Seria completamente ilícito se a autoridade opressora tivesse sido, entretanto, legitimamente constituída. Com efeito, Jesus não quis que Pedro O defendesse pela espada (cf. Mateus 26,52) e os primeiros cristãos jamais se rebelaram contra os legítimos imperadores pagãos que os perseguiam furiosamente (na verdade, as únicas armas que usaram “contra eles” foram a oração e a paciência (de modo que podemos afirmar que se se distinguiram de outros homens foi tão somente por sua fidelidade e amor aos imperadores; cf. Tertuliano, Apologético 38; 48). Os judeus antes de Cristo seguiam exatamente os mesmos princípios e, assim, sofreram em paz durante o Cativeiro da Babilônia, obedecendo os legítimos soberanos e rezando por estes (cf. Jeremias 29,7; Baruc 1,11-12).

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