I

1. O homem não precisa da Graça para conhecer a verdade natural [Concílio Vaticano I, Sessão III, capítulo 2, cânone I (Denziger, n. 1806)].

2. Para conhecer a verdade sobrenatural o homem precisa da Graça [II Concílio de Orange, cânone 7 (Denz., n. 180). Concílio de Vaticano I, Sess. III, capítulo 2 (Denz., n. 1786). Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 3 (Denz., n. 813)].

3. Sem a Graça não há obra válida para a salvação [II Concílio de Orange, cânone 7 (Denz., n. 180). Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 2 (Denz., n. 812)].

4. Sem a Graça o homem não consegue iniciar obra para a salvação [II Concílio de Orange, cânones 5 e 7 (Denz., n. 178, 180)].

5. Nem todas as obras do justo são pecados [Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo II (Denz., n. 804) e cânone 31 (Denz., n. 841)].

6. Obras nem sempre são ruins quando feitas sem perfeita caridade [Concílio de Trento, Sess. XIV, cânone 5 (Denz., n. 915) e Sess. VI, cânone 7 (Denz., n. 817)].

7. Nem todas as obras dos infiéis são pecados [Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 7 (Denz., n. 817)].

II

1. Sem a Graça o homem não pode manter nenhum preceito sobrenatural em relação à substância da obra [II Concílio de Mileve, cânone 5 (Denz., n. 105). Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 2 (Denz.,n.812)].

2. Tampouco pode o homem manter quaisquer preceitos naturais segundo o modo da caridade sem a Graça [Concílio de Trento, ibid., cânone 3 (Denz., n. 813). II Concílio de Orange, cânones 6 e 7 (Denz., n. 179, 180)].

3. Sem a Graça o homem não pode merecer a vida eterna [Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 2 (Denz., n. 812)].

4. A Graça atual é necessária para a obtenção da Graça habitual [II Concílio de Orange, cânones 3 e 6 (Denz., n. 176, 179). Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 5 (Denz., n. 797) e cânone 3 (Denz., n. 813)].

5. O homem não consegue se levantar do pecado sem a Graça [II Concílio de Orange, cânones 4 e 5 (Denz., n. 177, 178). Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 3 (Denz., n. 813)].

6. O homem no estado de natureza decaída, curado pela graça habitual, pode evitar pecados veniais, mas não todos os pecados veniais, a não ser por privilégio especial [II Concílio de Mileve, cânone 6 (Denz., n. 106). Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 23 (Denz., n. 833)].

7. O homem neste estado, não curado pela Graça habitual, não pode passar muito tempo sem pecar mortalmente [II Concílio de Mileve, cânone 3 (Denz., n. 103). Celestino I, “Indiculus” (Denz., n. 132)].

III

1. O homem precisa da graça atual para fazer uma obra sobrenaturalmente boa [II Concílio de Orange, cânone 9 (Denz., n. 182). Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 16 (Denz., n. 809)].

2. Para a perseverança final o homem precisa de auxílio divino especial dirigindo-o e protegendo-o contra a tentação [II Concílio de Orange, Cânone 10 (Denz., n. 183). Concílio de Trento, Sess. VI, cânones 16 e 22 (Denz., n. 826, 832)].

3. A Graça é algo criado e infundido na alma, permanecendo nela por modo habitual [Concílio de Vienna (contra errores Ioannes Olivi) (Denz., n. 483). Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 11 (Denz., n. 821)].

4. Deus é a causa primeira e universal e seu conhecimento é universal e infalível, não dependendo de mais ninguém ou de mais nada [IV Concílio de Latrão, capítulo I (Denz., n. 428). Vaticano I Concílio, Sess. III, capítulo 1 (Denz., n. 1782-1784)].

5. A vontade do homem é livre em sua ação, até mesmo em sua ação sobrenatural [Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 5 (Denz., n. 797, 798, 799) e cânones 4, 5, 6 (Denz., n. 814-816)].

6. Deus é a única causa eficiente principal de Graça [II Concílio de Orange, cânones 7 e 20 (Denz., n. 180, 193). Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 7 (Denz., n. 799)].

IV

1. Alguma preparação é necessária para a Graça habitual [Concílio de Trento, Sess. VI, cânones 3 e 9 (Denz., n. 813, 819)].

2. O homem prepara-se para a graça por bons movimentos de seu livre-arbítrio [Ibid., cânones 4 e 9 (Denz., n. 814, 819)].

3. A todos os justos é dada Graça suficiente para observartodos os preceitos [II Concílio de Orange, cânone 25 (Denz., n. 199,200). Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo II (Denz., n. 804)].

4. Para todos os pecadores entre os fiéis, Deus dá Graça verdadeiramente suficiente para oarrependimento e para evitar novos pecados [IV Concílio de Latrão, capítulo I (Denz., n. 430). Concílio de Trento, Sess. VI, cânones 17 e 29 (Denz., n. 827, 839)].

5. A Graça suficiente para a Salvação é dada a todos os infiéis, mesmo aos infiéis negativos, segundo o tempo e lugar [Proposições dos Jansenistas condenadas por Alexandre VIII, prop. 5 (Denz., n. 1295). II Concílio de Orange, cânones 23, 25 (Denz., n. 196, 200). Celestino I, “Indiculus” (Denz., n. 139). Concílio de Trento, Sess. VI, cânone 17 (Denz., n. 827)].

V

1. A Graça Santificante pode ser aumentada e não é igual em todos [Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 7 e cânone 24 (Denz, n. 799, 834)].

2. Sem uma revelação [particular], o homem não pode saber com certeza que tem a graça [Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 9 e cânones 13, 14, 16 (Denz., n. 802, 823, 824, 826)].

3. O movimento do livre-arbítrio é necessário para a justificação do pecador [Ibid., capítulo 6 e cânone 4 (Denz., n. 798, 814)].

4. Para a justificação do pecador um movimento de Fé é requerido [Ibid., capítulo 6 (Denz., n. 798)].

5. Para justificação de um pecador um movimento da vontade contra o pecado é necessário [Ibid.].

6. A remissão do pecado deve ser enumerada entre as coisas requeridas para a justificação [Ibid., capítulo 7 (Denz., n. 799)].

VI

1. Os justos verdadeiramente têm mérito [IV Concílio de Latrão, capítulo n. (Denz., n.t 429). Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 16 e cânone 24 (Denz., n. 809, 834)].

2. O poder de merecer vem da misericórdia de Deus e do mérito de Cristo [Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 16 e cânone 26 (Denz., n. 809, 836)].

3. Nossos méritos nos dão um verdadeiro direito a recompensa [II Concílio de Orange, cânone 18 (Denz., n. 191). Concílio de Trento, ibid., cânone 32 (Denz., n. 842)].

4. Ninguém pode merecer por si só a primeira Graça atual [II Concílio de Orange, cânones 3 e 5 (Denz., n. 176, 178). Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 6 (Denz., n. 798), capítulo 5 (Denz., n. 797)].

5. Ninguém merece a primeira Graça habitual “de condigno” [Concílio de Trento, Sess. VI, capítulo 16, capítulo 8, cânone 32 (Denz., n. 809, 801, 842)].

6. O homem não pode merecer reparação após uma queda futura [Ibid., capítulo 8 (Denz., n. 801)].

7. O homem pode merecer um aumento de Graça e Caridade [Ibid., cânones 24 e 32 (Denz.,.n. 834, 842)].

8. O homem pode merecer a vida eterna [Ibid., capítulo 16 e cânone 32 (Denz., n. 809, 842) ].

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