INTRODUÇÃO

Há algum tempo, um pregador da “Igreja de Cristo”[1] realizou um debate contra um irmão católico e tentou demonstrar que a igreja da qual ele é membro é a Igreja que o Senhor prometeu edificar em Mateus 16,18; para isso, ele propôs 3 vias que basicamente são características de quem interpreta a Bíblia de maneira arbitrária, como o fazem a maioria dos grupos sectários que tentam demonstrar que eles foram fundados pelo Senhor Jesus, já que não podem descender século após século até os tempos apostólicos. Neste artigo, o autor fará uma refutação pontual da argumentação apresentada pelo pregador da “Igreja de Cristo” em sua primeira exposição.

1. O MESMO “MODUS OPERANDI” DA MAIORIA DAS SEITAS

Vemos que esta maneira de proceder é usada pela maioria das seitas, como as testemunhas de Jeová, os adventistas, os pentecostais e as próprias “Igrejas de Cristo”.

Todos estes grupos têm em comum que uma das características da verdadeira Igreja é basear os seus ensinamentos na Palavra de Deus [somente a Bíblia]; contudo, apesar de aplicarem a mesma regra, isto é, a Sola Scriptura, constatamos que possuem uma variedade de doutrinas contraditórias entre si. Santo Agostinho escreveu sobre a maneira de proceder dos hereges, que é aplicável ainda hoje a esses grupos:

  • “Todos os hereges trabalham com a autoridade da Sagrada Escritura para defender suas falsas e equivocadas opiniões”.

Assim, com base na Escritura, citam características que de uma maneira astuta apontam para o seu grupo, para afirmar – falsamente – que o seu grupo é a verdadeira Igreja de Cristo; por exemplo:

Os adventistas, além de citar a primeira característica acima mencionada, afirmam que outras características para identificar a verdadeira Igreja são:

  • Ensinar e pregar a validade da Lei do Senhor;
  • Possuir o dom da profecia;
  • Ensinar a vigência do Sábado como verdadeiro dia de repouso e adoração a Deus;[2]

entre outrais mais, embora estas me pareçam ser as mais relevantes para este grupo.

Já as testemunhas de Jeová citam que a verdadeira Igreja se caracterizar por:

  • Honrar o nome de Deus: Jeová;
  • Adorar apenas a Jeová;
  • Pregar o Reino de Deus.[3]

Para os pentecostais, entretanto, a verdadeira Igreja é aquela que:

  • Fala em línguas;
  • Expulsa os demônios;
  • Cura os doentes.[4]

Assim também as “Igrejas de Cristo”; para elas, as características da verdadeira Igreja são:

  • A [verdadeira] Igreja de Cristo não possui nome;
  • Não emprega instrumentos [musicais] no culto a Deus;
  • Dá a conhecer o Evangelho bíblico.

Ora, qualquer um que proceda desta maneira, isto é, com base na autoridade bíblica, pode pinçar certas características bíblicas, fundar uma seita e afirmar que ela é a [verdadeira] Igreja de Cristo.

Por outro lado, é claro que se nós escolhermos outras características de maneira arbitrária como fazem estes grupos e as aplicamos a esses mesmos grupos, podemos colocá-los em cheque; por exemplo, quanto as “Igrejas de Cristo”:

a) A [verdadeira] Igreja de Cristo lia a Escritura contida em rolos; mas as Escrituras usadas nas “Igrejas de Cristo” não estão em rolos; logo as “Igrejas de Cristo” não são a Igreja de Cristo.

b) A [verdadeira] Igreja de Cristo nunca usou uma “Escritura” com algum nome adicional; mas as “Igrejas de Cristo” empregam uma Escritura com nomes adicionais como “Reina-Valera”, “Hispanoamericana” etc.; logo as “Igrejas de Cristo” não são a Igreja de Cristo.

c) A [verdadeira] Igreja de Cristo batizava em tanque, rios etc.; mas as “Igrejas de Cristo” batizam em tinas e tambores; logo as “Igrejas de Cristo” não são a Igreja de Cristo.

Eu sei que para muitos este tipo de comparações parece absurdo, mas são assim absurdas as duas primeiras características que o nosso amigo pregador e as “Igrejas de Cristo” apontam.

