• Autor: Martin J. Scott, sj
  • Fonte: Livro “Things Catholics Are Asked About” (1927) / Site “Una Fides, One Faith” (http://net2.netacc.net/~mafg)
  • Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fora da Igreja Católica existe, na maioria das vezes, uma ideia mais ou menos confusa sobre o que é a fé. Mesmo entre os católicos, que de um modo geral têm um entendimento correto da fé, existem alguns que, se questionados por um não-católico a explicar o que é a fé, não conseguiriam fazê-lo satisfatoriamente. Pode-se afirmar que a falta da correta compreensão sobre a fé é a responsável por muitas das noções errôneas que prevalecem na religião. Algumas pessoas imaginam que a religião revelada é um assunto para a sua pessoal aprovação ou desaprovação; portanto, elas mesmas dão o veredicto sobre o que aceitam ou rejeitam. Elas não percebem que a religião revelada, como religião de Cristo, é uma comunicação de Deus para o homem. O homem tem o direito de saber se a comunicação é de Deus, mas uma vez que ele sabe que é de Deus, o seu dever é aceitá-la e não julgá-la com vistas à sua aceitação ou rejeição. O próprio significado da palavra “revelação” quer dizer “mostrar ou manifestar algo”. “Revelação divina” significa “mostrar algo de Deus, direta ou indiretamente”. O fato de Deus dar a conhecer alguma coisa é prova de que o que Ele dá a conhecer é verdadeiro, uma vez que Deus não pode enganar nem ser enganado.

Portanto, “fé” significa “crer naquilo que Deus nos declara”, não porque a entendemos, nem porque a aprovamos, mas simplesmente porque o Deus que fala é a própria Verdade que não pode enganar nem declarar o que é errado. Pelo fato de admitirmos uma revelação, admitimos que Deus declarou algo para nós.

Como dito anteriormente, “revelação” significa “mostrar algo”. Significa “tirar o véu, para ver o que está debaixo dele”. “Revelação divina” significa “tirar o véu divino para que nos mostre algo sobre Deus” e que de outra forma não saberíamos.

Podemos conhecer Deus em certo grau a partir da Sua obra no universo, pelo processo de raciocínio. Mas este é um conhecimento muito limitado:

– “Dificilmente adivinhamos corretamente as coisas que estão na terra; e com muito trabalho encontramos as coisas que estão diante de nós. Mas as coisas que estão no céu, o que procurarão? E quem conhecerá o teu pensamento, senão a quem deres sabedoria e envies do alto teu Espírito Santo?” (Sabedoria 9,16-17).

Pela revelação, Deus nos deu conhecimento das coisas além da nossa capacidade de aprendermos por nós mesmos, iluminando-nos sobre as coisas divinas. Por isso, São Paulo, referindo-se à sua missão, diz:

– “Minha fala e minha pregação não estavam nas palavras persuasivas da sabedoria humana, mas na demonstração do Espírito e do poder”.

E, novamente, ele diz:

– “Dou-vos a entender que o Evangelho que foi pregado por mim não é segundo o homem, pois nem o recebi de homem e nem o aprendi, senão pela revelação de Jesus Cristo”.

Nosso Divino Senhor claramente declara o fato da revelação:

– “Ninguém jamais viu a Deus. O único Filho gerado, que está no seio do Pai, Ele o declarou”.

Fé, portanto, significa crer no que a revelação divina nos declara. Na fé, a nossa crença não se baseia na nossa compreensão ou entendimento do que é revelado, mas na veracidade de Deus, que o revela.

