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Leitor pergunta sobre o Vaticano II, poder dos bispos e importância de são josé

Boa tarde! Serei muito breve em meus questionamentos, e se possivel espero respostas. Obrigado. 01- Como eu deve enxegar o Concílio Vaticano II? Por que muitos críticam, e até mesmo católicos que conhecem muito de doutrina? 02- Devo me apegar mais ao que o meu bispo diocesano prega, ao que meu padre prega, ou ao que sai de Roma? Para minha tristeza, as vezes existe uma distância entre as duas realidades. 03- Para a Igreja, qual é o lugar de São José? Se possivel, podem me indicar documentos onde eu encontro base para as respostas. Grato. Glauber.

Caríssimo sr. Glauber, estimado em Cristo,

Respondo conforme os itens de sua mensagem.

1. O Vaticano II é um Concílio Ecumênico válido, legítimo e lícito da Igreja Católica. Muitos o vêem com maus olhos porque a ele atribuem a crise que se alastrou pelos ambientes eclesiais após o seu término. Ocorre que, em primeiro lugar, discussões sobre a interpretação de textos de concílios sempre houve na história da Igreja. Ademais, a crise é uma crise mundial, não só religiosa, mas moral, sobretudo, e que se faz presente em todos os setores da sociedade: foi uma crise que coincidiu com o Concílio. Enfim, os erros que se alastram em alguns ambientes católicos não são culpa do Vaticano II, mas da falsa interpretação que certos setores modernistas dão a ele. É preciso, como em qualquer documento da Igreja, interpretar seus textos de acordo com o restante do Magistério, à luz da Tradição.

Sobre o assunto, recomendamos:

https://www.veritatis.com.br/article/3941
https://www.veritatis.com.br/article/3502
https://www.veritatis.com.br/article/3940
https://www.veritatis.com.br/article/3841

Outros artigos certamente serão publicados pelo VS, dado que muitos nos escrevem com grande confusão gerada por alguns críticos – que não temem criticar nem mesmo o Papa!!!

Saliento que os erros dos assim chamados tradicionalistas – que condenam o Vaticano II como herético ou favorecedor de heresias – são bem semelhantes aos dos progressistas. A matriz filosófica é a mesma. Veja mais em: https://www.veritatis.com.br/article/4011

2. O Bispo, ordinariamente, é o Pastor da Igreja Particular, da comunidade local dos católicos. Autoridade de ensino e de governo. Certamente que seu ensino, quando unido ao dos demais Bispos e em consonância com o deles, unanimemente, é infalível. Sem essa unanimidade, ainda o é quando reproduz o ensino infalível do Papa. Fora dessas condições, é um ensino, falível, mas autêntico, autorizado, aprovado, o que nos deve levar a comparar com o ensino pontifício: contraria o que diz o Papa ou não? Se não contraria, pode ser crido. Contrariando, devemos nos apegar, sim, ao Papa, pois ele, além de Bispo de Roma, é o Pastor da Igreja Universal, com poder direto sobre todos os fiéis.

Esse poder direto é exercido também na direção da Igreja, não só no Magistério. Governam a Igreja, portanto, cada Bispo em sua Diocese, e o Papa em sua Diocese de Roma e em todas as outras, em razão de seu primado de jurisdição imediata e universal.

Leia, por favor, os seguintes artigos:

https://www.veritatis.com.br/article/3835
https://www.veritatis.com.br/article/3961

3. São José é figura de altíssima veneração na Igreja. Ele é mesmo o Patrono da Igreja Universal, e pois assim como cuidou da Sagrada Família, irá cuidar da Igreja, Corpo de seu Filho adotivo. Defensor de Cristo, defenderá a Igreja, Seu Corpo Místico, sempre em união com a Santíssima Virgem.

Recomendo a leitura e o estudo da Exortação Apostólica Redemptoris Custos, sobre a figura e a missão de José na vida de Cristo e da Igreja, de autoria do Papa João Paulo, e que se encontra em nosso site.

Em Cristo,

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