Mas, como vimos, se aplicamos a mesma regra usada por este grupo denominado “Igrejas de Cristo”, ficam em sérios problemas por não parecerem mais com a Igreja do Novo Testamento.

2. O SILÊNCIO DAS ESCRITURAS NÃO É PROIBITIVO

Dada a natureza das duas primeiras vias expostas pelo pregador das “Igrejas de Cristo” partiremos para o ponto medular, isto é, refutando o silêncio bíblico proibitivo.

É um erro bastante comum das “Igrejas de Cristo” afirmar que quando Deus dá um mandamento explícito, guardando silêncio quanto a outras opções, então estará proibindo tais opções não mencionada. Ora, isto não é silêncio bíblico, mas exclusão por inferência; o verdadeiro silêncio bíblico é quando Deus não ordenada nada sobre um determinado assunto na Sagrada Escritura.

Para justificar seu conceito equivocado sobre o silêncio bíblico, as “Igrejas de Cristo” apelam para as passagens de Levítico 10,1 (o caso de Nadab e Abihu); Gênesis 6,14 (a madeira que Deus ordena a Noé epregar na construção da arca); Hebreus 7,14 (que o Senhor procede da tribo de Judá e Moisés não disse nada sobre essa tribo ao tratar do sacerdócio)[5]. Contudo, estamos diante de ordens explícitas da parte de Deus, onde outras opções são excluídas por inferências, pois:

a) Quanto a Nadab e Abihu, lemos em Êxodo 30,9: “Não oferecereis sobre ele incenso profano, nem holocausto ou oblação, nem derramareis sobre ele libação nenhuma”.

b) Sobre o uso da madeira para a arca construída por Noé, nessa mesma passagem está explícita a ordem: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume”.

c) No tocante à passagem de Hebreus 7,14, o mandamento explícito encontra-se em Números 3,5-10, que especifica qual tribo deveria se dedicar às funções sacerdotais.

Portanto, é erro crasso afirmar que Deus guarda silêncio quando dá uma ordem.

O silêncio das Escrituras não é proibitivo já que não é possível transgredir um mandamento que não existe. É como afirma a Escritura em Romanos 5,13: “Não havendo lei, não se imputa pecado”.

3. AO APELAR PARA O SILÊNCIO PROIBITIVO AS “IGREJAS DE CRISTO” E SEUS PREGADORES REALIZAM UMA FALÁCIA DE PETIÇÃO DE PRINCÍPIO

Visto que o pregador e as “Igrejas de Cristo” apelam para o silêncio proibitivo, realizam uma falácia de petição de princípio porque, já que eles devem demonstrar aquilo para o qual estão apelando, na prática não o fazem, pois fazem coisas sobre as quais a Bíblia guarda silêncio, atentando assim contra o princípio que eles afirmam defender. Por exemplo:

1º) A Escritura guarda silêncio sobre dar nome às doutrinas; mas as “Igrejas de Cristo” chamam de “Trindade” à doutrina das três pessoas em um só Deus. Qual é a autoridade bíblica para isto?

2º) A Escritura guarda silêncio quanto a empregar a Sagrada Escritura com nomes adicionais; mas as “Igrejas de Cristo” empregam as denominadas “Bíblia Reina-Valera” e “Bíblia Hispanoamericana”. Onde a Bíblia autoriza isto?

3º) A Escritura guarda silêncio sobre guardar o domingo. Onde a Bíblia autoriza guardar o domingo?

4º) A Escritura guarda silêncio acerca de citar autores não-inspirados; mas o pregador a quem refutamos cita autores não-inspirados. Onde, na Bíblia, há autorização para isso/

Por outro lado, o pregador das “Igrejas de Cristo” não pode apelar para o exemplo do Senhor Jesus e de seus Apóstolos já que:

1º) A autoridade do Senhor Jesus e dos Apóstolos não é o tema em questão, mas sim a autoridade bíblica e o silêncio proibitivo das Escrituras; se o fizer, estará incorrendo na falácia de eludir a questão, isto é, estará provando coisa diversa da qual se está questionando.