Pode-se dizer que isso é claro e bastante evidente, mas como devemos saber que Deus revelou algo ou que aquilo é precisamente o que Ele revelou? Este é o ponto principal de toda a questão. Qualquer um pode dizer que recebeu uma revelação do alto, mas como devemos saber se ele realmente recebeu essa revelação? Se um monarca envia um embaixador com um comunicado para os seus súditos ou para um outro governante, o embaixador apresenta as credenciais, atestando que ele é o representante credenciado do monarca. O mesmo ocorre com a revelação: Jesus Cristo declarou que Ele era o Filho Unigênito de Deus e, além disso, que a Sua missão era revelar à humanidade verdades divinas, para dirigi-la para a vida eterna. Ele proclamou que era Deus e que a Sua missão era divina. Percebendo que as credenciais divinas eram necessárias para confirmar as Suas reivindicações, Ele passou a dar-lhes, apresentando ações divinas conhecidas como “milagres”, que eram o selo de Deus na Sua missão. O milagre é a linguagem de sinais de Deus, aprovando uma pessoa ou coisa. Deus não podia permitir que um feito divino fosse realizado para defender pessoas ou missões falsas. Uma ação divina não pode ser feita sem o auxílio de Deus, pois Ele não pode auxiliar a falsidade.

Deus é verdade. Por isso, quando os judeus ficaram surpresos com a afirmação de Cristo, que disse: “Se não credes em Mim, pelo menos crede nas obras que faço: elas dão testemunho de Mim”, Ele então passou a fazer o que somente Deus podia fazer. Pelo seu próprio poder, deu vista aos cegos, fez os coxos andarem, curou o leproso, ressuscitou os mortos, predisse o futuro e comandou a natureza. Ele estabeleceu assim o Seu direito de falar como Deus e de ser crido como Deus. Tendo apresentado Suas credenciais divinas dessa maneira, Ele nos revelou certas coisas sobre Deus e o nosso destino futuro que nunca seríamos capazes de adquirir pelo esforço humano. Ele retirou o véu da divindade, até certo ponto, dando-nos uma visão de Deus, dos Seus atributos e do relacionamento entre Ele mesmo e nós.

Ele nos disse que Deus não era apenas o Criador, que criou todas as coisas do nada, mas que Ele também é nosso Pai. Além disso, Ele nos informou que Deus nos amou a ponto de dar o Seu Filho Unigênito para a nossa salvação. Ele declarou ainda que se vivermos como Ele manda, poderemos nos tornar filhos de Deus, participantes da natureza divina, membros da família divina:

– “Para todos que O recebem, Ele dá o poder de se tornarem filhos de Deus”.

Mas Ele também afirma que Deus deve julgar toda a humanidade e que aqueles que não viverem como Ele manda serão banidos para sempre da Sua presença. Essas e muitas outras coisas nos é ensinado pela revelação.

Além disso, Cristo, tendo estabelecido a Sua reivindicação divina, fundou uma Igreja para perpetuar a Sua missão e dotou esta Igreja com garantias divinas. Pelo mesmo poder divino, pelo qual Ele manifestou Deus à humanidade, Ele garantiu que a Sua Igreja deveria ensinar somente a verdade. De fato, ele fez isso de tal modo que proclamou que a Sua Igreja ensinava com a mesma autoridade que a Sua, ao dizer: “Quem vos ouve, ouve a Mim”.

Portanto, o significado da fé é que o que a revelação ensina e o que a Igreja ensina devem ser cridos por nós com muita firmeza, como se Deus nos tivesse dirigido pessoalmente. A fé não é uma “alta probabilidade”, nem uma “alta persuasão”, mas uma firme convicção. E essa convicção não se baseia no fato de a crença ser compreendida por nós, nem em evidências no Nome [de Jesus], nem em Seu apelo razoável para conosco, mas apenas na veracidade de Quem revela – a saber, Deus -, que não pode enganar nem ser enganado.

A Encarnação, por exemplo, não é compreendida por nenhuma inteligência mortal. A Encarnação significa que Deus se fez homem. Como isso foi realizado, não sabemos; mas a revelação afirma que Deus-Filho, a 2a. Pessoa da Santíssima Trindade, se fez homem. Nós cremos nisso e, se necessário, morreríamos por nossa crença, não porque compreendemos esse mistério, mas porque Deus assim nos revelou.

