Espaço do Leitor

Leitor (músico) diz não ser 100% católico, mas 95%…

O texto em azul é de nosso leitor. O texto em preto é nossa resposta ao mesmo.
 
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Olá!
 
Caríssimo Sr. ?Músico Católico?, estimado em Cristo,
 
Obrigado por sua mensagem a nosso site. Estamos prontos a receber suas dúvidas e tentar respondê-las. Queira nos desculpar por qualquer falha.
 
Me identifico como “Músico Católico”, pode ser? Sou da região do Grande ABC Paulista e tenho 24 anos. Como meu próprio “pseudônimo” sugere, sou católico apostólico romano, praticante. Escrevo-lhes porque… não sou 100% Católico. Digamos que eu seja 95% católico. Por que isso? Porque não aceito, ou melhor, tenho uma certa discordância contra alguns pontos (não são muitos) do Catecismo da Igreja Católica. Essas “discordâncias” ou “desarmonias” são fruto, talvez, de uma falta de domínio doutrinal de minha parte… reconheço. Se não estou completamente de acordo com a Doutrina, ainda me resta uma certa porcentagem, não é mesmo? Até porquê você é ou não é. Não existe meio termo para a fé. Por isso busco a ajuda de vocês, mais iluminados na educação da fé do que eu, para que me esclareçam melhor estes pontos aos quais ainda me impedem de “abraçar” completamente os ensinamentos da Bíblia e da Santa Igreja. Seriam eles:
 
Realmente, caro sr. ?Músico Católico?, ser católico é partir do pressuposto de que Cristo fundou, DE FATO, Sua Igreja, e esta Igreja é a católica. Admitir que a Igreja esteja errada, mesmo em uns poucos pontos, significa crer que Jesus Cristo possa errar.
 
O que está faltando, de sua parte, é um perfeito entendimento do que seja a Igreja. Para isso, passo a explicar-lhe alguns conceitos.
 
Deus, ensina-nos o Concílio Vaticano II, ?estabeleceu congregar na santa Igreja os que crêem em Cristo. Desde a origem do mundo a Igreja foi prefigurada. Foi admiravelmente preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada pela efusão do Espírito. E no fim dos tempos será gloriosamente consumada (…).?[1]
 
Nosso Senhor Jesus Cristo, enviado pelo Pai para, morrendo na Cruz, por Seu sacrifício, merecer aos homens a graça, i.e., a vida divina, o perdão dos pecados e a restauração da amizade com Deus, fundou, como meio efetivo de realizar Sua Redenção da humanidade, uma sociedade de crentes, a Igreja, sob a autoridade dos Apóstolos, mormente de São Pedro, e dos sucessores destes, todos congregados pelos vínculos da fé, dos sacramentos, e da unidade de doutrina e governo. Cristo, vemos pelos Evangelhos e pelo testemunho dos primeiros escritores cristãos, os quais guardam inalterada a doutrina confiada pelo Salvador a Seus Apóstolos, fundou pessoal, real e verdadeiramente a Sua religião sob a forma de uma Igreja. E tal não se apresenta apenas como um corpo juridicamente exterior, senão, além de sua necessária visibilidade, é o Corpo Místico de Cristo, do qual o Espírito Santo é como a sua alma. ?O Espírito Santo realiza na Igreja a função que a alma exerce no corpo, ao estar presente no Corpo de Cristo, que é a Igreja. O mesmo Espírito está presente, ao mesmo tempo, na cabaça, que é Jesus Cristo, e em seus membros, que são os batizados, os fiéis. Santo Tomás se pergunta o que une os fiéis entre si e com Deus. E a resposta aponta para uma unidade específica: os dons da graça têm uma raiz comum, a caridade, por mais diversos que sejam, que têm por base o mesmo Espírito Santo, pessoalmente idêntico em todos e princípio transcendente de unidade.?[2]
 
Sendo a Igreja ?projeto visível do amor de Deus pela humanidade?[3], ?coluna e sustentáculo da verdade? (1 Tm 3,15), fundada por Jesus Cristo para, como instrumento do Espírito Santo, salvar e santificar os homens[4], fora da qual não há remissão dos pecados[5], há de se crer na absoluta necessidade de a ela pertencerem todos os seres humanos. Certo é, igualmente, que, em situações excepcionais, havendo ignorância invencível, pode o homem salvar-se fora da estrutura visível da Igreja, o que não significa possibilidade de salvação fora da Igreja mesma nem negação da visibilidade desta.[6]
 
Condenada foi, pela suprema autoridade eclesiástica, por incompatível com a doutrina deixada por Cristo, a tese de que Nosso Senhor não teria pensado em ?constituir a Igreja como uma sociedade destinada a durar na terra por uma longa série de séculos.?[7] De fato, Jesus fez formalmente uma promessa de constituir Sua Igreja. E a constituiria sobre um dos Doze Apóstolos, Simão Pedro. ?Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será desligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.? (Mt 16,18-19) Dando as chaves do Seu Reino, fundava a Igreja e a colocava debaixo da autoridade de Pedro, feito Vigário de Cristo, i.e., Seu substituto, cabeça visível da Igreja.
 
