[esta artigo faz referência a um questionamento de um leitor ao artigo “Motivos pelos quais um católico não pode votar no PT“]

 

Vou pedir um pequeno aparte ao Rafael Vitola, meu irmão em Cristo, e me dirigir ao leitor com aquela fraternidade acolhedora e zelo que a situação pede.

 

Caríssimo B., salve Maria.

 

Se me permite, meu amigo, gostaria de comentar algumas das coisas que você lança na sua carta endereçada a nos; em especial ao nosso irmão de Apostolado, o Rafael. Espero que não me tomes por algum arrogante ou qualquer coisa que o valha, mas a nossa preocupação constante, fim de nosso Apostolado, é divulgar a Sã e Santa Doutrina da Igreja sem distorções, sem mal-entendidos e sem interpretações que poderiam comprometer o reto entendimento das verdades que encerra.

O texto não foi uma produção apressada, elaborada “no calor dos acontecimentos”, mas algo meditado profundamente e que, por isso mesmo, necessita de profunda analise para se apreender o seu sentido. Uma leitura apressada, movida por impressões que mais são reações a um “sentimento” do que a verdadeira intelecção daquilo que se está expondo, não pode ser tomada como valida para se extrair o verdadeiro conteúdo daquelas afirmações.

Vamos lá: os “mais belos ideais” de que se aferram e se gabam os ditos “socialistas” são, na verdade, palavras desprovidas de conteúdo fático, isto é, são palavras vazias (flatos voces, na terminologia escolástica), não correspondem as realidades que evocam, não correspondem a realidade de fato, são apenas motes, recursos, subterfúgios para comover os corações e mentes dos incautos que vêem apenas a superfície dessa ideologia, apenas os pretensos fins que, fatalmente, justificariam os meios para a implantação dessa “justiça social”.

Digníssimo Bruno, nos aqui do Apostolado sempre adotamos a prudência quando nos manifestamos sobre os assuntos pertinentes ao nosso trabalho, seja na esfera publica, seja na particular. Sempre temos a máximo cuidado de estudar longamente um tema, colher o máximo de informações sobre o assunto, consultar aqueles que realmente conhecem a questão e, sempre, emitir um parecer a luz da Doutrina. Se mostramos e demonstramos que o PT e seus assemelhados possuem o seu cerne podre, sua base corrosiva, sua ideologia anti-católica e anti-humana é porque realmente assim o é. Peco que medite um pouco nas suas próprias palavras, meu amigo Bruno: disse-nos que “não tenha o nível de conhecimento que tens” se referindo ao Rafael. Pois bem: se é assim, se não possui bases de dados e fatos, se não se embrenhou nessa questão, não poderias emitir um parecer ou afirmar o que afirmou. Não podemos esquecer que sempre nos preocupamos em não emitir opiniões, mas estudos elaborados a partir de decantação de demorados estudos sobre o tema. Meu amigo, exorto a rever a suas posições: se não conheces o assunto, recomendo enfaticamente que estudes mais sobre o tema e não permanece na superfície do assunto; não fale o que só conhece pelas aparências. Disse-nos que o PT não mais está sintonizado com os seus antigos ideais: neste espaço não podemos nos estender muito, mas podemos dizer que a estratégia de parecer retroceder é também um ardil para enganar aqueles que só percebem as coisas próximas e não captam os meios parcialmente ocultos que desvelam os fins; não atentam para a camuflagem do fim sórdido que pretendem.

A sua pergunta sobre os “tucanos” do PSDB podemos afirmar que o fim que pretendem podem ser atingidos por dois meios: de “carro de corrida”, para o caso do PSDB; e de “trem bala”, para o caso do PT.

Sobre a sua pergunta questionando os partidos políticos e a conveniência crista, infelizmente temos de lhe informar que não há partidos com essas características, mas honrosas exceções (raríssimas e meritórias) de alguns membros de alguns partidos que são cristãos.

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