[Leitor autorizou a publicação de seu nome no site] Nome do leitor: Anderson Cardoso
Cidade/UF: São Paulo
Religião: Católica

Mensagem
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Um dos argumentos  que se usa para falar que o embrião não é um ser humano é que não possui cérebro ou impulsos nervosos. Já que uma pessoa é dada como morta quando ocorre morte cerebral, nada mais justo dizer que esteja viva quando tiver um cérebro. Apesar de saber que o código genético do individuo toma posse de todas as tarefas de diferenciação celular no estágio de zigoto até a formação do cérebro, achei o argumento do cérebro logicamente sustentável. Poderiam ajudar-me a rebatê-lo?

Um forte abraço

Olá caríssimo sr. Anderson Cardoso. Agradecemos o contato e a confiança em nosso humilde trabalho em prol da verdade e do bem.

Vossa pergunta é muito pertinente e vem a calhar para o momento dramático em que vivemos neste país, especialmente no que se refere a eminente liberação da destruição de embriões para pesquisas de células-tronco pelo nosso STF. Que bom seria se eles também fossem leitores do Veritatis Splendor!

Apesar deste argumento ser muito usado pelas frentes pró-pesquisas com embriões, e de parecer por um instante muito lógico e razoável, ele não se sustenta sequer à primeiríssima análise por se tratar inicialmente de uma comparação inadequada. Querer traçar um critério de início de vida baseado num critério de definição de morte é irrazoável porque enquanto no embrião encontramos todas as circunstâncias programadas para desenvolver a vida (já gerada desde o momento da fusão do óvulo com o espermatozóide), no dano encefálico que caracteriza a morte cerebral vemos todas as circunstâncias próprias para gerar a morte daquela vida de forma irrecuperável.

Enquanto o indivíduo com morte encefálica está na sua última fase de vida, e é potencialmente um cadáver, um embrião está na sua primeira fase de vida e tem dentro de sí todas as demais fases que inclusive irão desenvolver seu cérebro no tempo oportuno, é já em ato uma pessoa humana (e não uma gaivota ou uma planta) e um adulto em potencial, completo, vivo como qualquer outro.

Enquanto no indivíduo com morte encefálica a causa de sua morte é a falência do cérebro, no embrião a causa de sua vida não é a presença do cérebro, mas a prévia fusão dos gametas; é por já se encontrar anteriormente uma vida humana que os processos de autodesenvolvimento do embrião poderão com o tempo formar um sistema nervoso vivo e individualizado. Nenhum cérebro pode ser formado num corpo sem vida, muito menos em coisa morta. Você já viu por aí cérebros brotando de pedras?

É justamente porque alguém já possui vida humana que será possível num futuro a formação de um cérebro. Quer dizer, a menos que a intervenção humana não permita, destruindo o embrião anteriormente num laboratório.

Veja caro leitor, ou se aceita o fato comprovado por todos os tratados científicos de embriologia do mundo, de que a vida humana se inicia na fusão dos gametas, ou o desrespeito intelectual e a criatividade opinativa é que começam a se impor, aonde uns afirmam que a vida humana começa na nidação, ou na formação do sistema nervoso, ou na formação completa do cérebro (depois do nascimento), ou na formação da consciência (na primeira infância, como é aceito na Holanda para a prática da eutanásia em crianças), ou ainda na aceitação da sociedade e por aí vai…ladeira abaixo.

Não há possibilidade de se brigar com a realidade, e a realidade é esta: desde o século XIX com o advento da tecnologia das lentes microscópicas se está comprovado que a vida humana se inicia na fecundação. Qualquer outro argumento que não se comprove com fatos, mas com conjecturas, silogismos, analogias, é falso, falacioso, hipócrita e inaceitável.

Caso deseje as citações dos mais importantes cientistas e tratados médicos do mundo acerca da iniciação da vida humana no momento da fecundação, recomendo o link abaixo:

– A vida humana se inicia na fertilização do óvulo com o espermatozóide: http://culturadavida.blogspot.com/2008/03/vida-humana-se-inicia-na-fertilizao-do.html

Ainda recomendo a leitura de outros ótimos artigos que elucidam essa questão com muito mais profundidade e que sem dúvida serão de grande valia para a vossa refutação a mais esta rasteira tentativa de se impor a cultura da morte:

Esclarecimento neurológico a respeito da analogia entre morte encefálica e o estágio embrionário (anterior ao surgimento das células nervosas) como justificativa para a prática do aborto: http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/anencefalia.asp?idAnencefalia=174
– Compete a filosofia, e não a ciência, definir o que é pessoa humana: http://culturadavida.blogspot.com/2008/03/compete-filosofia-e-no-cincia-definio.html
Reflexões sobre a vida do embrião: https://www.veritatis.com.br/article/4902

Um abraço cordial, esperamos ter sido úteis:

 

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