Tal promessa foi cumprida por Cristo: transmitiu toda a Sua autoridade à Igreja (cf. Mt 28,18-20), deu aos Apóstolos e seus sucessores poder de perdoar os pecados (cf. Jo 20,22-23), ordenou que São Pedro governasse, ensinasse e santificasse Suas ovelhas, os fiéis (cf. Jo 21,15-17). ?Durante sua vida pública, Jesus Cristo foi tomando diversas providências para fundar a Igreja, pois o povo de Israel não aceitava a sua mensagem de renovação da Antiga Aliança. Por isso, ele estabeleceu uma nova comunidade messiânica de salvação, fundando uma Nova Aliança e um novo Povo de Deus.?[8] Após a vinda do Espírito Santo, em Pentecostes (cf. At 2,1-13), começaram, iniciando por Pedro, o chefe da Igreja nascente, a realizar a missão confiada por Jesus, no que se nota a manifestação historicamente certa da fundação e início das atividades da Igreja de Cristo. Dotada de membros e de um chefe visível, a Igreja é uma sociedade religiosa efetivamente constituída.
 
?Segue-se daí estarem em grande e pernicioso erro aqueles que, plasmando a Igreja ao sabor da sua fantasia, a imaginam como oculta e de modo algum visível; e aqueles também que a encaram como uma instituição humana, munida de organização, de uma disciplina, de ritos exteriores, mas sem nenhuma comunicação permanente dos dons da graça divina, sem nada que, por uma manifestação cotidiana e evidente, ateste a vida sobrenatural haurida em Deus. Ambas essas concepções são tão incompatíveis com a Igreja de Jesus Cristo, quanto só o corpo ou a alma é incapaz de constituir o homem. O conjunto e a união desses dois elementos é absolutamente necessário à verdadeira Igreja, mais ou menos como a íntima união da alma com o corpo é indispensável à natureza humana. A Igreja não é uma espécie de cadáver: é o corpo de Cristo, animado da sua vida sobrenatural. O próprio Cristo, chefe e modelo da Igreja, não é integral se olharmos nele, ou exclusivamente a natureza humana e visível, como fazem os partidários de Fotino e Nestório, ou unicamente a natureza divina, como fazem os monofisitas; mas Cristo é uno pela união das duas naturezas, visível e invisível, e é uno em ambas; do mesmo modo, o seu corpo místico só é a sua verdadeira Igreja com a condição de suas partes visíveis tirarem a sua força e a sua vida dos dons sobrenaturais e dos próprios elementos invisíveis; e desta união é que resulta a natureza própria das partes exteriores.?[9]
 
Numa palavra, a Igreja, Povo de Deus[10], Corpo de Cristo[11], e Templo do Espírito Santo[12], é visível, porém igualmente espiritual. Foi fundada, como sociedade, visivelmente, mas retira sua força do Espírito Santo. É Ele, aliás, no dizer dos Papas, a alma da Igreja: ?A este Espírito de Cristo, como a princípio invisível, deve atribuir-se também a união de todas as partes do Corpo tanto entre si como com sua Cabeça, pois que Ele está todo na Cabeça, todo no Corpo e todo em cada um dos membros; conforme as suas funções e deveres, e segundo a maior ou menor saúde espiritual de que gozam, está presente e assiste de diversos modos. É Ele que com o hálito de vida celeste em todas as partes do Corpo é o princípio de toda a ação vital e verdadeiramente salutar. É Ele que, embora resida e opere divinamente em todos os membros, contudo também age nos inferiores por meio dos superiores; é Ele, enfim, que cada dia produz na Igreja com sua graça novos incrementos, mas não habita com sua graça santificante nos membros totalmente cortados do Corpo.?[13]
 
Nessa Igreja, Corpo de Cristo, e Sua Esposa mística[14], ?difunde-se a vida de Cristo nos crentes que, pelos sacramentos, de modo misterioso e real, são unidos a Cristo morto e glorificado.?[15] Ensina Santo Tomás de Aquino que ?cabeça e membros são como uma só pessoa mística?[16], o que se traduz por, ao ingressarmos na Igreja pelo Batismo, incorporarmo-nos de tal modo a Cristo que, permanecendo fiéis a Ele, pela fé em Sua doutrina, obediência aos pastores por Ele constituídos, e pela busca da santidade e vivência dos sacramentos, somos um com o Senhor, e a vida da graça corre em nós, transformando-nos e fazendo-nos de fato santos.
 
