Nome do leitor: Erinaldo José da Silva
Cidade/UF: PE
Religião: Católica

Mensagem
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Primeiro que tudo amei a orientação dada ao Irmão com tendência Homossexual. Indo ao assunto. Irmão e amigos, estou em um debate com um Irmão protestante no orkut, e como sempre sem argumento apela para o ataque e diz: que o nome católica só foi dado nos anos 300 d.c. Por isso ela não é portadora da verdade. Pergunto: Qual o nome da Igreja antes de chamar Católica.  E que Pedro não é pedra e sim Jesus, pedra angular.

Prezado Erinaldo,
A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo e as bênçãos de Maria!

Sempre que estiver a debater com protestantes se prepare para chavões como esses: ultrapassados, ridículos e sem nenhum fundamento histórico ou doutrinário. Logo eles, que querem ter tantos fundamentos! Na verdade, isto só revela a má-fé de muitos protestantes, que, ao se sentirem ameaçados pela verdade, na impossibilidade de abrir mão de seu orgulho e rejeitar o erro, preferem desferir outro erro tão banal quanto o primeiro. Deus tenha piedade destes!
Daí o nosso dever de sempre buscar mostrar a verdade a estes nossos pobre irmãos separados, seguindo aquela orientação que nos foi dada pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, no seu Decreto sobre o Ecumenismo: “É absolutamente necessário que toda a doutrina seja exposta com clareza. Nada tão alheio ao ecumenismo como aquele falso irenismo pelo qual a pureza da doutrina católica sofre detrimento e é obscurecido o seu sentido genuíno e certo” (Decr. Unitatis Redintegratio, n.11).

Com relação às questões que você nos propõe, vou tentar lhe dar algumas diretrizes para seu debate.

Com respeito ao nome “católico”. Em primeiro lugar, este protestante revela cabal desconhecimento da História. Não foi no ano 300 d.C, i.e., praticamente no século IV, que o nome “católico” foi usado para definir a Igreja. O primeiro a utilizá-lo foi Santo Inácio de Antioquia, que morreu no início do século II, no ano 107 d.C. Bem diferente do que seu interlocutor insinua, não?

Na Carta aos Esmirnenses (8,2), diz Sto. Inácio: “Onde está Cristo Jesus, está a Igreja Católica”.

Coube, pois, a Santo Inácio a honra de pela primeira vez ter dado à Igreja de Cristo o título de Católica.

Esta questão de nomenclatura é utilizada pelos protestantes como se fosse prova irrefutável da falsidade da Igreja. Isto revela sua ignorância com relação ao significado da palavra “católico”. Com efeito, a Igreja de Cristo sempre foi Católica; a catolicidade é um atributo da Igreja, uma de suas notas fundamentais; se a Igreja de Cristo perdesse sua catolicidade, ela deixaria de existir. Ao lado da catolicidade, está também a unidade, a santidade e a apostolicidade. Se a Igreja de Cristo perdesse qualquer um destes atributos, simplesmente deixaria de existir, não seria mais Igreja. Veja as explicações do Catecismo da Igreja Católica sobre estes atributos, do parágrafo 813 ao 865. Os protestantes não têm uma eclesiologia sólida, um pensamento fundamentado sobre a Igreja de Cristo (eles crêem numa “Igreja” puramente espiritual, sobrenatural e distantes; ao passo que Cristo fundou uma sociedade concreta na terra – cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Const. Dogm. Lumen Gentium, n.8); portanto, esta é uma de suas maiores fraquezas e um ponto que você deve bater muito. Sobre os atributos da Igreja, por exemplo, têm conceitos bastante fracos e relativos. Não sabe este protestante com quem você está debatendo que, ao falar do nome “católico”, ele abriu as portas para que você o atinja em uma de suas maiores fraquezas: a Eclesiologia. Você deve estudar bem a Eclesiologia, para rebatê-lo com maestria; e se ele não fugir do debate, sem dúvida se converterá ao fim embelezado com a Doutrina da Igreja sobre si mesma!

Vou lhe indicar alguns documentos para leitura: a Encíclica Mystici Corporis, do Papa Pio XII; a Constituição Dogmática Pastor Aeternus, do Concílio Vaticano I; a Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Vaticano II; e a Declaração Dominus Iesus, da Congregação para a Doutrina da Fé. Procure estes documentos no site do Vaticano ou no Veriatis Splendor. Com eles você terá munição de sobra para atacar qualquer idéia deste protestante.

Quanto ao nome “católico”, ele vem do grego e significa “universal”. Santo Inácio de Antioquia era bastante preocupado com a unidade da Igreja; vendo o mal que causavam as heresias, as quais escolhiam o que bem desejavam da doutrina da Igreja, ele utiliza o qualificativo de “universal”, i.e., “católico”, para designar a integridade da Igreja em termos de Doutrina: a Igreja de Cristo não escolhe uma coisa ou outra, ela não escolhe o que quer ou o que lhe é conveniente, ela tem um compromisso com a integridade da Doutrina de Cristo, e assim um compromisso com o próprio Cristo. Por isso é universal. Leia mais detalhes em:

SILVA, R.A. A FUNDAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, https://www.veritatis.com.br/article/679

Sobre ser São Pedro a Pedra, isto está claramente indicado no Evangelho (Mateus 16,18-19). Não há como negar as palavras evangélicas. Se ele disser que Cristo não quis dizer o que está escrito ali, pergunte-lhe se ele acha que Cristo era louco, ou se os Evangelhos são falsos. Porque somente duas coisas poderiam justificar que Cristo, contra as suas próprias palavras, não estabelecesse são Pedro como a Pedra de sua Igreja: ou Nosso Senhor era um mero homem, e louco, que não sabia o que dizia, nem pensava no que dizia; ou os Evangelhos são falsos. Ele não poderá escolher nem uma coisa nem outra sem deixar de ser cristão. Pois está claro lá no Evangelho que Cristo quis edificar a Igreja sobre São Pedro e seus Sucessores, fazendo-os Pedra de sua Igreja.

Nos documentos do Magistério que lhe indiquei você também encontrará munição abundante para isto. Faça também uma pesquisa no Veritatis sobre estes assuntos; temos abundantes trabalhos sobre Eclesiologia e sobre o Papa.

Espero ter lhe ajudado, caríssimo!

Deus vos abençoe em seu debate, e que você possa converter este nosso irmão à única verdade, a verdade católica, de Cristo.

Meu cordial abraço,

Taiguara Fernandes de Sousa.

“Omnes cum Petro, ad Iesum per Mariam!”
(Todos com Pedro, a Jesus por Maria!)

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