2º) Se [o pregador] afirma que está seguindo o exemplo de Jesus e dos Apóstolos, veremos que na praxe não os segue porque o Senhor Jesus e seus Apóstolos não consideravam que o silêncio das Escrituras era proibitivo, como demonstrarei logo a seguir.

4. O SENHOR JESUS E OS APÓSTOLOS CONSIDERARAM O ENSINARAM QUE O SILÊNCIO BÍBLICO ERA PROIBITIVO? OBVIAMENTE QUE NÃO!

4.1) Em Êxodo 12, Deus dá instruções específicas para a celebração da Páscoa; mas a Escritura guarda silêncio sobre o uso de vinho. Ora, quando o Senhor Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos, em Lucas 22,7-20, empregou vinho. Considerava então Jesus que o silêncio era proibitivo? Não! Na verdade, seria um ótimo momento para o Senhor Jesus ensinar que o silêncio da Escritura era proibitivo, no entanto, não o fez!

4.2) A Escritura guarda silêncio sobre guardar o domingo como dia de repouso; mas os Apóstolos guardavam o domingo como dia de repouso. É evidente então que tampouco os Apóstolos consideravam que o silêncio das Escrituras era proibitivo.

4.3) A Bíblia também guarda silêncio sobre a ordenação de Bispos (cf. 1Timóteo 3,1), Presbíteros (cf. Atos 14,23) e Diáconos (cf. 1Timóteo 3,8); no entanto, os Apóstolos tampouco consideraram o silêncio das Escrituras como proibitivo, visto que se fosse assim não teriam estabelecido Bispos, Presbíteros e Diáconos.

4.4) A Bíblia guarda silêncio sobre citar filósofos durante a pregação; mas se São Paulo considerasse e ensinasse o silêncio bíblico como proibitivo, então não teria citado filósofos gregos de maneira nenhuma em seu discurso no Areópago ou em algumas das suas cartas. Por exemplo, quando ele diz: “Nele vivemos, nos movemos e somos” (Atos 17,28) , está citando Epimênides; “Somos sua linhagem” (Atos 17,28) são palavras de Arato da Cilícia; “As más conversas corrompem os bons costumes” (1Coríntios 15,33) provém do poeta ateniense Menandro; e “Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos” (Tito 1,12) também é uma citação de Epimênides de Creta.

4.5) Da mesma forma o Apóstolo São Judas: se ele acreditasse que o silêncio das Escrituras no tocante a citar livros não-inspirados era proibitivo, não teria citado o livro da Assunção de Moisés (cf. Judas 1,9) e o livro de Henoc (cf. Judas 1,14-15) em sua Carta.

Resta então demonstrado, de maneira contundente, que o Senhor Jesus e os seus Apóstolos não acreditavam e não ensinaram que o silêncio das Escrituras era proibitivo. Diante desta prova, tal princípio está sepultado!

5. AS “IGREJAS DE CRISTO” NÃO CUMPREM O ATRIBUTO DA UNIVERSALIDADE

Nosso amigo pregador, em seu debate com o irmão católico, afirma:

  • “A palavra ‘Igreja’ é empregada em dois sentidos: universal e local; em sentido universal, salva todos, em todo lugar, em todo tempo”.

Aqui o referido pregador comete um grave erro, já que as “Igejas de Cristo” não existiram “em todo tempo”, nem muito menos “em todo lugar”, tal como de fato existe a verdadeira Igreja de Cristo: a Igreja Católica.

Todas as seitas foram fundadas por homens: sabemos quem, quando e onde. Estas palavras não são minhas, mas do célebre Pe. Jorge Loring.

Basta repassar a História para saber quem, quando e onde “x” seita foi fundada. As “Igrejas de Cristo” foram fundadas pelos ex-presbiterianos Thomas e Alexander Campbell, Barton Stone e o ex-batista Walter Scott, no início do século XIX, nos Estados Unidos.[6] É importante observar que o grupo [original] dos “Discípulos”, por sua vez, se dividiu em três correntes: os “Discípulos de Cristo”; as “Igrejas Cristãs”; e as “Igrejas de Cristo”. É a este último ramo que pertence o pregador e que não usa instrumentos musicais no culto de adoração a Deus.