?O Senhor Jesus, único Salvador, não formou uma simples comunidade de discípulos, mas constituiu a Igreja como mistério salvífico: Ele mesmo está na Igreja e a Igreja n’Ele (cf. Jo 15,1ss.; Gal 3,28; Ef 4,15-16; Actos 9,5); por isso, a plenitude do mistério salvífico de Cristo pertence também à Igreja, unida de modo inseparável ao seu Senhor. Jesus Cristo, com efeito, continua a estar presente e a operar a salvação na Igreja e através da Igreja (cf. Col 1,24-27), que é o seu Corpo (cf. 1 Cor 12,12-13.27; Col 1,18). E, assim como a cabeça e os membros de um corpo vivo, embora não se identifiquem, são inseparáveis, Cristo e a Igreja não podem confundir-se nem mesmo separar-se, constituindo invés um único ?Cristo total?. Uma tal inseparabilidade é expressa no Novo Testamento também com a analogia da Igreja Esposa de Cristo (cf. 2 Cor 11,2; Ef 5,25-29; Ap 21,2.9).
 
Assim, e em relação com a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve crer-se firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada. Como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa: ?uma só Igreja católica e apostólica.? Por outro lado, as promessas do Senhor de nunca abandonar a sua Igreja (cf. Mt 16,18; 28,20) e de guiá-la com o seu Espírito (cf. Jo 16,13) comportam que, segundo a fé católica, a unicidade e unidade, bem como tudo o que concerne a integridade da Igreja, jamais virão a faltar.?[17]
 
A fim de que a reconheçamos, dentre tantos agrupamentos que se pretendem a ela equiparados, há da Igreja sinais distintivos, notas que a caracterizam: é a Igreja ?una, santa, católica e apostólica.?[18]
 
É una em sua doutrina e fé, a mesma compartilhada por todos os fiéis, os quais admitem tudo quanto o Magistério da Igreja declara como parte do depósito da Revelação divina. Una é também por seu governo, que tem sua máxima autoridade no Romano Pontífice, detentor de um primado de jurisdição consubstanciado em um ?poder supremo, pleno, imediato e universal, que pode sempre exercer livremente.?[19]
 
É santa por seu Divino Fundador, fonte de sua santidade, e, como Cabeça da Igreja, não pode a Ele ser imputado pecado algum. À Igreja não se pode admitir um erro ou pecado, próprios de seus membros. Pecados não existem da Igreja, mas de seus filhos, ainda que Bispos ou Papas. Separando-se um membro, v.g. um dedo ou um braço, de algum corpo e, por conseguinte, apodrecendo, não se pode dizer que o corpo é podre. Da mesma maneira, pelo pecado mortal afasta-se o homem da comunhão com Cristo, Cabeça do Corpo Místico, e, por isso, da unidade com a Igreja: seus erros são pessoais, devidos ?àquela lamentável inclinação do homem para o mal.?[20] Separando-se o membro da Igreja pelo pecado não há propriamente pecado da Igreja.[21] É santa, outrossim, por seus sacramentos, canais da graça e seus sinais visíveis e eficazes, que realizam aquilo que significam; por suas leis; pelo sacerdócio hierárquico; por sua finalidade, qual seja a santificação dos homens; e por muitos de seus membros, que pela heróica vivência das virtudes foram pela autoridade pontifícia elevados à honra dos altares. ?A santidade entitativa é própria à Igreja sob vários prismas: enquanto a Igreja é o Corpo Místico de Cristo, é a Esposa de Cristo, é santa em razão de seu Autor, em razão do Espírito Santo, que é sua quase-alma, em razão de sua doutrina e suas leis, em razão do ministério sagrado, dos sacramentos, máxime da Eucaristia, em razão do caráter sacramento de seus membros. Esta santidade é a propriedade essencial da Igreja.?[22] ?A Igreja é santa, mesmo tendo pecadores em seu seio, pois não possui outra vida senão a da graça: é vivendo de sua vida que seus membros se santificam; é subtraindo-se à sua vida que caem nos pecados e nas desordens que impedem a irradiação da sua santidade.?[23]
 
É, outrossim, católica, eis que ?por direito divino pertence a todos os povos?[24] e ?não se destina única e exclusivamente a uma raça ou a uma das nações do mundo, como acontece com as antigas religiões e muitas seitas, senão que se extende universalmente a todos e que, depois de sufficientemente  diffundido o Evangelho, se há de achar moralmente espalhada por todo o mundo, conservando-se sempre a mesma por toda a parte.?[25] ?E visto ser a Igreja de Deus católica, não é estranha a nenhum povo ou nação (…).?[26]
 
É, finalmente, apostólica, pois professa a doutrina ensinada pelos Apóstolos, e preservada, guardada,protegida, estudada, explicitada e pregada pelos sucessores deles, os Bispos, em comunhão com o Santo Padre, que a São Pedro sucede na Cátedra entronizada na Sé de Roma e de Cristo é Vigário. Há, nesse diapasão, apostolicidade, na Igreja, de doutrina e de ministério.
 