O mesmo se dá com a Eucaristia. Ninguém entende como, pelas palavras da consagração, o pão e o vinho se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo. Não há evidências dessa mudança e, além disso, ela está totalmente além da nossa compreensão, mas cremos na Palavra de Deus. Isso é fé, crendo não no testemunho dos sentidos, não na evidência, não no entendimento, mas na veracidade de Deus. É a maior honra que podemos prestar a Deus, pois por nossa crença sacrificamos a nossa mais alta faculdade, o nosso julgamento, no altar de Sua veracidade.

De tamanha importância é esse culto à fé, que as Escrituras declaram que “sem a fé é impossível agradar a Deus”. O próprio Deus Todo-Poderoso atribui um valor tão alto [à fé], a ponto de dizer: “Desposarei contigo na fé”. A partir disso, resta evidente que a característica essencial da religião é a fé. Não podemos prestar maior honra ao próximo do que acreditar nele, mesmo quando ele nos diz que não podemos entender nem provar. Se você tem provas para acreditar numa declaração, está obrigado a consentir, pois as provas obrigam ao consentimento. Deus quer que confiemos Nele e cremos Nele simplesmente porque Ele é Deus. Se Ele revelasse apenas o que coincidisse com a nossa compreensão ou aprovação, haveria pouco ou nenhum crédito na nossa crença. Mas quando, como nos mistérios da fé, cremos sem provas e sem compreender, crendo apenas na Palavra de Deus, estamos verdadeiramente prestando a Ele um honra que é mais digna Dele e mais aceitável a Ele.

Uma ilustração de fé humana pode nos ajudar a entender melhor a natureza da fé divina. Tomemos o fato histórico da descoberta da América por Cristóvão Colombo. Colombo acreditava que havia uma terra localizada a oeste da Europa. Ninguém jamais havia visto aquela terra. Tanto quanto a observação humana podia determinar, o Oceano Atlântico era a fronteira ocidental do mundo. Mas os estudos astronômicos de Colombo, juntamente com a sua cuidadosa observação dos fenômenos naturais, o levaram a acreditar que havia terras a oeste do Atlântico. Por fim, tornou-se firmemente convencido da existência de terras além do oceano pela natureza de algumas madeiras flutuantes que eram levadas para a praia, que eram totalmente diferentes de quaisquer outras conhecidas pelos europeus. Colombo concluiu que só poderiam vir de terras existentes à oeste da Europa. Ele tinha tanta fé na sua conclusão que dedicou a sua vida aos esforços para a descoberta dessa terra. Em que se baseou a convicção de Colombo? Ninguém lhe falara da existência da América, pois ninguém sabia disso. Sua convicção era baseada no raciocínio: madeira estranha e desconhecida indicavam uma terra estranha e desconhecida; isso, juntamente com a sua crença anterior de que a Terra era redonda, o levou a concluir a existência de uma terra além-mar. Essa foi a base da sua crença. Mas… e aqueles que embarcaram com ele na sua viagem de descoberta: no que repousavam suas crenças? Eles eram incapazes de apreciar o argumento astronômico e não tinham visto as estranhas madeiras flutuantes, que tanto impressionaram Colombo; sua crença numa terra longínqua no Atlântico dependia da confiança em Colombo. Eles tinham fé nele; eles sabiam que ele era um homem instruído, um navegador hábil e, especialmente, um homem de caráter cuidadoso e conservador. Por isso, confiaram suas vidas nesse empreendimento; e assim partiram com ele e obtiveram os resultados que sabemos. Tendo descoberto a América, Colombo e sua equipe tiveram conhecimento pessoal de um novo mundo. Seu conhecimento passou a se basear em evidências reais. Ao voltarem para a Europa, publicaram a descoberta para os europeus atônitos. A corte da Espanha e o povo acreditaram na existência da nova terra. Mas em que repousava a crença destes últimos? Não na evidência, pois eles não tinham visto a nova terra. Em quê, então? Na palavra de Colombo e da tripulação, corroborada pelas evidências trazidas da terra recém-descoberta.

