Espaço do Leitor

Leitora pergunta: como conciliar tarefas diárias com oração e estudo bíblico ?

(…)

Há muito tempo venho sofrendo espiritualmente e não encontro solução, procurei aconselhamento com padres mas não consegui resolver. O problema é que não consigo rezar. Sou agricultora, moro com meus pais, tenho 20 anos e sempre me interessei pelas coisas de Deus, li e leio a Bíblia diariamente e tenho particular gosto pela Palavra de Deus. Embora aparentemente disponha de tempo, não consigo acordar mais cedo para rezar, e durante o dia não encontro o momento, não consigo me concentrar para a oração, se paro para um momento, então não sei o que fazer. Pergunto: o que é a oração? Como e quando deve ser feita? De que maneira? Já me disseram que fazer o oferecimento do dia é oração, e todos os trabalhos oferecidos se tornam a oração. E também outro padre me disse que a oração não é só falar, é sentir o próprio corpo, sentir as coisas que Deus criou, contemplar as belezas de Deus, passear e refletir. Não entendo. É preciso haver palavras, conversar com Deus, ao menos penso assim, e é isso que não consigo. Não consigo mesmo. Posso já ter passado por alguma experiência de oração a partir de retiros da Canção Nova que participei, e já fui muito mais fervorosa do que sou, rezava o rosário completo todos os dias, mas olhando para trás, me parece que foi tão superficial… Penso que antes como agora não punha a alma naquilo que dizia, era da boca para fora, sem coração, e fui esfriando. Não sei o que dizer, parece que Deus está muito distante de mim, da minha realidade, do meu ser, é como se estivesse me dirigindo a alguém muito distante que não pode me escutar, não sei se é pouca fé ou se é uma dificuldade minha mesmo. Creio em Deus, em tudo o que ensina a Santa Igreja Católica, confesso-me regularmente e participo aos domingos na Missa. Mesmo assim, buscando sempre o auxilio dos sacramentos, aconselhamento com o padre, não consigo sair desse “buraco”. Por isso estou pedindo ajuda a vocês. Os dias começam e terminam e me sinto uma péssima católica, só de fachada, e quanto me dói isso; procuro fazer o que é certo, penso tanto em Deus, mas me sinto vivendo como se ele não existisse, como se fosse uma realidade e apenas, a quem não me dirijo. Sei que isso precisa mudar, sei que preciso ter um momento mais forte de espiritualidade, de encontro com o Senhor na oração, e me assusto de ver que o tempo passa e eu continuo sempre na mesma. A oração mental tem valor? Agradecer a Deus no silêncio dos nossos pensamentos é como se falasse ou tem tanto valor quanto eu pensar em outra coisa? Sinto um grande vazio, abandonei o rosário, tudo. Penso que rezar da boca para fora e sem nenhuma devoção é pior que ficar calada.

Mas não é só isso. Como já disse, tenho muito gosto pela Palavra de Deus, mas não sei como fazer o estudo da mesma. Tenho o livro “A Bíblia no meu dia-a-dia”, do Pe. Jonas Abib, já tentei diversas vezes o método por ele ensinado mas sempre travo, desisto em pouco tempo. Não sei se sou eu que não entendo muito bem, mas me parece um tanto difícil aquele método. Não é sempre que ao final de um dia de trabalho resta tempo ou forças para copiar inúmeros trechos e fazer todo um estudo. Isso exige o seu tempo e esforço intelectual para compreender, claro que o Espírito Santo é que deve guiar. Mas como me encontro em dificuldade de oração, oração e estudo ficam prejudicados. Não existe um método de estudo mais simples, para não-consagrados, de fácil compreensão? Eu até procuro fazer aquela parte “qual é a mensagem de Deus, e como aplicar isso na minha vida”, mas caio invariavelmente sempre na mesma conversa, em mesmices que em prática não se traduzem. Quero conhecer melhor e ter mais intimidade, mas esse método, não sei se por inépcia minha, não consigo levar a sério, não consigo fazer todos os dias, e quando faço, é uma tortura, já que não compreendo tudo o que leio, e se entendo nem sempre sei como por em prática. E escrever, então!… Quereria que fosse um momento de profunda espiritualidade a leitura e o estudo, algo que pudesse fazer todos os dias, mesmo estando cansada de um dia de trabalho (porque de dia nem sempre é fácil conciliar as tarefas com estudo, a noite me é mais apropriada). É preciso ser algo detalhado, “pesado”, ou existe outra forma diferente de se estudar a Bíblia, com uma seqüência diferente de livros? Concordo em anotar trechos e reflexões, mas que fosse acessível para mim, com essas dificuldades que expus.

