Espaço do Leitor

Adventista contesta artigo sobre a imortalidade da alma

CARO SR SEMEDO,EM RELAÇÃO AO ASSUNTO IMORTALIDADE DA ALMA QUE EM ARTIGO NO SITE FOI PUBLICADO EM SEU NOME,ESTOU A DISPOSIÇÃO SE ASSIM O QUISER PRA TRAZER UMA CONTRA ARGUMENTAÇÃO BASEADA NA ANALISE DOS TEXTOS BIBLICOS QUE DEMONSTRARA O EQUIVOCO ATE UM POUCO GROSSEIRO POR SUA PARTE QUANTO AO ASSUNTO DE O HOMEM TER ALGUMA COISA IMORTAL MESEMO QUE SEJA UMA SUPOSTA ALMA, VALE LEMBRA QUE O TEXTO USADO EM SEU ARTIGO ONDE JESUS APARECE COM MOISE E ELIAS SE LER O TEXTO COM ATENÇÃO NÃO PASSA DE UMA VISÃO ANTECIPADA DA VOLTA DE CRISTO A TERRA GLORIFICADO. SE ASSIM ACEITA GOSTARIA DE ESCREVER UMA OUTRA POSIÇÃO NO SITE E ASSIM O SR SEMEDO PODERA SE O PUDER REFULTAR AS QUESTÕES QUE EU LHE APRESENTAR OBRIGADO E UM ABRAÇO

MARCOS ANDRE ALVES
ADVENTISTA DO SETIMO DIA

OBS: SE NÃO QUISER PUBLICAR AO MENOS ENTRE EM CONTATOPOR EMAIL


Caro Marcos,Inicio esta resposta dizendo que o texto citado por você, estando publicado em nosso site, é público e, portanto, encontra-se à disposição do público para leitura, críticas e refutações.

Você não precisa da minha permissão para empreender um esforço em refutá-lo. Citando a fonte, a refutação é livre e pode ser feita livremente.

Contudo, eu não tenho qualquer interesse em debater o tema com você. Não há base para tanto.

Que Bíblia usaríamos? A minha (verdadeira, com todos os deutero-canônicos, que, inequivocadamente, ensinam a existência de uma alma imortal em todo o ser humano), ou a tua, mutilada (e que, portanto, não é verdadeiramente uma Bíblia).

Se surgisse uma controvérsia acerca de como interpretarmos um determinado versículo, como faríamos para resolvê-la? A que autoridade recorreríamos?

Além disto, que credibilidade darmos ao testemunho dos primeiros cristãos (que, em peso, criam na imortalidade da alma)?

Como vê, nenhum debate é possível antes que se equacionem as questões acerca do Cânon Bíblico, do livre exame e da sola scriptura.

Além disto, tomando por base a tua mensagem, pode-se, infelizmente, chegar à conclusão de que você é daqueles protestantes (como a imensa maioria daqueles que já me escreveram) que torcem e distorcem as passagens bíblicas mais claras apenas para manter suas crenças pessoais.

Afinal, você disse que, na passagem da “Transfiguração”, temos uma “visão antecipada” da volta da Cristo à terra, glorificado. Segundo você, basta ler o texto atentamente para que se perceba este fato.

Não, caro Marcos. Não basta atenção para chegar à conclusão que você chegou. Por mais que alguém, honestamente, leia o texto com atenção, jamais chegará a ela. Para tanto, é necessário uma enorme dose de enviezamento. É necessário lerem-se estas passagens embuídos do mais profundo desejo de negar a evidência textual para salvar a tese que o texto, em si mesmo, condena.

Todas as passagnes acerca da “Transfiguração” são absolutamente claras em afirmar que, diante dos discípulos Pedro, João e Tiago, Jesus Cristo se pôs a conversar com Elias e Moisés, que apareceram no monte em que estavam.

Entendeu, Marcos?

Eles apareceram, ou seja, surgiram de um outro local e vieram ter com Nosso Senhor. Não há nada (nem uma única palavra) que dê a entender que os trechos tratem de uma “visão antecipada” da volta de Cristo à terra no fim dos tempos. Ao contrário, todos os trechos falam de dois indivíduos já mortos que “apareceram” sobre o monte e passaram a conversar com Cristo.

Aliás, leia com “atenção” (e sem enviezamento) o quanto nos diz o evangelho segundo São Lucas:

Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém.

Leu com atenção, caro Marcos?

Não se trata de qualquer “visão antecipada” da volta de Cristo à Terra. O que os discípulos viram foi o proprio (o mesmíssimo que os levou ao alto do Monte) transfigurar-se e revestir-se de Sua glória divina.Seu venerável rosto “se transformou” e Suas vestes (as mesmas que já vestia) tornaram-se brancas a ponto de resplandecerem. E, após revestir-se de Glória, apareceram-lhe (advinhe de onde vinham) Moisés e Elias.

E não é só!

Moisés e Elias puseram-se a conversar com Nosso Senhor Jesus Cristo acerca da Sua Morte redentora, “que se havia de cumprir em Jerusalém”

Portanto, falavam do futuro de Jesus Cristo, e dos acontecimentos dramáticos que o esperavam. Não falavam, como que de um ponto no futuro, de um acontecimento já ocorrido, mas de um acontecimento ainda por ocorrer.

Acho que já basta, não é Marcos?

Como eu disse, sinta-se à vontade para refutar o texto (citando a fonte) e publicar a refutação onde bem lhe aprouver. No entanto, e dada a experiência com debates com protestantes enviezados, declino de teu convite para debater contigo. De antemão, sei que seria uma enorme perda de tempo.

Prefiro aproveitar este tempo orando por tua alma (não veja nisto qualquer provocação). Separada da Igreja Católica, nas profundas trevas do adventismo, temo que ela se encontre muito próxima do inferno (no qual você também não acredita), local de sofrimento eterno para onde vão todos os que teimam em não se curvarem à verdade revelada por Nosso Senhor Jesus Cristo e transmitida apenas pela Igreja católica Apostólica Romana.

Que Nossa Senhora ore por ti e que te livre, ainda que no último momento, de destino tão trágico.

Abraços,

Alexandre.





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Veritatis Splendor