Ora, se o nosso amigo pregador quer demonstrar que a igreja à qual pertence cumpre o atributo da universalidade, deverá então demonstrar a existência das “Igrejas de Cristo” através dos séculos.

Porém, se ele apela para a afirmação de que a Igreja se corrompeu e posteriormente apareceram os Campbell para restaurá-la, estará então afirmando que as portas do inferno prevaleceram sobre a Igreja e que Jesus não a assistiu até o fim dos tempos, fazendo do Senhor Jesus um impotente (sendo Jesus o Deus todopoderoso!) e mentiroso (sendo o Senhor a Verdade!). Entretanto, seja Deus veraz e todo homem mentiroso (cf. Romanos 3,4)!

Uma outra hipótese para ele seria esta: afirmar que crê que a Igreja jamais se corrompeu e jamais deixou de existir. Mas neste caso, deverá apresentar prova da existência das “Igrejas de Cristo” século a século, até atingir a Era Apostólica, pois seria ilógico que ele, pertencendo à verdadeira Igreja, não tenha registro histórico desta, possuindo no entanto o registro das “heresias” surgidas através dos séculos. Contudo, esta postura mostra-se [logicamente] inviável.

Ao não apresentar tal prova, coloca-se de manifesto que as “Igrejas de Cristo” foram fundadas por um mero mortal, não pelo próprio Deus; é membro, portanto, de uma seita.

6. [CONSEQUÊNCIAS DO SILÊNCIO BÍBLICO NÃO SER PROIBITIVO]

Uma vez sepultado o princípio do silêncio bíblico proibitivo, podemos afirmar contundentemente que não é proibido pela Bíblia que a Igreja seja denominada “Católica” e empregue instrumentos musicais no culto, já que as primeiras duas vias foram refutadas.

A Igreja passou a ser chamada “Católica” para se diferenciar dos grupos heréticos que se faziam passar por cristãos, como curiosamente as seitas continuam fazendo hoje:

  • “Pára de questionar o nome ‘católico’, porque se o nosso povo o recebeu de Deus, não se deve fazer tais perguntas, pois provém da autoridade divina; e se é invenção humana, que fique bem claro quando for usurpado. Se o nome é bom, não deve ser odiado; e se é ruim, ninguém deve invejá-lo. Compreendo que os novacianos se chamem assim por causa de Novato ou Novaciano; mas eu não repreendo neles o nome, mas sim a seita. Também ninguém lançou na face de Montano ou dos frígios o seu apelido. Mas, me dirás: ‘No tempo dos Apóstolos, ninguém era chamado ‘católico”. Sem problema, que seja assim! Mas reconheça ao menos que, tendo surgido posteriormente várias heresias, que tentaram despedaçar a Rainha e Pomba de Deus com diversos nomes, era justo que o povo apostólico se apropriasse de um distintivo que manifestasse a unidade de um povo incorrupto, para que o erro de alguns não profanasse a imaculada virgem de Deus em seus membros. Não era razoável que a cabeça principal tivesse um sinal ou marca que a distinguisse? Se eu chegasse hoje a uma cidade grande, onde se encontrassem marcionitas, apolinaristas, catafrígios, novacianos e outros ainda que se chamassem ‘cristãos’, como eu poderia diferenciar os que são da minha congregação se esta não se chamasse ‘católica’? Diga-me: quem impôs tamanha variedade de nomes a estas outras congregações? Por que cada cidade e cada nação possui um nome particular para serem conhecidas? Quem me pergunta sobre o nome ‘católico’, se começa a pesquisar sobre a origem de onde eu o derivo e o emprego como próprio, poderá ignirar a causa que produziu o nome de seu grupo? A verdade que por tantos séculos permanece não é coisa de homens; e nem o nome ‘católico’ possui qualquer relação com Marcião, Apeles ou Montano, nem possui nenhum herege por autor”.[7]

Também São Cirito de Jerusalém escreveu sobre como distinguir a verdadeira Igreja dos grupos heréticos que queriam se passar como “igrejas de Cristo”:

