pedir para que sejam perdoadas as faltas e ações inspiradas pelo adversário. É melhor para o homem pedir perdão do que endurecer o coração, assim como temos muitos exemplos na história do povo de Deus, que se perderam pelo caminho, ele nos admoesta que o Senhor do universo não tem necessidade de nada. Ele não pede nada a ninguém, a não ser que se confesse a Ele, e para isto temos que entender que somos nada. Isto será imensamente agradável a Deus e quando, porventura, necessitarmos, O invoquemos no dia de nossa tribulação, Ele nos libertará e assim O glorificaremos (Sl 49, 14-15) (Cf. Papa Clemente Romano, adaptação – Padres apostólicos – Paulus [email protected] Edição 2002 – p.48).

Dolorido por haver desagradado a Deus, o penitente não se contenta com palavras ou suspiros e prova o seu compungimento fazendo um gesto que lhe custa, porque humilha: repara a ofensa feita a Deus, acusando-se a seu representante; repara o dano causado à comunidade cristã submetendo-se a sentença daquele que é o representante legal, que como juiz atua para a absolvição, que atua na pessoa de Cristo que é Aquele que perdoa. Sabemos que Jesus deixou o Sacramento da Penitência para que todo fiel recorra ele caso tenha pecado após o Batismo, portanto esta acusação que se deve fazer não é um invento humano, mas divino. Além de ser condição para a remissão dos pecados, faz parte da própria essência do Sacramento, porque deriva do carater judicial que Nosso Senhor imprimiu ao rito da Penitência. Como juiz que absolve ou condena, o sacerdote não pode fazê-lo sem conhecimento de causa. E o faz da maneira dos apóstolos e seus sucessores, que julgavam os fiéis no tribunal da Penitência, abrindo-lhes e fechando-lhes as portas do Céu, e isto com pleno conhecimento do estado dessa almas, da extensão da culpa.

A confissão consiste na acusação distinta dos nossos pecados ao confessor, para dele recebermos a absolvição e a penitência. Chama-se à confissão acusação, porque não deve ser uma narração indiferente, mas sim uma verdadeira e dolorosa manifestação dos próprios pecados. “A confissão é a acusação dos pecados feita a um sacerdote aprovado, para obter dele a absolvição. A necessidade da confissão consiste em que o homem necessita do perdão divino, caso ele caia em pecado após o Batismo” (Conc. Trento, sess, XIV, c.5; DB.889 -0 916 ss.; cân.901).

Por que essa exigência divina? Porque, sendo o pecado um ato de rebeldia contra Deus, começamos a repará-lo fazendo um ato de submissão, reconhecendo-nos culpados. João Batista, para inaugurar a era messiânica, requeria dos que a ele vinham a confissão dos pecados (Cf. Mc 1, 5; Mt. 3, 6): ? “Então vinham a ele a circunvizinhança do Jordão, e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados”. No Evangelho, encontramos os episódios de Madalena e Zaqueu, as parábolas do filho pródigo, do publicano e do fariseu. Nos Atos dos Apóstolos narra-se que, em conseqüência da pregação de São Paulo, “muitos dos que tinham crido, iam confessar e manifestar as suas obras” (At. 19, 18).

Desde as origens do gênero humano se nos depara a acusação contrita das faltas cometidas. O Altíssimo, embora conhecedor do pecado de Adão e Eva, interroga-os e incita-os a se reconhecerem culpados. O Antigo Testamento está repleto de textos relativos à humilde confissão de homens prevaricadores. A mais célebre é a do Rei Davi, adúltero e assassino: “Pequei contra o Senhor” (2 Reis 12, 13).

Confissão no Antigo Testamento:

ECL. 3, 4: ? “O que ama a Deus implorará o perdão de seus pecados e se absterá de tornar a cair neles”.

ECL. 4, 31: ? “Não te envergonhes de confessar os teus pecados, mas não te submetas a ninguém para pecar”.

