Embora minoria, os católicos da Coréia do Sul formam uma comunidade atuante e têm presença marcante em seu país. Abalada por uma crise econômica e por sucessivos escândalos por corrupção que levaram à prisão dois ex-presidentes, a Coréia enfrentou as eleições em dezembro de 1997 decidida a iniciar um caminho de renovação moral, econômica e política. Nesse momento crucial para a história do país, os dois candidatos mais votados foram dois católicos: o eleito Kim Dae-jung, que conseguiu 40,3 % dos votos e seu principal rival, Lee Hoi-chang, que obteve 38,7% dos votos. Uma foto, publicada num dos principais jornais, mostrava os dois candidatos, poucos dias antes da posse do novo presidente, lado a lado, na catedral, recebendo a comunhão das mãos do cardeal arcebispo de Seul.

O sucesso dos católicos foi assegurado nas eleições para deputados realizadas seis meses após as presidenciais, onde eles, que representam somente 7,7% da população, conquistaram 14,5% das cadeiras no Congresso.

O número dos católicos aumentou muito depois da Segunda Guerra Mundial, especialmente graças à liderança do cardeal Kim Sou-hwan, que foi um dos personagens principais da passagem da ditadura militar à democracia. A catedral de Seul tornou-se o lugar simbólico dos combates dos coreanos pela justiça social e pelos direitos humanos. Nos anos 80, as conversões de adultos chegavam até a 150 mil por ano. Embora as conversões tenham diminuído ultimamente, a Igreja católica coreana conservou sua imagem altamente positiva entre ao habitantes do país.

Ela continua manifestando muita vitalidade e um grande dinamismo missionário.

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