Primeiro, porque não há notícias de fontes oficiais eclesiásticas de que Leão X tenha emitido a tal “Taxa Camarae”, especialmente com um conteúdo tão avesso à doutrina e prática da Igreja Católica (que certamente ele conhecia).

Segundo, porque também não se encontram outros documentos históricos, externos ao ambiente eclesial, apontando o contéudo desse documento para Leão X ou qualquer outro Papa, anterior ou posterior.

Terceiro, porque os autores anticatólicos que têm se servido e divulgado o referido documento dependem todos de uma mesma fonte bibliográfica (Rodriguez, P.; “Mentiras Fundamentais da Igreja Católica”, 1997).

Quarto, porque o único autor antigo que faz referência a esse documento, um tal Teofilo Gay (1881), descreve um conteúdo diferente daquele apontado por P. Rodriguez.

Quinto, porque – apesar do conteúdo altamente controverso – o documento original  não foi apresentado a ninguém; sua existência é tão somente referida por autores anticatólicos, anticlericais e anônimos, todos dependentes uns dos outros.

Finalmente – e cientificamente falando -, porque para sabermos se um dado documento histórico é falso ou autêntico devemos comparar as suas características extrínsecas e intrínsecas – especialmente o seu conteúdo – com outros documentos históricos certamente autênticos e que reúnam características iguais ou assemelhadas, para se verificar eventuais variações legítimas.

Facebook Comments