Jacques Maritain nasceu em Paris em 1882, em uma família protestante, e na juventude compartilhou o socialismo radical de Charles Peguy, de quem foi amigo. Conseguiu superar um momento de crise intelectual e espiritual (quase levando o casal Maritain ao suicidio) graças ao encontro com Léon Bloy e converteu-se ao catolicismo em 1905. Em 1924, com Pierre Mandonnet, fundou a “Société thomiste”, convencido de que o pensamento tomista poderia melhorar o mundo moderno e escreveu inúmeras obras para defender esse ideal. O grande público conhece-o como o autor de “La primauté du spirituel”, de 1927, sobre as relações entre Estado e Igreja, e “Humanisme intégral”, de 1936, sobre a possibilidade de uma sociedade liberal e democrática, inspirada no cristianismo.

Rejeitou toda forma de autoritarismo e participou da Resistência francesa. Foi embaixador da França na Santa Sé de 1945 a 1948 e professor na Universidade de Princeton. A vida, o pensamento, a evolução espiritual de Maritain foram muito influenciados por sua esposa, Raissa, judia russa, que sempre o incentivou. Após a experiência do ensino, isolou-se em Rangueil, no convento dos Petits Frères de Jésus, do Padre Charles de Foucauld, em cuja ordem ingressou em 1971, após a morte da esposa. Continuou a sua atividade de escritor, analisando as relações do mundo católico pós-conciliar, depois de sua participação no próprio Concílio.

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