  • “E se alguma vez viajares por diferentes cidades, não perguntes simplesmente ‘onde está a casa do Senhor’, pois também as seitas e heresias dos ímpios se esforçam por apresentar seus conventículos com o nome de “Casa do Senhor”; nem simplesmente ‘onde está a igreja’, mas onde há uma Igreja Católica, pois este é o nome próprio desta Santa Igreja, Mãe de todos nós”.[8]

7. [ONDE SE ENCONTRA O VERDADEIRO EVANGELHO]

O pregador [que ora refutamos] também afirma que a igreja dele prega o verdadeiro Evangelho. Pois bem: todas as seitas também fazem esta afirmação, no entanto, não é assim! Por exemplo: encontramos seitas pregando um evangelho distorcido; e que concepção do Evangelho podem ter as seitas senão a equivocada concepção dos seus fundadores? As testemunhas de Jeová afirmam que Jesus não é Deus, revivendo a heresia do Arianismo; uma ala dos evangélicos afirma que em Cristo há duas pessoas, incorrendo na heresia do nestorianismo; e as “Igrejas de Cristo”, pregando princípios não-bíblicos como o silêncio proibitivo, ou apelando apenas para o Novo Testamento, incorre na heresia do marcionismo. Vemos assim que esses grupos comunicam as ideias equivocadas dos seus fundadores.

A única Igreja que possui a assistência do Espírito da Verdade e a assistência do Senhor Jesus Cristo para guardar a fé integralmente é a Igreja Católica, a única e verdadeira Igreja de Cristo. O grupo de Campbell sequer existia quando o Senhor fez a promessa de que a Sua Igreja seria guiada pelo Espírito da Verdade (cf. João 16,13), muito menos quando o Espírito Santo foi derramado em Pentecostes (cf. Atos 2,1-4).

Encerro este artigo com a seguinte frase de Santo Agostinho:

  • “Quem não quer ser vencido pela Verdade, acabará sendo vencido pelo erro”.

—–
NOTAS
[1] A seita “Igrejas de Cristo” é uma das correntes do movimento fundado por Campbell e Stone; os outros dois ramos são os “Discípulos de Cristo” e as “Igrejas Cristãs”. Para saber mais, acesse o seguinte site: https://disciples.org/our-identity/history-of-the-disciples/
[2] https://downloads.adventistas.org/es/ministerio-personal/presentaciones/estudio-biblico-22-como-identificar-a-la-iglesia-verdadera-escuchando-la-voz-de-dios/
[3] https://www.jw.org/es/biblioteca/libros/buenas-noticias-de-parte-de-dios/cual-es-la-religion-verdadera/
[4] https://www.asambleasdedios.mx/html/nosotros.html
[5] “Espada Espiritual, El Silencio de las escrituras”, Vol. 38, Nº 1, Outubro/2006.
[6] “The Encyclopedia of the Stone-Campbell Movement: Christian Church (Disciples of Christ), Christian Churches/Churches of Christ, Churches of Christ”. Wm. B. Eerdmans Publishing. Dunnavant, Douglas Allen; Foster, Anthony L. (2004) (https://books.google.com.mx/books?id=-3UtqrX56rgC&pg=PR8&lpg=PR8&dq=foster+y+dunnavant+encyclopedi&source=bl&ots=HjXLrr5HAf&sig=ACfU3U37lirkIzU9KP0UL3P7wLwMy2RP8w&hl=es-419&sa=X&ved=2ahUKEwjPjKrEhtnpAhXihOAKHVRJBpIQ6AEwAHoECAYQAQ#v=onepage&q=foster%20y%20dunnavant%20encyclopedi&f)
[7] https://books.google.com.uy/books?id=Gwam8T-SevQC&pg=PA190&lpg=PA190&dq=a+simproniano&source=bl&ots=o-JN8zBNNB&sig=ACfU3U3sssB0lYGq7Y272KNYmo-NUqKg9g&hl=en&sa=X&ved=2ahUKEwj3ybHaq4PiAhXBKLkGHSGnA7AQ6AEwAHoECAUQAQ#v=snippet&q=Catolica&f=false
[8] https://mercaba.org/TESORO/CIRILO_J/Cirilo_20.htm

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