Encontram-se as quatro notas, de maneira plena, exclusivamente na Igreja em comunhão com o Romano Pontífice, em razão do que se acrescenta àquelas o título de romana. Em Pedro e seu sucessor, o Papa, Bispo da Igreja de Roma, perpétuo e visível fundamento da unidade[27], a Igreja tem seu centro.
 
?Toda a importância da Igreja deriva de sua conexão com Cristo. O Concílio descreveu de diversos modos a Igreja como Povo de Deus, Corpo de Cristo, Esposa de Cristo, Templo do Espírito Santo, família de Deus. Estas descrições da Igreja completam-se mutuamente e devem ser compreendidas à luz do mistério de Cristo ou da Igreja em Cristo. Não podemos substituir uma falsa visão unilateral da Igreja como puramente hierárquica como uma nova concepção sociológica também ela unilateral.?[28]
 
Em sua integralidade, tal como Cristo o revelou aos Apóstolos, o cristianismo não pode ser praticado perfeitamente senão na Igreja Católica, a qual é uma sociedade verdadeira, perfeita, espiritual, sobrenatural e visível, una, santa, católica e apostólica, indefectível e infalível, fora da qual não há salvação ? ainda que invisivelmente, fora de sua estrutura perceptível, haja bons e fiéis cristãos que podem salvar-se, mesmo não o sabendo serem católicos.[29]
 
Fim da Igreja é a salvação do gênero humano, e, portanto, para o bem das almas, organiza-se em estruturas hierárquicas, quer de Direito divino quer de Direito eclesiástico meramente humano ? mesmo que, quanto a este último, também objeto de obediência, pois emanado da suprema autoridade de governo na Igreja.
 
Tem, por isso, a Igreja poder espiritual para cumprir seu fim próprio.

1. Não concordo que os sacerdotes não possam receber o sacramento do matrimônio. Até hoje, não encontrei na Bíblia uma proibição efetiva para que os sacerdotes não se casem. A exemplo do nosso Rito Maronita, existem padres que são casados. Pergunto então eu: Por que, de fato, os padres não podem se casar? Haverá um dia essa possibilidade no Rito Romano?
 
Dois pontos aqui se estabelecem:
 
O primeiro é a exata compreensão do que seja a autoridade do Papa. Na Igreja, o Santo Padre, tem autoridade suprema e absoluta para o governo e o ensino. Assim, cumpre diferenciar o que seja a autoridade de governo do Papa sobre a Igreja da sua autoridade, igualmente suprema, quando a ensina.
 
Governar é bem diferente de ensinar. Atos de governo do Papa são, por exemplo, a nomeação de Bispos para determinadas Dioceses, a criação de Cardeais, o julgamento de processos judiciais  em última instância (através de seus tribunais em Roma), a promulgação de leis para a Igreja (leis acerca da organização da Santa Sé, leis processuais, leis penais, leis sobre canonização e beatificação, leis disciplinares etc), ordens diretas do Romano Pontífice para qualquer fiel (a convocação de uma cruzada, a proibição de dar o voto a determinado partido político que não siga a doutrina católica e outras).
 
Esses atos de governo, quando emanados do Papa, devem ser obedecidos, sem questionamento, uma vez que partem da suprema autoridade governativa da Igreja instituída por Cristo. Claro que uma ordem que seja contrária à Lei de Deus e à lei natural não pode ser obedecida. Assim, se, hipoteticamente, um Papa mandasse um fiel assassinar uma pessoa, ou quando ordenasse que as pessoas deixassem de casar, tais ordens, tais atos de governo, não seriam legítimos, pois afrontariam a Lei de Deus e a lei natural.
 
Bem explicado o ponto, resumimos: os atos de governo do Papa devem ser sempre obedecidos pelos fiéis ? ainda que deles discordemos ?, exceto se violarem a Lei de Deus e a lei natural. Posso não concordar com determinada nomeação de um Bispo, mas, porque ela veio da mais alta autoridade da Igreja, devo submeter-me e evitar críticas públicas a essa atitude do Papa, sob pena de agir contrariamente ao espírito eclesial que me é pedido por minha incorporação ao Corpo de Cristo.
 
