Por Jaime Francisco de Moura

Conta a história, que certa vez Napoleão Bonaparte respondeu a um dos seus soldados, que lhe sugerira criar uma religião: “Meu filho, para alguém fundar uma religião é preciso duas coisas: Primeiro, morrer numa cruz; segundo, ressuscitar. A primeira eu não quero; a segunda eu não posso”.

Como pode, hoje em dia, um simples mortal fundar uma religião e uma igreja? Daí surge as perguntas: Com que autoridade? Com que direito? Só mesmo a soberba humana pode explicar tal coisa. Só mesmo o orgulho de um suposto “iluminado” pode levá-lo a esta ousadia. Mas para se entender esta insensatez, sempre encontramos a triste realidade de um homem, na maioria das vezes, revoltado, problemático, cheio de exibicionismo, proselitismo, às vezes charlatanismo… Ou um suposto “profeta iluminado” que interpreta a Bíblia ao seu bel prazer.

Só Jesus Cristo tem o poder e a autoridade de fundar a Religião e a Igreja. E Ele estabeleceu neste mundo a sua Igreja; não deu autorização para ninguém fundar outra. O que Ele fez foi dar autoridade a um homem para guiar e administrar esta Igreja que Ele fundou, juntamente com os sucessores que viriam posteriormente (confira em Mateus 16,18-19).

Como é doloroso ver milhões e milhões sendo enganados por estes falsos pastores e igrejas que aparecem em cada esquina. Não podemos esquecer que desde o Antigo Testamento Deus alertava vivamente o povo para fugir dos falsos profetas. (conferir em Jeremias 23,13-28). No Novo Testamento Jesus Cristo chama a atenção para o fato destes falsos profetas se apresentarem “disfarçados” de ovelhas (confira em Mateus 7,15). Essa é a grande arma dos enganadores. São Pedro também falou aos primeiros Cristãos do perigo das seitas e dos falsos profetas (confira em 2Pedro 2,1-3).

Santo Agostinho nos ensina que os pregadores de heresias são dotados de inteligência privilegiada. É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores as suas aberrações. A história das heresias confirma o quanto Santo Agostinho tem razão.

Não devemos, portanto, ficar surpresos de que as supostas maravilhas realizadas por estes falsos pastores acontecem também onde impera a mentira e a impiedade. São Paulo, ao falar dessas mesmas realidades aos Tessalonicenses, os prevenia (confira em 2Tessalonicenses 2,9-11).

A Bíblia nos mostra o cuidado em preservar a sã doutrina (confira em 1Timóteo 1,10). Ela fala do perigo das doutrinas estranhas (confira em 1 Timóteo 1,3) e fala dos falsos doutores (1Timóteo 4,1-2). Alerta também a Timóteo sobre essa ousadia dos falsos profetas em 2Timóteo 4,2-4 (confira também em 1João 4,1-3).

Tudo isso é o que ainda vemos hoje: falsos profetas, doutrinas diabólicas, multidões de supostos mestres, milhares de fábulas, teologia da prosperidade, igrejas em células, G12, falsos apóstolos, batalha espiritual, movimento de “onda gospel”, idolatria pelo show na mídia e pelo culto à personalidade. Enfim, povo enganado.

Estes falsos líderes exploram os ignorantes pelas suas dores, sofrimentos e pelas mazelas sociais. O sistema é uma grande armadilha que ajuda todo esquema para a arte do engano. É muita gente desesperada, solitária, depressiva, desempregada e não amada. Vem então, o supermercado das religiões oferecendo um “deus self-serfice”, onde cada um escolhe este deus à sua maneira. A crise financeira e o conflito pessoal levam qualquer pessoa sem fundamento da santíssima Fé cristã a navegar em qualquer barco furado.

Cristo fundou uma Igreja sobre Pedro e não sobre Lutero, Calvino, Wesley, João, Antônio, Raimundo etc… Ele disse: “A minha Igreja”; e não: “As minhas igrejas”. Disse ainda: Eu sou “O caminho e a verdade” e não: “Os caminhos e as verdades”.

 

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