Tertuliano de Cartago, fazendo apologia da Fé Cristã diante do imperador romano, sustenta com bastante segurança, que o registro desse eclipse encontra-se ainda preservado nos Arquivos do Império (cf. Apologético 8,9ss). Por outro lado, o pagão Flegron compôs uma obra dividida em 16 volumes, em que registrou os principais eventos ocorridos desde o início das Olimpíadas até a sua época (137 d.C.); no livro 13, afirma que no 4º ano da Olimpíada 202 – ano da morte de Jesus – ocorreu um grande eclipse do sol, a ponto de ser possível observar as estrelas no céu em pleno meio-dia, eclipse este seguido por um forte terremoto. Outro escritor pagão, Talo, teria também registrado esse fato, conforme aponta o escritor cristão Júlio Africano (cf. Eusébio de Cesareia, “Crônica”).

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