Por favor, me ajudem; tenho boa vontade de mudar e de aprender. Se puderem esclarecer e orientar essa pobre leitora em “apuros”, vos ficarei muito grata. Que Deus os abençoe e ilumine em vosso apostolado.

Prezada Leitora,

A Paz !

Você relata que tem vivenciado algo que eu também vivenciei há algum tempo atrás, um “sofrimento espiritual”, pela inabilidade de orar de uma forma satisfatória. Como você, sou uma pessoa que tem diversas atividades – sou casada, trabalho e estudo à noite, sem contar as minhas obrigações com o Veritatis Splendor. Entendo perfeitamente o que você quis dizer quando mencionou a falta de tempo, a dificuldade em acordar mais cedo, o cansaço à noite.

Verifica-se, pela sua mensagem, o quanto você deseja a união com Deus, e se nós o percebemos, tenha certeza que Ele, que conhece o que se passa no mais íntimo do homem, também o sabe.

A todos nós, além da vida natural, Deus concedeu também a Graça de uma vida sobrenatural. Esta vida nos é dada gratuitamente, não pelos nossos méritos, mas pelos merecimentos infinitos de Cristo. Essa vida precisa aperfeiçoar-se, precisa aproximar-se de sua finalidade – a perfeição. A realização plena dessa finalidade é a perfeição absoluta, que só alcançaremos no céu, na visão beatífica de Deus.

Mas o que é oração?

É a elevação da alma a Deus. “É o contato das nossas mais nobres faculdades com o mais nobre de todos os seres, que é Deus”.[1] Essa elevação da mente pode ter quatro finalidades: adoração, ação de graças, expiação e súplica: por adoração entenda-se o silêncio reverente diante de Deus; ação de graças compreende não só agradecer pelos bens, mas também pelas cruzes, que nos unem mais a Ele e nos fazem progredir; a expiação abarca o repúdio ao pecado (contrição) bem como o pedido de perdão; na súplica pedimos todas as graças de que precisamos para chegar à consumação – a visão de Deus, na vida eterna.

Durante a vida terrena, não alcançamos senão a perfeição relativa, buscando sem cessar a união íntima com Deus. Devemos saber que na vida espiritual existem três níveis, também chamadas “vias”: Purgativa, Iluminativa e Unitiva. Cada uma dessas vias representa um estágio de progresso na vida espiritual:

·         Purgativa: Trata-se do estágio dos principiantes, “que, vivendo habitualmente em estado de graça, têm certo desejo de perfeição, mas conservam apegos ao pecado venial e se acham expostos a recair de vez em quando em algumas faltas graves”; [2] neste estágio o que se busca é a purificação da alma, através da oração e mortificação, pois a alma se unirá tanto mais intimamente com Deus quanto mais pura e desprendida for;

·         Iluminativa: consiste em imitar Cristo pela prática positiva das virtudes cristãs; as almas que estão neste estágio têm grande desejo de não ofender a Deus e evitam os pecados veniais; amam a penitência; praticam o recolhimento; praticam obras de caridade para com o próximo;[3]

·         Unitiva: Este estágio consiste na união íntima e habitual com Deus, através da contemplação, da simplificação da oração até tornar-se um olhar afetuoso e prolongado sobre Deus; a alma neste estágio não tem horas de meditação, sua vida é uma oração permanente, pois incessantemente se eleva a Deus.[4]

Como era de se esperar, o tipo de oração que a alma em cada uma dessas vias pratica é diferente. A experiência da contemplação e da oração silenciosa é típica de almas bastante evoluídas na vida espiritual, e o principiante que tentar iniciar sua vida de oração dessa forma pode acabar insatisfeito e frustrado.

