Saudações em Cristo!
Li atentamente alguns dos assuntos desenvolvidos ou copiados p/ si e como em tudo na vida, de acordo com alguns pontos por si defendidos e contra noutros.
Seria fastidioso estar a rebater todos os assuntos em que estou contra mas vamos reportar-nos sòmente à questão do Sábado e não falaremos dos ídolos nem dos livros Apócrifos, já que estes, estão mais que provados não são de inspiração Divina (veja-se Macabeus 15:38, – minha narração!!!!)

Creio que de fato não seja necessário falar sobre imagens porque o que não falta na minha página são subsídios favoráveis ao uso das imagens sagradas. Nenhum protestante, até agora, conseguiu provar o contrário; muito pelo contrário, os protestantes apenas demonstram que não sabem distinguir o enorme abismo que existe entre as imagens e a idolatria; ainda bem que algumas comunidades protestantes já começam a reconhecer o erro e começam, aos poucos, a usá-las.

Quanto aos livros que você chama depreciativamente de “apócrifos” (e que nós, católicos, chamamos de deuterocanônicos), observo que todos eles se encontravam na “Bíblia” usada pelos Apóstolos, isto é, na Septuaginta grega. Sob qual autoridade você poderia se basear para dizer que esses livros não pertencem à Bíblia? Lutero – que foi o primeiro a retirá-los? Prefiro infinitamente a autoridade dos Apóstolos; pelo menos tenho a certeza absoluta e inabalável de que eles eram verdadeiramente inspirados… [Da mesma forma que 2Mac 15,38, faz também São Paulo em 1Cor 7,12; será então que tal trecho bíblico paulino não é também inspirado? Se não, por que está na sua Bíblia??].

Como atrás referi, não me vou alongar sobre estes livros, mas sim sobre a questão do Sábado.

Ok… Vamos então nos ater à questão do Sábado… Provavelmente você seja adventista do sétimo dia, não é mesmo?

– É verdadeiramente interessante ver os seus argumentos para justificar o nome Sábado. Como bem disse o nome Sábado significa exatamente “repouso” e ainda estou de acordo que o Sábado aparece também a cada sete dias, assim como a 2ª a 3ª e até o Domingo!

Não poderia deixar de ser interessante, pois estou me baseando na História (além da Bíblia, é claro…). Certamente não há como alterar a História passada, sendo ela fiel testemunha sempre que documentada…

Mas o que nos diz o Mandamento? (Exodo 20:8-11) – Lembra-te do dia de Sábado para o consagrares ao Senhor… e no verso 11 termina, … Por isso, o Senhor abençoou o dia de Sábado e declarou que aquele dia era sagrado. (Bíblia em versão corrente e c/ a licença da Conferência Episcopal Portuguesa – 1993).

Até aqui, sem problemas…

Como sabe, a estrutura do calendário semanal está estruturado até ainda hoje, na sua versão original do ciclo de 7 dias a terminar no Sábado. Já que como sabe, 2ª em qualquer parte do mundo vem sempre depois do primeiro (Domingo) e por aí além…

No problems too… 🙂

Mas não é por aqui que vou desmontar a sua tentativa de justificação da guarda do primeiro dia da semana em vez do dia Sagrado que é o Sabado.

Vejamos, pois, os seus argumentos…

– Estes mandamentos, inclusive o do Sábado, foram escritos com o próprio dedo de Deus sobre a pedra. “e os escreveu em duas tábuas de pedra” Deut. 4:13 (Trad. João Ferreira Almeida).

Vamos pelo menos nos situar: você está falando da * Antiga Aliança * feita entre Deus e o povo hebreu; está tratando, mais precisamente do Decálogo, conforme você já se referiu um pouco mais acima…

Fala-se desta Lei nas Escrituras como sendo “justa”, “verdadeira”, “boa” e “perfeita”. “E sobre o monte Sinai desceste, e falaste com eles desde os Céus, e deste-lhes juízos rectos, e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons.” – Neemias 9:13. Ainda, ” A Lei do Senhor é perfeita.” Salmo 19:7(8).

Quando a Escritura fala de Lei não está se referindo somente ao Decálogo, mas sobre o Pentateuco como um todo, incluindo as regras alimentares e cerimoniais (v., p.ex., Dt 12,1). Apesar desta observação básica, vamos, porém, continuar ouvindo as suas proposições…

– Relativamente a Cristo, nunca foi Sua intenção alterar, revogar, destruir ou anular qualquer parte dessa Lei. – “Não cuideis que vim destruir a Lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” S. Mat. 5:17.

Não se esqueça, entretanto, que Aquele Mesmo que disse isso que você citou, também disse que era Ele “o Senhor do sábado”, de maneira que tinha autoridade para mudar o dia se quisesse (como de fato quis). Por isso, São Paulo afirma com muita propriedade que a Lei (o que inclui o sábado) foi pregada na Cruz (cf. Col 2,14). Aliás, é de se observar que não existe uma só passagem no Novo Testamento que apresente como vital a observância do sábado, ao contrário do que acontece com os demais nove mandamentos do Decálogo, que são explicitamente referidos.