Nosso conhecimento das coisas, portanto, pode ser adquirido pela experiência pessoal ou pelo testemunho de outras pessoas. A maior parte do nosso conhecimento depende do testemunho de outras pessoas. Todo o nosso conhecimento da História depende do testemunho humano. Até o conhecimento de um evento tão recente como a Guerra de Independência americana de 1776, repousa na fé do testemunho humano. Nenhum homem que hoje vive testemunhou essa guerra. Temos fé naqueles que a registraram e nessa fé repousa o nosso conhecimento. A maior parte do nosso conhecimento depende da fé em outras pessoas. Até uma certa idade, tomamos quase tudo da palavra dos nossos pais. Depois, tomamos como certo o que os nossos professores e livros didáticos nos transmitem. Mais tarde, depositamos fé nos nossos empregadores, médicos, advogados e sócios. A vida seria impossível e o conhecimento seria quase nulo a menos que depositemos fé no testemunho humano e na natureza humana.

É claro que nossa fé nas pessoas pode ocasionalmente receber um choque terrível. Mas isso é prova de que tal experiência foi inesperada, fora do comum e contrária à regra. Por isso, diz-se que “as exceções provam a regra”. Se, portanto, a humanidade depende tanto da fé para obter conhecimento e bem-estar, não devemos nos surpreender que a fé seja um elemento importante no nosso relacionamento com Deus. E se depositamos fé no testemunho humano, estamos mais prontos para depositarmos fé no testemunho divino: Deus é o Criador do homem; Ele tem direito à nossa confiança (e muito mais do que o homem falível!); por isso, o Apóstolo diz:

– “Se recebermos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior” (1João 5,9).

E novamente ele declara:

– “Quem crê no Filho de Deus tem em si mesmo o testemunho de Deus”.

Deus é espírito. Nenhum homem mortal jamais viu a Deus, como Deus. Nós O vimos em alguns dos Seus efeitos: Seu poder demonstrado nos elementos da natureza, Sua bondade e beleza manifestadas na Criação, Seu conhecimento e grandeza como exibidos no firmamento. Finalmente, vimos Seu amor e Sua misericórdia pela revelação de Si mesmo na pessoa de Jesus Cristo, o Deus-Homem. Cristo é chamado nas Escrituras de “Palavra”:

– “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus… E a Palavra se fez carne e habitou entre nós”.

Para o homem, uma palavra é a manifestação da mente invisível. Então Cristo, a Palavra, é a manifestação visível do Deus invisível:

– “Ninguém jamais viu a Deus: o Filho Unigênito, que está no seio do Pai, Ele o declarou” (João 1,18).

A misericórdia, a ternura e o amor de Jesus pela humanidade são as manifestações da misericórdia, da ternura e do amor de Deus. Cristo realizou Suas obras divinas a fim de mostrar que Ele era realmente Deus. Já que Ele falou com a autoridade de Deus, reivindicou a lealdade devida a Deus e ordenou que fosse adorado como Deus, necessariamente teve que apresentar as credenciais de Deus. E isso Ele o fez, não apenas por Sua personalidade, mas também e especialmente pelos Seus milagres, o selo divino na Sua missão. Portanto, João, ao concluir o seu Evangelho, diz:

– “Muitos outros sinais fez também Jesus aos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes são escritos para que possais crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, possais ter vida em Seu Nome”.

Portanto, a fé em Cristo significa a crença absoluta no que Ele ensinou, porque Ele a ensinou:

– “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3,16).