Uma vez que a grande maioria de nós encontra-se na via purgativa, deter-me-ei na descrição da oração como prescrita para essa via.

A oração é necessária porque através dela obtemos as graças atuais[5] de que necessitamos para nossa salvação.  D. Estêvão diz que a primeira graça que devemos pedir é justamente a de saber orar – Em tudo o primado é de Deus ou da graça; portanto também na vida de oração o primado é da graça de Deus, graça que podemos obter mediante a própria oração. “Senhor, ensina-nos a orar!”, pediam os Apóstolos ao Senhor ao verem-no voltar do seu habitual colóquio com o Pai. Repitamos freqüentemente a jaculatória: “Senhor, ensina-nos a orar!”[6]

“Escreveste-me: ‘Orar é falar com Deus. Mas de quê?’. De quê?! D’Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias…, fraquezas; e ações de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade!”[7]

Podemos pedir na oração tanto os bens sobrenaturais (progresso nas virtudes, orar melhor, etc), mas também os bens temporais (o pão de cada dia, um emprego, etc). O importante é que peçamos tudo em conformidade com a vontade de Deus, como rezamos no Pai-Nosso: “seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu”.

Os principiantes devem cultivar o hábito de oração – buscar transformar a vida em oração. Para nós que somos leigos e temos os nossos muitos deveres de estado, não é nada fácil, mas também não é impossível.

Algumas pessoas de sorte conseguem participar da Santa Missa todos os dias, o que é maravilhoso. Eu não sou uma delas, infelizmente. Pode-se então fazer uma breve comunhão espiritual, nesse caso, no fim da meditação de quinze minutos, ou até mesmo no meio de ocupações manuais (lavando a louça, por exemplo…). Também se pode fazer uso de jaculatórias, para estarmos na presença de Deus durante todo o dia.

A oração vocal tem grande valor, em especial em momentos de dor ou aridez em que não sabemos o que dizer. Nessa hora, é bom nos socorrermos das fórmulas elaboradas pela Igreja ou pelos Santos, que com certeza dizem aquilo que deveríamos ou gostaríamos de dizer se soubéssemos ou pudéssemos… Essas fórmulas são uma parte muito importante da bagagem espiritual que possuímos para enfrentar todo o tipo de dificuldades. É um tipo de oração muito agradável a Deus.

Dependendo do tempo disponível e da rotina de cada um, pode-se acrescentar uma visita ao santíssimo, ou uma devoção mariana – em especial a recitação do terço, etc.

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Sempre que rezamos com atenção o terço e nos detemos uns instantes a meditar cada um dos mistérios que nele se propõem, obtemos mais forças para lutar, mais alegria e desejos mais firmes de ser melhores. Não se trata tanto de repetir fórmulas como de falar como pessoas vivas com uma pessoa viva, que, se não a vedes com os olhos do corpo, podeis no entanto vê-la com os olhos da fé. Com efeito, a Virgem e o seu Filho vivem no Céu uma vida muito mais “viva” do que a nossa – mortal – que vivemos aqui na terra.[8]

“O Rosário é um colóquio confidencial com Maria, uma conversa cheia de confiança e de abandono. É confiar-lhe as nossas penas, manifestar-lhe as nossas esperanças, abrir-lhe o nosso coração. É declararmo-nos à sua disposição para tudo o que Ela, em nome do seu Filho, nos peça. É prometer-lhe fidelidade em todas as circunstâncias, mesmo as mais dolorosas e difíceis, certos da sua proteção, certos de que, se o pedimos, Ela sempre obterá do seu Filho todas as graças necessárias à nossa salvação”.[9]

E o que dizer das distrações?

