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A teologia da libertação e a luta armada comunista

“Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores”. (São Mateus VII,15)

Dia 16 de novembro de 2006, foi apresentado no programa “Linha Direta” pela Rede Globo de televisão o caso da tortura e morte (suicídio por enforcamento) de Frei Tito, Frade dominicano que atuava na luta armada comunista durante a década de 60-70.
Não é objetivo do Apostolado Veritatis Splendor apoiar a ideologia do governo castrense, haja vista esta ser oriunda de correntes revolucionárias mais tradicionais como o positivismo e o liberalismo da burguesa e anti-católica Revolução Francesa que, influenciando as idéias dos movimentos militares latino-americanos, principalmente no caso brasileiro, suscitaram as brechas para a decadência de uma autêntica civilização católica no continente.
Se o leitor do Veritatis Splendor fizer um estudo mais aprofundado, notará que os dirigentes militares combateram aqueles que ansiavam a instauração de uma ditadura comunista pela luta armada, todavia o marxismo que avançava pela chamada Revolução Cultural de Antônio Gramsci não somente foi tolerado, mas promovido pelos Presidentes (todos Oficiais-Generais) que se seguiram após o 31 de março de 1964.
Em suma, nossos Generais não combateram o comunismo, mas, sim a luta armada como via de acesso a este. Não podemos ser injustos generalizando; claro que existiam bons e devotos católicos nos quadros das Forças Armadas e nos demais órgãos de segurança pública. No entanto, não se pode negar a política liberal franco-revolucionária do ?Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui-même? (Deixai fazer, deixai passar, que o. mundo anda por si mesmo) como predominante nas instituições políticas da época. Isso fez com que somente a luta armada fosse combatida, o objeto de polêmica não era o comunismo, mas sim a luta armada que o ansiava, o processo de Revolução Cultural conseguiu estrada limpa para o seu desdobramento e até mesmo apoio, conforme as medidas tomadas pelo governo à época.
Não esgotaremos o assunto Revolução Cultural, mas, em suma, esta consiste na destruição dos valores morais tradicionais da sociedade em substituição por fundamentos axiológicos que não representassem óbice para a instauração de uma sociedade aos moldes aproximados de uma república comunista; paradigmas comprovadamente falidos, obsoletos que só geraram guerras civis, miséria e fome em todos os países que procederam na famigerada revolução.
É importante que o leitor saiba que essa Revolução Cultural também pode se apresentar, mormente, no meio acadêmico disfarçada em termos como ?Desconstrução do Direito? ou ainda ?Destruição do Direito?, sendo aquele um eufemismo deste. Por conseguinte, alertamos ao leitor sobre a linguagem neste meio.
Podemos constatar a política de favorecimento dos militares a essa Revolução Cultural, por exemplo, pela aprovação do divórcio durante o governo do General luterano Ernesto Geisel (1974-1979), um grave atentado à instituição familiar, tão importante em qualquer sociedade. Desnecessária é qualquer reflexão para associar a depredação moral diretamente proporcional aos graves atentados à família, iniciados com essa lei e continuados por projetos como a união civil entre homossexuais, o aborto, a tendência à supressão do pátrio poder entre outras iniciativas, todas elas promovidas por ícones da esquerda na política nacional.
Todavia, consideramos que o fato ocorrido em 31 de março de 1964 fora extremamente necessário por conta da grave turbulência política por que passava o país. Afinal, estava em curso um processo revolucionário mais turbulento, sob a iminência de uma guerra civil, contando com respaldo até mesmo do governo que fora destituído naquele ano. Basta lembrar que o Presidente da República à época, o comunista João Goulart (o ?Jango?), mostrava mais que tolerância, mas um apoio flagrante a grupos e manifestações de terrorismo e guerrilha abertos contra a sociedade civil e às instituições políticas.
Neste ponto, advertimos o leitor sobre a participação de religiosos nesses movimentos de guerrilha.
