Estava lendo a resposta do Dr. Rafael com o título acima utilizado, e refletindo em tudo o que ele falou.

Realmente, nossa vocação de batizados nos chama a sermos Sacerdotes, Reis e Profetas, como tenho aprendido nas aulas de Catecismo oferecidos pela Escola da Fé. Não me recordo bem qual a missão de Sacerdote, mas bem lembro que a de Rei é de servir e, principalmentre, a de Profeta é dar testemunho de Cristo E denunciar os erros.

Porque, realmente, caridade nada tem a ver com agir de maneira passiva. Não, e principalmente diante de um pecado! É óbvio que não devemos escandalizarmo-nos ou humilhar o irmão, mas chamar a atenção e, muitas vezes se faz necessário como bem descreveu o Dr., usar de palavras duras como o próprio Cristo fez muitas vezes. A exemplo disso, no discurso sobre a Eucaristia (Jo 6,50-66), Jesus declara em verdade que ninguém poderá entrar no Reino dos céus se não comesse da sua carne. A multidão, escandalizada com a brutalidade daquelas palavras, protestou. E Jesus se usou de palavras duras para reafirmar o que havia dito, de modo que muitos já não andavam com Ele.

Se formos passivos e fecharmos nossos olhos para o pecado, admitindo o que o mundo quer que admitamos e traindo a verdade, seríamos agradáveis e não mais incomodaríamos às presentes correntes de pensamento anti-cristãs. Mas a caridade consiste justamente no contrário, perseverar na fé contra as adversidades, de forma que todos tenham a oportunidade de conhecer o Evangelho e, abraçando-no, sejam salvos. Mesmo que isso signifique agir de palavras duras, corrigindo as instituições, os grupos e organizações, e mesmo as pessoas de forma individual. Para que conheçam e perseverem na Verdade.

Bem, em síntese não quie falar muito, até porque não há necessidade de repetir o que o Dr. Rafael já disse. Quis apenas deixar minha opinião e relatar meu apoio aos seus artigos.

Míriam Bergo
 
 
Caríssima Sra. Míriam Bergo,
 
Nós do VS agradecemos muito sua preocupação com a sã doutrina, seus elogios a nosso apostolado, e sua generosidade em nos ofertar palavras de estímulo.
 
Sua descrição da caridade combativa, a serviço da verdade, é uma prova de que a senhora entendeu bem o ensino dos ignorantes como obra de misericórdia, como bem mostra o catecismo. Também demonstra que a senhora captou o que queremos dizer, e que, em nenhum momento, fomos grosseiros, como nosso anterior consulente nos acusava.
 
Nosso muito obrigado!
 
Em Cristo,

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