IIª ESD. 9, 1 E 2: ? “E no dia 24 deste mês se ajuntaram os filhos de Israel em jejum e vestidos de sacos e cobertos de terra. E os da linhagem dos filhos de Israel foram separados de todos os filhos estrangeiros; e confessaram os seus pecados e as iniqüidades de seus pais”.

PROV. 28, 13: ? “Aquele que esconde as suas maldades não será bem sucedido; aquele, porém, que as confessar e se retirar delas alcançará misericórdia”.

Na Igreja Primitiva, usava-se a Confissão:

ATOS, 19 18: ? “E muitos dos que tinham crido iam confessar e manifestar suas obras”.

Iª S. JOÃO, I, 9: – “Se nós confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar estes nossos pecados e para nos purificar de toda iniqüidade”.

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As Qualidades da Confissão: Segundo Del Greco, Doutor em Direito Canônico, ela deve ser:

A- Verdadeira, excluindo toda mentira. O penitente peca gravemente se negar a verdade quando o confessor legitimamente interroga a respeito de pontos que julga de necessidade, para formar um juízo prudente a respeito do penitente.

B- Secreta: Feita somente ao sacerdote sem que outros a ouçam. Se alguém ignora a língua, não é obrigado a confessar-se por meio de interprete, pois do contrário a confissão deixaria de ser secreta (embora o intérprete fique obrigado ao segredo), mas mediante sinais ou gestos aptos à compreensão. Se quiser, entretanto, pode fazê-lo (c.c. 903,889 -2).

C- Oral: por meio da palavra falada. A escrita recorra-se só por motivo justificado, e neste caso o penitente ao entregar o escrito ao sacerdote dirá: “acuso-me dos pecados que lê neste papel”. Os mudos não são obrigados a usar a escrita: podem confessar-se por meios de sinais. Os tímidos, os que devem se confessar com sacerdotes surdos ou os que padecem dos males da garganta, podem empregar a escrita.

D- Íntegra: Devem ser acusados todos os pecados mortais cometidos depois do Batismo e ainda não confessados (integridade material), ou pelo menos todos os pecados mortais que o penitente atualmente, atendendo às circunstâncias, pode e deve acusar, depois de um minucioso exame (integridade formal), porque estando nosso Senhor Jesus Cristo prestes a subir da terra ao céu, deixou os sacerdotes e seus vigários como presidentes e juizes, a quem devem ser denunciados todos os pecados mortais em que caírem os fiéis cristãos para que, com isso, dessem, em virtude do poder supremo das chaves, a sentença do perdão ou retenção dos pecados. Quanto aos pecados omitidos por esquecimento, são considerados incluídos na confissão, mas devem ser declarados na próxima confissão. A confissão repetida dos pecados já perdoados é lícita e recomendada, mas não necessária. Não é permitida a confissão com um sacerdote ausente ou uma absolvição a distância.

Confissão Nula: Ela pode ser nula por parte do confessor, ou por parte do penitente. Por parte daquele: se lhe falta o devido poder, se não pronunciou ou trocou a forma substancial, não ouviu ou não entendeu algum pecado. Por parte do penitente: se calou algum pecado grave ou mentiu em matéria grave relacionada com a confissão; se não tem propósito firme de emendar-se ou não está contrito, ou ainda se ignora as verdades consideradas de necessidade de meio para salvação. É necessário, portanto, confessar novamente os pecados graves que não foram diretamente submetidos ao poder das chaves.