O programa ?Linha Direta? narrou fatos históricos das ações nefastas de uma ala da Santa Igreja denominada “progressista” que teve como expoente máximo o ex-Frade Leonardo Boff, punido na década de 80 com um silêncio obsequioso, pelo então Cardeal Josef Ratzinger, Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, hoje S. S. Papa Bento XVI, por não se retratar de sua doutrina intitulada “Teologia da Libertação” exposta em uma de suas obras.
Esta doutrina consiste na infiltração das teses marxistas dentro da doutrina e do clero católico no escopo justamente de contaminar a mentalidade dos fiéis confundindo-os acerca de valores fundamentais, chegando a negar, através de malabarismos erísticos, inclusive os dez mandamentos. Essa também é uma frente de operacionalidade da Revolução Cultural Gramscista no clero: a destruição dos valores tão caros à Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, como a família, liberdade humana, a propriedade privada, etc… Relembremos os termos acima expostos (Desconstrução do Direito…).
Assim, preceitos básicos como ?Não roubar? são relegados a último plano no intuito de justificar a práxis marxista, visto que esta é totalmente incompatível à autêntica doutrina da Igreja de Deus e dirigida pelos sucessor de São Pedro.
Infelizmente, as heresias de Leonardo Boff têm encontrado inúmeros adeptos no clero brasileiro, chegando a contaminar a mentalidade da própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, órgão colegiado do episcopado brasileiro; e aí começa confusão.
Não muito raro, nós do Veritatis Splendor recebemos e-mails de fiéis confusos acerca da atuação desses sacerdotes. São inúmeros os relatos de Padres e Bispos atuando na militância esquerdista; poucos sabem, mas o grupo de guerrilha rural MST, Movimento Sem Terra, que segundo, entendidos no assunto, possuem forte ligações com as FARC, são respaldadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que mantêm em seus quadros a Comissão Pastoral da Terra, presidida por Dom Tomás Balduíno.
Concomitantemente, à CPT, da qual saiu o MST, existem também as conhecidas CEB´s, Comunidades Eclesiais de Base, de atuação efetiva nas bases guerrilheiras durante o governo militar.
Os membros dessa conferência podem até negar adesão ou qualquer vínculo à ?TL?, todavia, é preciso ressaltar que a Santa Sé já condenou as teses de Boff, assim, qualquer manifestação ostensiva por parte do episcopado brasileiro de apologia a suas doutrinas, poderia render-lhes severas (e justas!!!) punições por parte da Santa Igreja, através dos órgãos competentes ? no caso específico, a Congregação para a Doutrina da Fé.
Contudo, a doutrina de Boff se faz presente no Clero vendo a sua pastoral fundamentada nas teses marxistas da Teologia da Libertação. Pastoral que data pelo menos 40 anos, haja vista, o engajamento de religiosos e sacerdotes na luta armada marxista nos anos 60. Novamente chamamos a atenção para os termos: não é necessário que Padres e Bispos afirmem sua adesão ao progressismo (a Teologia da Libertação), ou mesmo que se assumam como adeptos deste, a linguagem e o comportamento destes nos remetem para a usada nos meios marxista-progressistas.
O caso de ?Frei? Tito, narrado pelo programa da Rede Globo, é ilustrativo dessa atuação. No próprio ?Linha Direta? os apresentadores admitem a participação deste dominicano e outros religioso em reuniões secretas de estudantes para dar consecução a seus planos de guerrilha urbana a fim de impor em nosso país o famigerado regime comunista. Não é preciso remeter ao passado para reconhecer a ligação entre a luta armada e os movimentos estudantis, basta ver o discurso de associações de estudantes como a UNE, os diretórios acadêmicos e grêmios a favor das esquerdas e de ícones como o mais perverso ditador da América Latina, Fidel Castro e, mais recentemente, a seu sequaz Hugo Chávez Frias, Presidente da Venezuela.
Os meios de comunicação não expõem a história de maneira imparcial, no caso em tela, o programa foi produzido no intuito de apenas denunciar as torturas ocorridas durante o período. Os acontecimentos mais graves foram postos como questão secundária, a exemplo das turbulências motivadas pela luta armada, durante a qual, vários atentados terroristas flagelavam o país, com mortes de cidadãos inocentes, assim como fazem hoje o movimento criminoso PCC e o grupo de guerrilha rural MST.