Fé – deixe-me repetir – não é prova, não é a conclusão de um processo de raciocínio, não é uma inferência lógica, mas é simplesmente a crença absoluta na revelação divina, simplesmente porque é divina. Nós, podemos empregar todas as nossas faculdades para ter certeza de que houve uma revelação divina, mas uma vez que admitimos que a revelação é um fato o nosso dever é crer, não debater. E diga-se enfaticamente que, se não houve revelação divina, o Cristianismo é a maior fraude já cometida na humanidade. Contudo, se houve uma revelação divina, ela deve ser aceita em sua totalidade e com a mais firme crença. Não há espaço para perguntas ou dúvidas depois do que Deus falou. É por isso que a fé católica é tão forte e tão absoluta. Não pode haver vacilação ou hesitação, nem “se”, “e”, “ou” e “mas” quando a revelação declara algo. Portanto, fé significa “o firme consentimento da vontade com o que a revelação ensina”. A fé não é seletiva, não permite aceitar uma parte e rejeitar a outra parte do que é revelado. Se qualquer parte da revelação é falsa, tudo é falso, pois nada que contenha o mínimo erro pode provir de Deus. Ao contrário, se nem tudo é verdade, deve-se dizer que não é revelação.

Portanto, admitir a revelação é reconhecer que Deus falou e, consequentemente, será nosso dever aceitar humildemente a Sua manifestação, com gratidão absoluta. Dizer que não aceitamos o que não pudermos entender é impor a Deus e limitá-Lo nas Suas relações com as Suas próprias criaturas. Se um sujeito fizesse isso com o seu governante, soaria impertinência e seria grosseiramente ofensivo. Se um soldado fizesse isso com o seu comandante, soaria insubordinação e ele seria severamente punido. Deus é o governante da Criação e o legislador da humanidade. Ele nos deu a nossa razão, da qual nos orgulhamos tanto, e podemos ter a certeza de que, ao nos dá-la, Ele não desejou que a usássemos de maneira irracional. Toda a questão da revelação se resolve com isto: houve ou não uma revelação do alto? Se não houve tal revelação, quanto mais cedo rejeitarmos o Cristianismo, melhor. Se houve tal revelação, é tão verdadeira quanto Deus e nosso dever é aceitá-la íntegralmente e viver de acordo com ela. Crer em certas partes da revelação divina e rejeitar outras é insultar a Deus. Julgar a comunicação de Deus e aceitar só o que está de acordo com os nossos pontos de vista não é crer em Deus, mas colocá-Lo em julgamento por Sua prudência e veracidade; ele seria “melhor juiz” do que Aquele que revela e ainda da conveniência do que foi revelado!

A fé é uma virtude. Como toda virtude, ela deve ser testada. Se Deus nos revelasse apenas o que aprovamos, não praticaríamos a fé mas a censura. E é isso que muitas pessoas estão fazendo agora em nome da religião: ao invés de crer em Deus, censuram a Deus. Eles estão dispostos a crer que Deus é amor, mas não que Ele é justo e pune os iníquos; eles estão dispostos a crer no Céu, mas não no Inferno. Em outras palavras: eles creem em si mesmos, não em Deus. Fé não é isso! Fé é a crença firme no que Deus declara, porque é Ele quem declara.

Sendo uma virtude sobrenatural, a sua recepção e prática exige a graça de Deus. Mas a graça de Deus está ao alcance de todos aqueles que têm boa vontade e fazem sua parte para corresponder à graça.

A revelação tem boas credenciais, como qualquer fato histórico. Os Evangelhos estão entre os documentos mais autênticos da humanidade. Os maiores estudiosos de todos os credos concordam que os Evangelhos são História genuína. O Cristo dos Evangelhos é um personagem histórico. Seus milagres são suas credenciais. Se rejeitarmos a revelação, devemos rejeitar a Cristo e considerá-Lo um impostor. Aqueles que fazem isso devem estar preparados para fazê-lo quando enfrentarem Deus no Julgamento. Mas se a revelação for aceita, cada parte dela deve ser crida; e tão firmemente crida que, se necessário, morreremos pela nossa crença. Essa é a fé dos Santos, a fé dos Mártires, a fé das centenas de milhões de pessoas que, em todas as gerações, viveram de acordo com a revelação e estavam preparadas para morrer por ela.

Cristo é a luz do mundo: Sua revelação é o farol da vida eterna. Bem-aventurados os que são guiados por essa luz, pois ela os conduz à própria casa de Deus e à filiação na família de Deus.

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