Já os atos de ensino do Sumo Pontífice constituem outro terreno. Quando o Papa ensina algo também é supremo. Ocorre que, diferentemente do governo da Igreja, o ensino pontifício pode, em determinados casos, ser não só supremo como infalível.
 
Se o Papa manifesta-se ex cathedra, nos termos do exposto no Vaticano I, estamos diante do chamado Magistério Extraordinário. Como tal, ele é infalível. Infalibilidade não significa impecabilidade, e sim que esta doutrina definida pelo Magistério Extraordinário do Papa é de fé, não importando o caráter moral deste ou daquele Pontífice. É um dom de Deus para a Igreja, para os fiéis, não para o Papa pessoalmente: é uma segurança de que a Igreja não errará.
 
Também o Magistério Ordinário, quando os pronunciamentos do mesmo são reiterados, são infalíveis, e devem ser cridos.
 
Por sua vez, o Magistério Autêntico, que é aquele comum, quando o Papa ensina algo que pessoalmente crê, não é infalível, mas, por sua condição, pelos teólogos que consulta, por sua erudição e sabedoria, e pela assistência especial que tem do Espírito Santo, é muito provável que seja correto.  Embora falível, o mais acertado é que esteja correto, de modo que ninguém, levianamente, pode levantar-se contra, salvo com robustos argumentos e, mesmo assim, guardando o respeito devido à autoridade suprema do Santo Padre, estando pronto, aliás, a retirar sua posição pessoal caso o Magistério Autêntico converta-se em Ordinário reiterado ou em Extraordinário, situação em que o referido ensino restará infalível.
 
Aos atos de governo do Papa requer-se a obediência. Aos atos de ensino, quando infalíveis, requer-se muito mais: a fé. Fé é crer, é aceitar que o ensino em tela não procede de uma opinião pessoal do Papa, senão de Deus. Aos atos de ensino não infalíveis, requer-se obediência, ainda que, pessoalmente, os fiéis possam nele depositar fé.
 
O segundo ponto parte dessa explicação. A proibição da ordenação a homens casados é um ato disciplinar na Igreja, portanto ato de governo. Não poderia ser diferente, eis que em muitos casos há sacerdotes casados exercendo seu ministério (nas Igrejas de rito oriental, no caso dos pastores anglicanos e dos luteranos que se converteram à Igreja, em situações excepcionais aprovadas pelo Papa no rito romano). Logo, trata-se de governo, e, como tal, deve ser obedecido.
 
A qualquer momento, o Santo Padre pode revogar essa disciplina, porque é uma questão de governo da Igreja. Todavia, enquanto não o faz ? se é que vai fazer ?, não nos cabe questionar publicamente um ato emanado da suprema autoridade do Papa. O senhor está certo, o celibato obrigatório não é uma doutrina, e pode ser mudado. Sem embargo, isso não nos autoriza a criticar o Papa, que, aliás, proibiu qualquer discussão a esse respeito. Essa proibição é outra ordem legítima, e, mesmo que o senhor não concorde, deve acatar.
 
Não entrarei aqui no mérito da oportunidade e conveniência do celibato no rito romano, pois essa não é a sua questão. Há bons artigos em nosso site sobre o tema.

2. Não concordo que seja proibido o sexo antes do casamento. Mas, digo isso justificando através do seguinte cenário: “Um homem (fiel e católico) e uma mulher (fiel e católica) estão namorando. De repente, por exemplo, com uns dois anos de namoro acontece naturalmente de os dois terem uma relação sexual”. Por que estariam pecando? Mesmo se os dois se amam de verdade, são fiéis um ao outro no namoro, e pretendem realmente se casar; que diferença fará a “data” de tal acontecimento? Existe algum mandamento proibindo efetivamente o sexo antes do matrimônio feita por Jesus ou por Deus na Bíblia? Agora, sou totalmente contra o sexo pelo sexo e a promiscuidade existente hoje no mundo.
 
O exato entendimento dessa indagação passa pelo das anteriores. O sexo pré-marital não é simplesmente proibido pela Igreja, como se fosse um ato de governo. Não é uma lei eclesiástica que proíbe.
 
Não se pode manter relações sexuais fora do Matrimônio, e isso é um ensino, e reiterado da Igreja. Logo, é infalível. O senhor não deve apenas obedecer uma ordem dada pelo Papa de não ter sexo antes do casamento, mas deve CRER que isso é parte da Revelação de Deus.
 
Desde o Antigo Testamento é explícito esse ensinamento. A Igreja sempre creu dessa forma. Os santos todos nunca fizeram exceção alguma. Só isso já basta para um ?músico católico? crer com fé divina e católica.
 
