– Prezados senhores,

Louvado seja NSJC!

Gostaria de cumprimentá-los pelo excelente artigo acima citado. É uma grande verdade tudo o que está ali. Fiz um sacrificio imenso pra manter meus filhos numa escola católica (sacrificio econômico e físico, pois que morávamos muito longe da escola). Mas queria dar aos meus filhos, além de um ensino de qualidade, também uma formação moral e religiosamente catolica, pois só a mãe às vezes é pouco pra formar o pensamento e contribuir positivamente para as escolhas dos jovens. Há toda uma força contrária ao bem na sociedade, na midia, no mundo em geral.

Tive uma tremenda decepção. Não vou detalhar, pois o artigo diz exatamente tudo o que experimentei. Só para resumir, cito a frase da diretora quando, numa reunião, as mães (até que nada católicas) questionavam a ausência total de fé e religiosidade no colégio, dizendo que puseram seus filhos ali pois sentiam que isso lhes era necessário e elas mesmas não tinham pra dar. Respondeu a freira-diretora: “Religião pra nós é ecologia e cidadania; o resto é proselitismo, que nós não admitimos aqui”.  Hoje, meu filho nem é católico e nem sequer crê em Deus. A parcela de culpa que a escola teve é talvez tão grande quanto da igreja do bairro, mas dessa eu já não esperava nada mesmo. A crise é grande! É imensa!  É apocalíptica! (…)

É diabólico o que estão fazendo com a nossa Igreja.No entanto estou muito espantada ao ver na internet, onde navego há relativamente pouco tempo, quanta gente não está alienada disso tudo; mas sofre, protesta, luta pra alertar a Igreja, pra mostrar que os catolicos não estão conformados com essa situação. Querem renovações, ou melhor, restaurações.

Minha pergunta é: será que não existe um jeito de nos unirmos pra combater tudo isso de forma eficaz? Pra fazer nossa voz chegar às autoridades religiosas que podem e têm a obrigação de mudar essa situação? Vocês teriam alguma sugestão? Em Cristo, e invocando as bençãos de N. Senhora. T. (Passo Fundo-RS)

Caríssima T.,

PAX DOMINI,

Infelizmente essa é a realidade em que nos encontramos. Não abordei no artigo que escrevi, mas todo o conteúdo que expus veio de um aprendizado empírico; eu passei por tudo aquilo, inclusive entro no exemplo dos garotos que viraram marxistas e agnósticos. Um ponto pertinente a ser frisado é que no tocante a Igreja, tudo é intimamente ligado, e suas consequências são visíveis rapidamente. As escolas católicas se tornaram redutos de deformação religiosa por conta da anterior deformação dos religiosos. Ora, num sadio ambiente cristão, católico, o erro é combatido com rigidez, entretanto, em terras brasileiras, o relativismo vindo com as heterodoxias propiciou uma blindagem de contrapontos, vistos então como retrógrados e ultrapassados.

O erro, no Brasil, foi esperto, devemos assumir. Entrou nos seminários, corrompendo a formação dos futuros Sacerdotes, e nas escolas católicas, dilacerando o aprendizado dos jovens. Há tática mais eficaz do que atacar, justamente, as fontes básicas e fundamentais?

Muitos católicos, leigos e religiosos, já perceberam que é através da reestruturação dos seminários que o Brasil terá os meios favoráveis para a formação digna de um futuro Padre, porém, infelizmente, não há uma devida importância aos centros estudantis, onde ainda reina, de forma absoluta, o absurdo.

A senhora pergunta o que podemos fazer. Pois bem, o Apostolado Veritatis Splendor continuará, e fortalecerá a sua missão em alertar, indicar e ajudar no combate, mas devemos nos organizar para a prática, no caso em questão um possível grupo de mães e porque não alunos, seria extremamente válido e com certeza eficaz.

Em Cristo,

Pedro Ravazzano

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