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Legitimidade do uso de lecionários

“Lecionário é uma coletânea de leituras bíblicas, criteriosamente escolhidas para as diferentes ocasiões em que a comunidade cristã se coloca sob a palavra de Deus. Ao trabalharmos o tema do lecionário, integramo-nos num movimento milenar na igreja cristã.
A prática da liturgia da palavra é atestada pelos textos apostólicos (como At 2.42s.) e pós-apostólicos (como Didaqué, Apologia Primeira de Justino, Tradição Apostólica de Hipólito, entre outros). A liturgia da palavra é herança judaica; já no judaísmo antigo há textos fixos e previstos para os sábados e as suas festas.
É do tempo de Ambrósio, de Milão, o mais antigo lecionário de que se tem notícia (entre os anos 337-377), seguido do lecionário romano (366-604), armênio (417) e de Jerusalém (417-439). O valor de um lecionário é indiscutível! Ele protege a comunidade e os pregadores da escolha de textos bíblicos por predileção; exige preparo homilético e litúrgico; possibilita que músicos, regentes, artistas plásticos e pregadores preparem, com antecedência, hinos, cânticos, estandartes, indumentárias, paramentos e sermões; propõe a leitura da Bíblia em doses viáveis e expõe a comunidade a uma considerável quantidade e variedade de textos bíblicos” (IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA DO BRASIL. “Lecionário Comum Revisado da IECLB”. São Leopoldo:Oikos, 1ª ed., 2007, p.5).


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