Os motivos desse ensino de Cristo não importam, mas, ainda assim, aqui os damos:
 
a) antes do casamento, não há uma família: sem um lar, como receber os filhos que naturalmente advém da relação conjugal?
 
b) no Matrimônio, por efeito do sacramento, os cônjuges dão-se mutuamente, tendo, portanto, direito aos seus corpos: antes do casamento, não há essa doação, e, se a houvesse, o sacramento não teria sentido, estando errado Cristo ao instituí-lo;
 
c) os fins da relação conjugal são dois, o procriativo e o unitivo (o amor e o prazer do casal): o primeiro não é cumprido fora do casamento pelo exposto na alínea ?a?; o segundo pela falta de verdadeira união entre os esposos que só o casamento dá (que união há entre dois namorados sem o sacramento? Quem não se deu mutuamente por um contrato definitivo e irrevogável pode dar o corpo ao outro? Se as almas não estão ?unidas? pelo sacramento, como dar apenas os corpos?);
 
Outra pergunta que faço ao senhor. O senhor diz que não concorda com a promiscuidade e com o sexo pelo sexo. Ora, mas com base no quê? Se o senhor não aceita o ensino da Igreja, qual o motivo de condenar os que desfrutam do sexo promíscuo? O senhor, não concordando com o fato de o sexo pré-marital entre namorados ser pecado, está, em relação ao mandamento, na mesma posição dos que defendem a promiscuidade em relação ao que o senhor defende. Percebe a incoerência?
 
E o mandamento de não pecar contra a castidade, não lhe diz nada? Sempre foi ensinado que o pecado contra a castidade inclui não abster-se de atos sexuais antes do Matrimônio.
 
3. Não concordo que precisamos TANTO de intercessões de Maria e os Santos em nossas orações. Mas, veja: CREIO SIM, que Maria teve sua ASSUNÇÃO em estado de total virgindade; CREIO SIM que Maria e os SANTOS intercedem por nós. Eis minhas perguntas: Precisamos sempre estar pedindo a intercessão deles? Não há um exagero por parte de algumas pessoas em relação a isso? “Medalhas milagrosas” não seriam “amuleto”? Não podemos pedir diretamente a Deus e a Jesus? Qual a diferença existente entre confiar diretamente à Deus nossas orações e confiar a um Santo ou à Santíssima Virgem Maria?
 
Ou precisamos ou não precisamos…. Esse ?tanto? fica por sua conta e é totalmente subjetivo! Aliás, com que autoridade, o senhor profere um julgamento subjetivo e rejeita o ensino objetivo da Igreja?
 
Na verdade, nós não precisamos, em absoluto, dos santos. Mas Deus quis que nós precisássemos. Isso para nos mostrar que a Igreja é mais do que o que vemos. A Igreja da terra, militante, deve unir-se à do purgatório ? padecente ? e à do céu ? triunfante. A Igreja Católica, esteja ela onde estiver, é a mesma.
 
O senhor não pede orações aos seus irmãos, aos seus amigos ?músicos católicos?? É a mesma coisa… Aliás, se seus amigos, que estão na terra, portanto, podendo pecar, podem pedir a Deus pelo senhor, porque os santos, que estão na glória, não poderiam fazê-lo?
 
Há excelentes artigos sobre o tema em nosso site, na seção de apologética e também na de doutrina. Vá lá e leia bastante!
 
Os sinais, respondo ainda, como medalhas e relíquias, são meros sinais. Desprovidos de valor em si. Se tivessem valor intrínseco, seriam amuletos. Mas eles têm a função de nos lembrar de Deus, dos santos e das coisas sagradas. Por isso são chamados ?sacramentais?. Não são sacramentos, mas sacramentais, i.e., ajudas simbólicas para nos ligar a Deus. Meu escapulário, por exemplo, sempre usado em meu pescoço, lembra-me da Santíssima Virgem. A medalha de São Bento em meu chaveiro recorda-me da fé desse santo homem, e, por essa fé, avivada pelo uso da medalha, minha casa é protegida. O poder não está no sinal, mas na lembrança que ele desperta da fé.
 
4. Por que quando se quer construir uma nova comunidade, uma nova Igreja, não se recebe ajuda financeira de Dioceses e do próprio Vaticano? Por que tal dinheiro deve sair integralmente do “bolso” dos fiéis de uma comunidade?
 
E porque o Vaticano daria dinheiro para isso? E a Diocese?
 
O que o senhor quer dizer com nova igreja? Se eu, em minha propriedade, quero abrir uma capela, não tem a Diocese nada a ver com isso!
 
Se o senhor está falando de uma igreja querida pela própria Diocese, então devem ser observadas as normas diocesanas. Normalmente, uma paróquia é construída sim com ajuda da Diocese e com dinheiro de outras Dioceses também, sobretudo da Alemanha, pois os católicos alemães ajudam bastante o Brasil.
 