– Cristo, não satisfeito com aquilo que atrás tinha dito, foi mais além, “Saibam que enquanto o céu e a terra existirem, nem uma letra, nem sequer um acento se hão-de tirar da Lei, sem que tudo se cumpra.” (verso18). Percebo que você está confundido a Lei Moral com a Lei Cerimonial. A essência do 3º mandamento (no seu caso, trata-se do 4º mandamento) não é basicamente o dia de Sábado (guarda do 7º dia), mas a guarda de um dia da semana para prestar culto regular e externo a Deus. Observe que todos os Dez Mandamentos são regras morais; a exceção poderá ser o 3º (ou 4º, para você), que será meramente cerimonial se for interpretado da sua maneira; isto, por sua vez, quebraria a unidade moral do Decálogo. Logo, a substituição do sábado pelo domingo não contraria de maneira alguma o que Cristo afirmou e que você reproduz acima, já que foi alterado apenas em sentido cerimonial, mas não no sentido moral.

– Penso, sem qualquer ofensa pessoal, que o que vem imediatamente a seguir lhe diz respeito, senão vejamos: “Por isso, quem desobedecer ainda que seja a um só destes mandamentos mais pequenos e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino do céus. Mas aquele que obedecer à lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será tido por grande no Reino dos Céus”. (verso 19).

Como não poderia deixar de ser, a força das palavras de tal citação bíblica é verdadeira. Você deve, portanto, tomar cuidado porque espalha e defende com unhas e dentes a guarda do sábado, sendo que a Igreja Cristã, desde os tempos apostólicos, guarda o domingo. O que mais você defende para os cristãos? Adoração válida somente em Jerusalém? Circuncisão? Jesus foi circuncidado… você foi? Você também executa todas as purificações prescritas no Pentateuco???

– Após a leitura destas passagens ditas pessoalmente por Cristo, chega-se a uma única conclusão: “Cristo não só guardou como cumpriu a Lei e não a alterou!” E sabe porquê? – Porque Deus é infalível não muda – Malaq. 3:6.

Os conceitos de infalibilidade e mutabilidade não são sinônimos e não se misturam: um nada tem à ver com o outro. Você realmente acredita que Deus não tem soberania para fazer o que quer? Além do mais, Cristo teve que guardar a Lei porque era judeu e, assim, estava sujeito à Lei (mesmo assim, quantas vezes Ele não discutiu – literalmente – com os judeus por causa da guarda do sábado?); porém, com o advento da Nova Aliança, os cristãos não estão mais sujeitos à Lei. Veja-se, p.ex., o caso de São Paulo: ele se submetia à Lei não por dever mas apenas para que pudesse se aproximar dos judeus sem causar escândalo e levar a Palavra de Cristo, conforme lemos em 1Cor 9,19-23. Em Colossenses ele será bem claro: “Portanto, que *ninguém* vos condene pela comida e pela bebida, pelas festas, luas novas ou *sábados*. Tudo isso não é mais do que a sombra do que virá. A realidade é o corpo de Cristo” (Col 2,16). Não resta a menor dúvida de que se referia à Lei da Antiga Aliança; aliás, não há novidade alguma no fato de que São Paulo era o adversário nº 1 do grupo dos cristãos judaizantes (cristãos convertidos do judaismo que defendiam a observância da Lei) e sempre os combateu (v., p.ex., Gál 5,2-5); a Igreja compreendeu o fato e passou a observar o domingo. Foi, porém, necessário aparecer uma “profetisa” chamada Ellen Gould White, em 1847, para ressuscitar – de modo mais “light”, é claro – a seita dos cristãos judaizantes… Ainda assim, convém fazer constar que o próprio fundador dessa seita, Willian Miller, jamais guardou o sábado!

– Esta Lei deve ser guardada como condição para ter a vida eterna. “Bem-aventurados os que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à àrvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Apoc. 22:14).

É mais do que claro que o Apóstolo João aqui se refere à Nova Aliança, nos termos como lemos em Gál 6,12-16, isto é, não são as obras da Lei de Moisés que nós, cristãos, devemos cumprir, mas sim a Lei (mandamento) de Cristo. Além disso já vimos que, quanto ao Decálogo, nada foi alterado quanto ao sentido moral, mas somente quanto ao sentido cerimonial, motivo pelo qual sua afirmação não procede.

– Qual será o dia que irá ser guardado no novo Céu: “Os vossos descendentes e o vosso nome, existirão sempre na minha presença tal como o novo céu e a nova terra que vou criar. É o senhor quem o afirma! Desta maneira, em cada Sábado, todos virão inclinar-se diante de mim, diz o Senhor. (Isaías 66:22,23 – versão PC).