A Absolvição dos Moribundos: Pode-se e deve-se absolver o moribundo que, por um qualquer sinal ou pela voz, se confessa e pede absolvição. Quanto aos moribundos católicos, privados dos sentidos, que viveram um vida pouco cristã, podem ser absolvidos sob condição. Quanto aos hereges e cismáticos, se estabelece: pode-se absolver aquele privado de sentido, caso seja batizado, e que se suponha que esteja com boa fé. Se não estão privados dos sentidos, não podem ser absolvidos, se antes, de melhor modo possível, não tiverem rejeitado seus erros e feito a profissão de fé (S. Of. 17 de maio de 1916); (cfr. Cân.731 -2). (Pe. Teodoro da Torre Del Greco, OFM. Teologia Moral, São Paulo: Paulinas, 1959, p. 568)

Com relação aos Pecados Veniais, pelos quais não ficamos excluídos da graça de Deus, e naquelas que caímos com freqüência ainda que se proceda com boas intenções, proveitosamente e sem nenhuma presunção, expondo-as em confissão, o que é costume das pessoas piedosas, não precisam necessariamente serem omitidas na confissão, pois ficarão perdoadas automaticamente. ” Sem ser estritamente necessária, a confissão das faltas quotidianas (pecados veniais) é contudo vivamente recomendada pela Igreja. Com efeito, a confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo com maior frequência, neste Sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele”(Catecismo da Igreja Católica n.1458).

Importa também saber da exortação que nos faz o Catecismo da Igreja Católica n.1457: “Segundo o mandamento da Igreja, «todo o fiel que tenha atingido a idade da discrição, está obrigado a confessar fielmente os pecados graves, ao menos uma vez ao ano» . Aquele que tem consciência de haver cometido um pecado mortal, não deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que tenha uma grande contrição, sem ter previamente recebido a absolvição sacramental; a não ser que tenha um motivo grave para comungar e não lhe seja possível encontrar-se com um confessor. As crianças devem aceder ao Sacramento da Penitência antes de receberem pela primeira vez a Sagrada Comunhão”.

Lembremo-nos que o fim do homem nesta vida não é ganhar bens temporais, deste mundo; o fim último do homem é o próprio Deus, que é possuído como antecipação aqui na terra pela graça, e plenamente e para sempre na Glória. Nosso Senhor nos mostra o caminho, de renúncias, arrependimento e desapego, lavando a cruz com ajuda de Sua graça. Nada e nenhum bem neste mundo, é comparável à salvação eterna da alma. Como nos ensina São Tomás: ”o menor bem da graça é superior a todo o bem do universo” (Suma Teológica, I-II,q.113,a.9). Gastemos a vida na busca deste bem que necessarimente passa pelo arrependimento e confissão verdadeira diante do Sacerdote de Cristo.

Pedindo o Conhecimento dos Pecados

Eterna fonte de luz, Divino Espírito, dissipai as trevas da minha ignorância sobre a malícia do pecado. Não permitais que torne doravante a ofender-Vos, porque é a mais cruel das ingratidões. Concedei-me horror ao pecado, e um eterno amor a Vós.

Confiteor – Confesso-me

Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos Santos Apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se por três vezes no peito) por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos Santos Apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis a Deus Nosso Senhor por mim.

Eis me aqui, Senhor, confundido e penetrado de dor à vista de minhas faltas. Detesto-as, em Vossa presença, com grande pesar de ter ofendido um Deus tão bom, e digno de ser amado. Castigai-me, se quiserdes; sim, que sou ingrato.

Como levei tão longe a minha malícia e iniqüidade, até ofender um Deus que se deu à morte por mim! Peço-vos humildemente perdão de minhas faltas, e rogo-Vos me concedais a graça de fazer desde hoje até à morte uma sincera penitência.

Propósito de Emenda:

Como desejaria, Senhor, jamais tornar a ofender-Vos: Embora miserável, quero desde hoje mudar de vida e compensar, com amor, as ofensas que Vos tenho feito. Concedei-me esta graça, e ninguém me poderá apartar do Vosso amor. Amém.

“Se na Igreja não existisse a remissão dos pecados, não existiria nenhuma esperança, nenhuma perspectiva de uma vida eterna e de uma libertação eterna. Rendamos graças a Deus que deu à Sua Igreja um tal dom” (AGOSTINHO, Santo – Doutor da Igreja).

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