A Palavra de Deus é o esteio que deve sustentar a vida do cristão. É imprescindível alimentar-se dela, a fim de nutrir o espírito. São Paulo a compra a uma arma ( Ef 6,17), no conjunto da armadura que o cristão deve ostentar na luta contra o mal.

A Igreja sempre venerou e estimulou a difusão da Palavra de Deus, com efeito, declarou por ocasião do Concilio Vaticano II:

“A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo. Sempre as considerou, e continua a considerar, juntamente com a sagrada Tradição, como regra suprema da sua fé; elas, com efeito, inspiradas como são por Deus, e exaradas por escrito duma vez para sempre, continuam a dar-nos imutavelmente a palavra do próprio Deus, e fazem ouvir a voz do Espírito Santo através das palavras dos profetas e dos Apóstolos. É preciso, pois, que toda a pregação eclesiástica, assim como a própria religião cristã, seja alimentada e regida pela Sagrada Escritura. Com efeito, nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de Seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual. Por isso se devem aplicar por excelência à Sagrada Escritura as palavras: «A palavra de Deus é viva e eficaz» (Hebr. 4,12), «capaz de edificar e dar a herança a todos os santificados», (Act. 20,32; cfr. 1 Tess. 2,13)”. (DEI VERBUM, n.21)

Com a finalidade de incentivar a leitura das Sagradas Escrituras, apresentamos como sugestão, um itinerário a ser seguido, de modo a facilitar o entendimento sistêmico da Bíblia. Tal itinerário baseia-se na obra vivamente recomendada do saudoso Dom Estêvão Bettencourt, intitulada: Para Entender o Antigo Testamento (Editora Santuário, 7ª edição, 1990).

“É preciso que o cristão aprenda a trama, o fio central da Escritura, e tenda ao conhecimento de todos os livros sagrados; saiba nutrir-se de cada um” (D. Estêvão Bettencourt in: Para Entender o Antigo Testamento, p.260).

Para o Novo Testamento a sequência de leitura proposta é:

Evangelhos segundo: Mateus, Marcos, Lucas, em seguida os Atos dos Apóstolos, depois o Evangelho segundo S. João e suas cartas (1º,2º e 3º João). Na sequência as Cartas Paulinas: 1º e 2º Tessalonicenses; Gálatas, 1º e 2º Coríntios, Romanos, Filemom, Colossenses, Efésios, Filipenses, 1º Timóteo, Tito, 2º Timóteo, Hebreus. Em seguida as Epístolas Católicas: Tiago,1º e 2º Pedro, Judas e por fim o Apocalipse de São João.

Para o Antigo Testamento a sequência de leitura proposta é:

Gênese, Êxodo, Números, Josué, Juízes, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1º e 2º Crônicas, Esdras, Neemias, 1º e 2º Macabeus, Rute, Tobias, Judite e Ester. Na sequência os profetas: Amós, Oséias, Isaías, Naum, Habacuque, Ezequiel, Miquéias, Sofonias, Jeremias, Baruque, Ageu, Zacarias, Malaquias, Daniel, Abdias, Joel e Jonas. Em seguida livros sapienciais: Jô, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico e os Salmos (estes podem ser lidos livremente intercalado com a leitura dos demais livros tanto do Novo quanto do Velho Testamento). Terminando com a leitura de Levítico e Deteuronômio.

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