A ação maléfica no Brasil dos grupos de guerrilha comunista no período a seguir o 31 de março de 1964, não foi tratada com a devida atenção por profissionais da área científica e de comunicações. Mesmo antes desta data, a movimentação de agentes comunistas estrangeiros, sobretudo, oriundos da ex-URSS, não foi coberta com a envergadura à qual fazia jus.
Citemos o exemplo da Intentona Comunista deflagrada em 27 de novembro de 1935, uma tentativa fracassada dos revolucionários de por em prática seus planos, o que ensejou confrontos com as Forças Armadas, uma verdadeira guerra civil em território brasileiro. Será que alguém no país estudou esse fato nas aulas de história no 2º Grau com a devida cobertura? Leia em http://www.ternuma.com.br/intentona053.htm e em http://www.ternuma.com.br/intentona2.htm um relato sobre os fatos.
O programa exibiu depoimentos de pessoas públicas, como ?Frei? Betto e o Deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ), repudiando a tortura em órgãos de segurança do governo militar, como as ocorridas no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e no DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna). Mas, omitiu vários fatos como a participação do Deputado Fernando Gabeira no seqüestro do embaixador dos Estados Unidos em 1969, que foi trocado pelo então guerrilheiro José Dirceu, o Deputado do PT cassado em 2005; omitiu também a ligação entre os Frades Dominicanos, entre eles ?Frei? Betto, ?Frei? Oswaldo e o próprio ?Frei? Tito, e o guerrilheiro Carlos Marighela do grupo terrorista ALN, Ação Libertadora Nacional, morto ao resistir a ação policial de sua prisão.
Esses fatos são apenas uma amostra da atuação de religiosos na luta armada comunista, não somente no Brasil, pois recentemente verificamos o pedido de extradição da justiça colombiana do Padre Guerrilheiro Olivério Medina, condenado por sua atuação juntos as FARCs.
As advertências do Santo Padre são feitas constantemente e a insubordinação do Clero passou dos limites toleráveis, no livro ?Entre Fátima e o Abismo? de A. Daniele, o autor relata na página 194, que em 1985, o então presidente da CNBB, Dom Ivo Lorscheider chegou a ameaçar um cisma com Roma caso persistissem as críticas negativas da Santa Sé à Teologia da Libertação.
Esse processo de decadência no clero não cessou, ainda hoje se encontram na CNBB,as mesmas CEBs e CPT do passado e seu estímulo ao comunismo. Encontramos também o modernismo sob outras comissões da CNBB como a CIMI, Comissão Indigenista Missionária, que ao invés de se inspirarem em grandes missionários como os Padres Jesuítas, Padre Antônio Vieira, Frei Anchieta na sua ação de catequização dos índios, livrando-os do estado de barbárie do paganismo, incitam estes a se engajarem nas fileiras dos invasores de terra.
A missão da Santa Igreja é cumprir a ordem de Nosso Senhor ?Ide e fazei discípulos?, não promover a decadência moral do povo brasileiro. Cabe a nós leigos repudiar o desrespeito ao sucessor de Pedro, principalmente por parte daqueles que deveriam zelar pela fé.
Urge rezar pela santificação do Clero, principalmente por S. S. Papa Bento XVI, para que, por Nossa Senhora, ele conduza com misericórdia e justiça a Igreja a ele confiada por Cristo, Nosso Senhor, mesmo que essa justiça implique na severa punição, visto que,l “Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha.” (Victor Hugo).
Relembramos a todos o ?Decretum Contra Communismum? de 1949, época do Papa Pio XII, que declara a excomunhão automática a quem adere, e faz propaganda a favor do comunismo. Por isso colocamos entres aspas o título de Frei aos religiosos acima citados. Pedimos a todos que acessem o decreto em http://www.veritatis.com.br/article/1377.
Suplicamos a Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira deste país, que nos proteja da maldição do comunismo e do clero progressista.
À Santa Igreja, na condição de Santa Madre da Humanidade e da Terra de Santa Cruz, suplicamos também providências acerca desta ação criminosa de religiosos comunistas, em especial à Congregação para a Doutrina da Fé presidida pelo S. Em.a Rev.ma Dom William Joseph Cardeal Levada.

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De Judas, a Igreja já está cheia, Frei Tito teve morte típica de traidor.

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar”. (Iº Epístola de São Pedro V,8)


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