A sua tradução desse trecho do profeta Isaías está extremamente mal feita; não sei quem foi autor dessa “manobra”, mas conseguiu fazer a Bíblia dizer algo que jamais disse. Estou comparando essa citação de Is 66,22-23 com duas Bíblias de Estudo, uma Bíblia católica (Bíblia de Jerusalém; ed. Paulus) e outra protestante (Bíblia Thompson, ed. Vida). Ambas são unânimes em afirmar: “Como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face – diz o Senhor – assim há de estar a vossa posterioridade e o vosso nome; de uma lua nova à outra, e de um sábado ao outro, virá toda a humanidade a adorar na minha presença – diz o Senhor”. Logo, a citação nada tem a ver com a guarda do sábado no novo céu, mas sim com o culto *eterno* prestado pelos adoradores do verdadeiro Deus (por isso se diz: “de uma lua nova à outra, e de um sábado ao outro” e que sua tradução simplesmente omite) em oposição ao castigo também eterno imposto aos Seus inimigos, como se lê no versículo seguinte (Is 66,24): “Eles sairão para ver os cadáveres dos homens que se rebelaram contra Mim, porque o seu verme não morrerá e o seu fogo não apagará: eles serão uma abominação para toda a carne”.

Poderia citar mais umas dezenas de versículos, mas fico-me por aqui.

Você poderia citar todas as 144 ocorrências do sábado (88 no AT e 56 no NT), mas isso não alteraria em absolutamente nada. São Paulo é claro: o Sábado assim como qualquer outra questão legal do AT é simples *sombra* do que estava para vir, ou seja, o sábado – como vários outros institutos do AT – é apenas figura do domingo; a realidade é Cristo, como vimos mais acima.

Para finalizar e como penso que você(s) muito sabe(m) sobre versões Bíblicas e história, gostaria de lhe(s) colocar a seguinte questão: – A partir de quando é que a Igreja Católica começou a guardar o Domingo em vez do Sábado?

Desde o período apostólico, basta ler At 15,1-34: o que é proibido aos cristãos provindos da cultura não-judaica? O versículos 28-29 respondem claramente: “De fato, pareceu bem ao *Espírito Santo e a nós* não vos impor nenhum outro peso além destas coisas *necessárias*: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das uniões ilegítimas. Fareis bem preservando-vos destas coisas. Passai bem”. Cadê a referência à guarda do sábado? Há tempos que já se sabia da existência do confronto entre os cristãos judaizantes e os cristãos gentios, sendo certamente a observância do sábado um dos pontos controvertidos (cf. vers. 5: “impor-lhes a observância da Lei de Moisés”).

Mas por que os Apóstolos, inspirados pelo Divino Espírito Santo, também não acharam necessário obrigar os cristãos gentios a guardarem o sábado? Simples: porque nem mesmo eles estavam ainda observando o sábado para o culto, mas sim o domingo, conforme vemos, p.ex., em At 20,7 e 1Cor 16,2.

Instruídos pelos Apóstolos, os primeiros cristãos também guardaram o domingo (você não vai querer que eu acredite naquela *estorinha* inventada pela Ellen G. White, de que foi o imperador Constantino que instituiu a observância do domingo aos cristãos no séc. IV, vai?). São testemunhas dessa verdade, entre outras:

– Didaqué (~ 70 dC): “Reunidos cada dia do Senhor, parti o pão e dai graças, depois de terdes confessado os pecados para que o vosso sacrifício seja puro”. – Qual é o “dia do Senhor”? Veja At 20,7!

– Santo Inácio de Antioquia (~ 85 dC): “Por isso, os que se criaram na antiga ordem das coisas vieram à novidade da esperança, não guardando o sábado, mas vivendo segundo o domingo, dia em que também amanheceu a nossa vida” (Epístola aos Magnésios, 9).

– Epístola de Barnabé (~ 95 dC): “Portanto, nós guardamos o oitavo dia para O celebrar. Nesse dia, Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus”.

– São Justino Mártir (~ 150 dC): “Mas o domingo é o primeiro dia em que todos celebramos a nossa assembléia comum, porque é o primeiro dia em que Deus, tendo realizado uma mudança nas trevas e na matéria, fez o mundo, e Jesus Cristo, nosso Salvador, foi nesse mesmo dia que ressuscitou dentre os mortos” (1Apologia, 67).

Repare nos testemunhos acima a harmonia que une firmemente o domingo com a ressurreição de Cristo, que é, de longe, o fato mais importante para toda a humanidade, pois “se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa pregação, e também vã é a vossa fé” (1Cor 15,14).

Saudações em Cristo. (João Carlos)
P.S. – ” A prova de que conhecemos a Deus está em cumprirmos os Seus mandamentos. Aquele que disser que conhece a Deus, mas não cumprir os Seus mandamentos, é um mentiroso, uma pessoa que falta à verdade.” – Até parece uma passagem do Velho Testamento, mas não é não… 1João 2:3,4.

Aja então como todos os verdadeiros cristãos: guarde o domingo, dia em que o Senhor nos alcançou a Salvação e reconheça o perigo que você está correndo por não dar ouvidos às palavras apostólicas inspiradas pelo Espírito Santo durante o Concílio Apostólico de Jerusalém (At 15): “[estais] ouvindo alguns que *saíram dentre nós* para vos *perturbar* com palavras que vos *confundem* a alma” (cf. vers. 24). Confie no ensinamento dos Apóstolos (que é exatamente o ensinamento de Jesus Cristo) e não nas [falsas] doutrinas inventadas pela mente da sra. White & Cia.Ltda.

[]’s deste seu irmão.

Facebook Comments