Reproduzimos um trecho da reportagem “Santo de casa faz milagre” do jornal “O Dia”, de 20 de junho de 1999:

“Ele não sai de casa sem seus amuletos da sorte. Dois cordões que traz pendurados no pescoço, um de ouro, com a medalha do Sagrado Coração de Jesus, e outro, de prata, com o crucifixo.”

Agora, passemos ao que diz o velho dicionário Aurélio:

Amuleto. Pequeno objeto (figura, medalha, figa, etc.) que, desde a mais alta antiguidade, alguém traz consigo ou guarda por acreditar em seu poder mágico de afastar desgraças ou malefícios.

Logo se vê que é incompatível para um cristão, ao mesmo tempo, acreditar em Deus e acreditar em objetos mágicos. Ou a pessoa de que fala o texto não conhece bem sua fé, ou o jornalista é que sabe muito pouco sobre Cristianismo e interpretou erroneamente as imagens do Sagrado Coração de Jesus e do crucifixo.

Seja como for, quando um católico traz consigo tais imagens não é acreditando que elas possuam algum poder. O objeto em si mesmo não pode nada. No entanto, apresenta algumas utilidades dentro da fé. Exemplos: lembra a pessoa do Sacrifício de Jesus na Cruz e todo o amor de Deus para conosco. Ou mais: dar-se o testemunho de que se é cristão; lembra ao mundo a sua fé, divulga-a. Enfim, não é um amuleto, é um Sacramental.

Para saber mais sobre o uso de imagens na Igreja, recomendamos que leia o texto “Deus Permite a Fabricação de Imagens?” [no site do Apostolado Veritatis Splendor]

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