Tirar dinheiro do próprio bolso para construir uma igreja ajuda os fiéis a sentirem-se responsáveis pelo Reino de Deus.
 
Aliás, dinheiro não cai do céu! De onde viria o pretenso dinheiro do Vaticano se não das mãos dos mesmos fiéis? Sua pergunta, desculpe-me a franqueza, desfaz-se por si só, não tendo consistência lógica alguma!

Eis, que estas são os únicos pontos que impedem que eu seja 100% Católico. Mesmo eu tendo estas dúvidas e ou divergências, estou convicto que a Igreja Católica é a Igreja de Cristo e NUNCA passou nem NUNCA vai passar pela minha cabeça mudar de religião. Peço, portanto a ajuda de vocês para que eu possa me educar melhor na minha fé, participar da propagação do Santo Evangelho e alcançar a graça da salvação.
 
Aí está nossa contribuição. Continue nos escrevendo, e que Deus o abençoe!
 
Em Cristo,
Dr. Rafael Vitola Brodbeck
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[1] Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 2
 
[2] HACKMANN, Pe. Dr. Geraldo Luiz Borges. A Igreja e o Espírito Santo, in ?O Espírito Santo e a Teologia Hoje?, Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998, pp. 79-80; cf. Santo Tomás de Aquino. Sententiae III, d. 13, q. 12, a. 1 ad 2; q. 2, a. 1 ad 2; q. 2, a. 2; De Veritate, q. 29, a. 4; S. Th., III, q. 8, a. 1 ad 3; Sua Santidade, o Papa Pio XII. Encíclica Mystici Corporis, de 29 de junho de 1943, nsº 54 e 77
 
[3] Sua Santidade, o Papa Paulo VI. Discurso de 22 de junho de 1973
 
[4] cf. Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 8
 
[5] cf. Sua Santidade, o Papa Bonifácio VIII. Bula Unam Sanctam, de 18 de novembro de 1302; Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 14; Catecismo da Igreja Católica, 846
 
[6] Dois erros devem aqui ser evitados. Um, o de certa teologia irenista, presente, em maior ou menor grau, em alguns ambientes católicos, e que afirma indiscriminadamente que fora da Igreja há salvação, que o que interessa é ser cristão somente e não católico ? e, às vezes, nem cristão, bastando ?ter caridade?, como se a caridade não fosse ordinariamente fruto da fé ?, que Cristo não teria fundado uma única Igreja, que o extra Ecclesia nulla salus teria sido revogado ? como se fosse possível à doutrina católica mudar-se, evoluir ?, que a unidade da Igreja teria sido perdida ? se a unidade é essencial à Igreja, não pode tal nota ser perdida sob pena de deixar de subsistir a própria Igreja, o que, por sua vez, é igualmente impossível em face da promessa do Redentor ?, que todos os caminhos levam a Deus etc. Certa falsa concepção do que seja ecumenismo, tal como entendido pelo Papa, adotado esse irenismo, em si pernicioso, condenado pelo Vaticano II, por Paulo VI e por João Paulo II, e, antes, pela Encíclica Mortalium Animos, de Pio XI. O outro erro é o do que interpreta restritivamente a expressão ?fora da Igreja não há salvação?, entendendo-a como ?fora das estruturas visíveis da Igreja não há salvação?. Essa falsificação do correto entendimento do brocardo foi igualmente rejeitada pela Igreja, sob o nome de feeneyismo, na Carta ao Arcebispo de Bostono, de 8 de agosto de 1949. De fato, a Igreja rechaça tanto o irenismo ? que crê na salvação fora da Igreja Católica ? quanto o feeneyismo ? que confunde a Igreja Católica, única e essencialmente visível (mas com possibilidade de membros invisíveis), fora da qual não há salvação, com sua estrutura de visibilidade. ?Aqueles que crêem em Cristo e foram devidamente batizados estão constituídos em certa comunhão, embora não perfeita, com a Igreja Católica.? (Concílio Ecumênico Vaticano II. Decreto Unitatis Redintegratio, de 21 de novembro de 1964, nº 3) ?Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica ? radicada na sucessão apostólica ? entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: ?Esta é a única Igreja de Cristo (…) que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, confiou a Pedro para apascentar (cf. Jo 21,17), encarregando-o a Ele e aos demais Apóstolos de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28,18ss.); levantando-a para sempre como coluna e esteio da verdade (cf. 1 Tim 3,15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste [subsistit in] na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele.? Com a expressão subsistit in, o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de Cristo, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que ?existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora da sua composição?, isto é, nas Igrejas e Comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. Acerca destas, porém, deve afirmar-se que ?o seu valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja Católica.? Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele. As Igrejas que, embora não estando em perfeita comunhão com a Igreja Católica, se mantêm unidas a esta por vínculos estreitíssimos, como são a sucessão apostólica e uma válida Eucaristia, são verdadeiras Igrejas particulares. Por isso, também nestas Igrejas está presente e actua a Igreja de Cristo, embora lhes falte a plena comunhão com a Igreja católica, enquanto não aceitam a doutrina católica do Primado que, por vontade de Deus, o Bispo de Roma objectivamente tem e exerce sobre toda a Igreja. As Comunidades eclesiais, invés, que não conservaram um válido episcopado e a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico, não são Igrejas em sentido próprio. Os que, porém, foram baptizados nestas Comunidades estão pelo Baptismo incorporados em Cristo e, portanto, vivem numa certa comunhão, se bem que imperfeita, com a Igreja. O Baptismo, efectivamente, tende por si ao completo desenvolvimento da vida em Cristo, através da íntegra profissão de fé, da Eucaristia e da plena comunhão na Igreja.? (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Declaração Dominus Iesus, de 6 de agosto de 2000, nsº 16-17) ?Os fiéis não podem, por conseguinte, imaginar a Igreja de Cristo como se fosse a soma ? diferenciada e, de certo modo, também unitária ? das Igrejas e Comunidades eclesiais; nem lhes é permitido pensar que a Igreja de Cristo hoje já não exista em parte alguma, tornando-se, assim, um mero objecto de procura por parte de todas as Igrejas e Comunidades.? (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Declaração Mysterium Ecclesiae, in AAS 65, em 1973, nº 1) Sobre o verdadeiro sentido do ecumenismo, ver o Decreto Unitatis Redintegratio, do Vaticano II, a Encíclica Ut Unum Sint, do Papa João Paulo II, e a Carta Communionis Notio, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé.
 