Este é o obstáculo clássico, que já Santa Teresa de Ávila[10] denunciava. Incute o desânimo a muitos que desejam orar. Todavia é de notar que as distrações só impedem a oração quando aceitas ou quando há consentimento. Pode alguém passar quinze minutos tentando rezar e, para tanto, tentando combater as distrações…; embora se sinta frustrado, esteja certo de haver rezado, pois terá feito um continuo ato de fé, muito significativo aos olhos do Senhor. Vale aqui aplicar o princípio de São Bernardo: “Procurar a perfeição já é perfeição”; donde “procurar rezar já é rezar”. Importa não capitular, mas perseverar na busca de Deus.[11]

Às vezes podemos pensar que “pra rezar mal é melhor nem rezar”.  Como podemos ver, isso não é verdade. O Papa João XXIII disse uma vez que “o pior terço é aquele que não se reza”.

Juntamente com as orações vocais, a alma necessita do alimento diário da oração mental. Nesta, predomina o raciocínio, para que possamos alimentar e robustecer nossas convicções acerca da fé – pode-se meditar nos evangelhos, nos escritos dos Profetas, dos Salmos, dos livros Sapienciais, na vida e nos escritos dos santos. Há também clássicos da espiritualidade, como bem como o “Imitação de Cristo” de Tomás de Kempis. Quem não se sente ainda seguro, pode optar por textos compostos especialmente para esse fim – como diz Santa Teresa ter feito durante muito tempo – recomendo, por experiência pessoal, a coleção Falar com Deus, de Francisco Carvajal.

Vejamos uma sugestão que é possível mesmo aos que trabalham, estudam, fazem dupla jornada, etc:

  • Pela manhã: orações vocais e oferecimento do dia;
  • Quinze minutos por dia, em horário que seja mais conveniente: meditar as leituras do dia (ou pelo menos o evangelho do dia) – algumas pessoas preferem fazê-lo com a ajuda de alguma leitura espiritual;
  • Antes de dormir, cinco minutos de leitura bíblica, um exame de consciência – importante para conhecer nossas fraquezas e reafirmar o propósito de lutar contra nossos defeitos – e orações vocais.

Sobre o estudo da Bíblia, não pretendo dar aqui uma “receita de bolo”, porque um método, por melhor que seja, pode não ser o melhor método para uma determinada pessoa. Por isso, não contesto a validade do método do Pe. Jonas Abib – mencionado por você – que eu também tentei, assim que retornei à Igreja em 2006, mas ao qual não me adaptei, pelos mesmos motivos que você apontou.

Um ótimo método, praticado no ambiente monástico, é o da Lectio Divina.[12] Consiste em quatro momentos ou “degraus”: a leitura, a meditação, a oração e a contemplação. No entanto, é um método que exige uma disponibilidade de tempo que nem sempre temos.

Uma sugestão – tem funcionado para mim – é começar o estudo bíblico pelo Novo Testamento, pela leitura dos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), cinco minutos por dia, uma leitura seqüencial. Depois, os Atos dos Apóstolos e as Cartas de Paulo, em seqüência. Em seguida, o Evangelho de João e as demais cartas. Dessa forma, vai-se tomando contato com a boa nova anunciada, da mesma forma que os primeiros cristãos, aprendendo quem é Jesus, o que fez, o que pregou, como viver de acordo com o “caminho”[13].

Nessa leitura dos evangelhos é importante que nos imaginemos como um dos apóstolos, ouvindo as palavras do Mestre, conhecendo-o. Como diz São Josemaría Escrivá:

“Esses minutos diários de leitura do Novo Testamento que te aconselhei – metendo-te e participando no conteúdo de cada cena, como um protagonista mais -, são para que encarnes, para que “cumpras” o Evangelho na tua vida… e para que o “faças cumprir”.[14]

Não se preocupe em tirar conclusões teológicas profundas, mas em criar familiaridade com a escritura e com os ensinamentos de Cristo. Tomar notas ou não fica a seu critério. Em outra etapa, poder-se-á estudar o antigo testamento. Aos poucos, durante a meditação, vamos relacionando a mensagem do evangelho do dia com trechos lidos, e nossa meditação vai sendo assim enriquecida. Da mesma forma, durante a leitura bíblica, pontos meditados vão ser evocados à memória e tornarão a leitura mais proveitosa.

