– Por que não se deve votar em candidatos e partidos pró-aborto?

Ao falar do Reino de Deus para os Santos Apóstolos, Nosso Senhor Jesus Cristo elogia a fidelidade do Servo Bom, que soube guardar as coisas pequenas e que, portanto, receberá como recompensa bens muito maiores. Foi a fidelidade no pouco que o tornou digno do elogio e da promessa do Senhor: “Servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu Senhor” (Mt 25, 21). Mas e se o servo for mal e infiel no muito, como tratará as coisas menores, aquelas pequenas e sem importância?

Quem mente no muito, mente com mais razão no pouco, não é?

Ora, quem é infiel naquilo que é mais importante, por que seria fiel no que é menos? Quem é capaz de matar um inocente indefeso, certamente criando artifícios psicológicos e jurídicos para enganar a própria consciência e os cidadãos, que dificuldade teria em aplicar as mesmas técnicas para justificar coisas de menor importância, como a corrupção ativa ou passiva, tráfico de influências, ataques à liberdade de expressão ou outras violações a direitos fundamentais? Na verdade, como uma caricatura demoníaca da página do Evangelho, aquele que é infiel no muito, com mais razão possui motivos para ser infiel no pouco. Matar é muito mais grave que roubar. Portanto, os defensores do aborto certamente não terão problema em agir contra o erário público, contra os interesses da população, contra a dignidade humana, sempre que instituições ou indivíduos dificultarem a “marcha para revolução”.

Em época de eleições, sempre se ouve candidatos ou seus defensores afirmando que a discussão sobre o aborto é falaciosa. Dizem que tão importante quanto a defesa do bebê está a defesa do pobre, do fraco, do doente, do ignorante, etc. Com isso eles avançam a tese de que alguns defensores do aborto são pessoas “boas e honestas”, que protegem o erário público, etc. Mas será assim mesmo? É possível que uma pessoa que falsifique sua consciência para justificar o aborto seja tão sensível a questões menos importantes? Existe alguma coerência em defender a morte de alguns humanos enquanto se prega a proteção a outros? O senso comum grita dizendo: “NÃO!”.

Diz o ditado que a história ensina (Historia magistra est). A análise dos eventos passados dão as dicas de como aconteceram alguns dos fatos importantes da história, apontando suas razões e causas principais para que, aos que estudam, os mesmos fatos sejam previstos e evitados. Pois é, o PT – partido comunista por definição – conseguiu três mandatos presidenciais, justamente investindo nessa argumentação: somos pró-aborto, mas pelo menos não roubamos; pelo menos o dinheiro público impedirá que outras crianças morram de sarampo, rubéola, assalto, etc. Bem, os fatos gritam aos ouvidos de quem queira ouvir: quem mata por aborto, também rouba descaradamente. O PT nacional criou um dos sistemas de ataque ao erário público e à República jamais vistos na história desse país. Já foram condenados por roubo figurões do PT como João Paulo Cunha e Marcos Valério (links aqui e aqui) e a sujeira certamente chegará até o José Dirceu e o Apedeuta, Luiz Inácio Lulla da Silva (segundo reportagem de Veja). Assim, o belo discurso: “aborto, sim; roubo, não” é uma farsa. Os membros do PT roubaram, como está sendo provado pelo julgamento do Mensalão. E esse fato não é isolado. É uma condição do “modus operandis” petista: quem pode mais, pode menos. Quem justifica a morte de bebês, a intervenção na imprensa, o aparelhamento do judiciário, por que não justificaria outros crimes menores?

Os candidatos que são abortistas ou militam em partidos abortistas, já são infiéis no muito. Imaginem o que são capazes de fazer com coisas menores? Afirmar que a defesa da vida deve estender-se também aos que já nasceram, ao invés de ser argumento em favor de abortistas, é mais um motivo para não se votar neles. Afinal, se eles podem matar os indefesos, o que fariam contra os que se podem defender? Os fatos estão aí. Basta analisá-los.

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