[7] Sagrada Inquisição Romana e Universal. Decreto Lamentabili sine Exitu, de 4 de julho de 1907, proposição condenada e proscrita nº 52
 
[8] HACKMANN, Pe. Dr. Geraldo Luiz Borges. A Igreja e o Espírito Santo, in op. cit, p. 75
 
[9] Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Satis Cognitum, de 29 de junho de 1896, nº 4
 
[10] cf. Catecismo da Igreja Católica, 803
 
[11] cf. op. cit, 805-807
 
[12] cf. op. cit., 809
 
[13] Sua Santidade, o Papa Pio XII. Encíclica Mystici Corporis, de 29 de junho de 1943, nº 57
 
[14] cf. Catecismo da Igreja Católica, 796; Mc 2,19; Ef 5,31-32; Santo Agostinho. En. in Psal. 74,4
 
[15] Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 13
 
[16] Santo Tomás de Aquino. S. Th., III, q. 48, a. 2, ad 1
 
[17] Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Declaração Dominus Iesus, de 6 de agosto de 2000, nº 16
 
[18] Credo Niceno-constantinopolitano
 
[19] Código de Direito Canônico, cân. 331
 
[20] Sua Santidade, o Papa Pio XII. Encíclica Mystici Corporis, de 29 de junho de 1943, nº 67
 
[21] cf. PENIDO, Pe. M. Teixeira-Leite. O Mistério da Igreja, col. Iniciação Teológica, vol. 1, Petrópolis: Vozes, 1952, p. 281
 
[22] LERCHER, Pe. Ludovico, SJ. Institutiones Theologiae Dogmaticae, vol. I, Innsbruck: Feliciano Rauck, 1927, p. 453, trad. in ?Catolicismo?, julho de 2002, p. 9
 
[23] Sua Santidade, o Papa Paulo VI. Sollemnis Professio Fidei, de 30 de junho de 1968, nº 19
 
[24] Sua Santidade, o Papa João XXIII. Encíclica Mater et Magister, de 15 de maio de 1961
 
[25] DEVIVIER, Pe. W., SJ. Curso de Apologética Christã. Exposição Raciocinada dos Fundamentos da Fé, 3ª ed., São Paulo: Melhoramentos, 1925, p. 268
 
[26] Sua Santidade, o Papa Bento XV. Encíclica Maximum Illud, de 30 de novembro de 1919
 
[27] cf. Concílio Ecumênico Vaticano I. Constituição Dogmática Pastor Aeternus, de 18 de julho de 1870, Denz. 1821-3050ss
 
[28] Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985. Relatio Finalis
 
[29] cf. Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, de 21 de novembro de 1964, nº 16; Concílio Ecumênico Vaticano II. Decreto Ad Gentes, de 7 de dezembro de 1965, nº 7
 

 

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