O importante é a regularidade. Não adianta no início nos empolgarmos e meditarmos uma hora, lermos a bíblia mais outra hora, e depois não conseguirmos manter o ritmo e irmos abandonando o hábito. Melhor será mantermos o hábito, mesmo que a princípio quinze minutos de meditação e cinco minutos de leitura pareçam pouco.

Muitas vezes, teremos a impressão de que estamos rezando mal ou de que a leitura não foi produtiva, mas devemos manter o propósito, meditando e lendo mesmo aparentemente sem muita vontade:

E sempre devemos ter a firme determinação de dedicar a Deus, estando a sós com Ele, o tempo que tenhamos previsto, ainda que sintamos uma grande aridez e nos pareça que não tiramos nenhum fruto desses momentos.[…] A oração é sempre frutuosa, se há empenho em levá-la adiante apesar das distrações e dos momentos de aridez. Jesus nunca nos deixa sem graças abundantes para todo o dia. Ele “agradece” sempre com muita generosidade os momentos em que o acompanhamos.[15]

Enfim, espero que seja de ajuda e que você reencontre o gosto pela oração. Peça a Nossa Mãe que lhe ajude, pois ela sabe, como ninguém, conduzir-nos a seu Filho.

Deixo, por fim, para reflexão, mais palavras de São Josemaría Escrivá:

Não sabes orar? – Põe-te na presença de Deus, e logo que começares a dizer: “Senhor, não sei fazer oração!…”, podes ter a certeza de que começaste a fazê-la.[16]

Fica com Deus,

Maite Tosta


[1] BETTENCOURT, D. Estêvão. ORAÇÃO: DIFICULDADES E PISTAS DE SOLUÇÃO. Pergunte e Responderemos 461 – pp. 444-448 .

Veja também  Leitor pergunta sobre a posição da Igreja quanto à “Terapia da Regressão”

[2] TANQUEREY, A.D. Compêndio de Teologia Mística e Ascética, ponto nº 636.

[3] Ibidem, ponto nº 962

[4] Ibidem, pontos nº1290, 1294 e 1295.

[5] Graça atual é a graça com a qual Deus ilumina o entendimento e move a vontade, como ajuda para fazer o bem – ainda que custe – e evitar o mal. (http://www.veritatis.com.br/article/5096)

[6] BETTENCOURT, D. Estêvão. Op. Cit.

[7] ESCRIVÁ, São Josemaría. Caminho, ponto 91.

[8] CARVAJAL, Francisco. Falar com Deus. TEMPO COMUM. VIGÉSIMA SÉTIMA SEMANA. SÁBADO 36. ORAÇÕES À MÃE DE JESUS

[9] João Paulo II, Alocução, 25.04.87

[10] “Muitas vezes Deus permite que securas e maus pensamentos nos persigam e aflijam, sem que os possamos lançar para longe de nós. Permite mesmo, algumas vezes, sermos mordidos, para que aprendamos a nos guardar melhor no futuro e para provarmos que deveras nos pesa ter ofendido a Deus. / Não desanimeis, portanto, quando vos acontecer cair. Nem deixeis de querer ir adiante. Dessa mesma queda tirará Deus vosso bem… Ainda que não houvesse outro meio de enxergarmos a nossa miséria, o combate renhido, que forçosamente travamos para de novo nos recolhermos bastaria para reconhecermos o grande mal que nos faz o costume de andar dissipadas” (Castelo Interior ou Moradas 1, 8s).

[11] BETTENCOURT, D. Estêvão. Op. Cit.

[12] http://www.agencia.ecclesia.pt/catolicopedia/artigo.asp?id_entrada=1123

[13] Os primeiros cristãos se entitulavam os do “caminho”.

[14] ESCRIVÁ, São Josemaría, Sulco, ponto 672.

[15] CARVAJAL, Francisco. Falar com Deus.  (disponível em: http://vidaespiritual.blogcatolico.com.br/2008/06/19/oracao-mental-i/)

[16] ESCRIVÁ, São Josemaría, Caminho, ponto 90.


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