Espaço do Leitor

Leitora pergunta sobre missa de 7º dia e segunda vinda de cristo.

[Leitor autorizou a publicação de seu nome no site] Nome do leitor: Maria Flávia Medeiros
Cidade/UF: Mongaguá/SP
Religião: Católica

Mensagem

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A Paz irmãos em Cristo!

Conheci o site através de uma entrevista no programa Diálogo com Cristo na Canção Nova. E aproveito para parabenizá-los por esta obra. Gostaria de obter esclarecimentos sobre a missa de sétimo dia. E também sobre a segunda vinda de Jesus. A minha dúvida é: Jesus já não veio pela segunda vez (ressuscitado) e permanece no meio de nós, na Eucaristia? Quero me manter informada e esclarecida na minha fé para argumentar com nossos irmãos protestantes.

Desde já agradeço.

Maria Flávia.

Caríssima Maria Flávia,

Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja conosco! Muito obrigado pelos parabéns ao nosso apostolado, ore por nós para que possamos continuar defendendo a fé católica e evangelizando! . Vamos a suas dúvidas:

Não existe um embasamento doutrinário para a Missa especificamente de “7º dia”. Há quem diga que celebrá-la em memória no “7º dia” após a morte, faz referencia ao “7º dia da Criação”, quando Deus descansou (Gen 2,1). Na realidade, não importa o dia, importa que se celebrem Missas pela alma dos falecidos, sempre que possível, com a intenção de prestar sufrágio. No Brasil é costume celebrar a Missa no 7º dia, além da “Missa de corpo presente”.

Eis o que ensina o Magistério da Igreja acerca das Exéquias:

“A Igreja que, como mãe, trouxe sacramentalmente em seu seio o cristão durante sua peregrinação terrena, acompanha-o, ao final de sua caminhada, para entregá-lo “às mãos do Pai”. Ela oferece ao Pai, em Cristo, o filho de sua graça e deposita na terra, na esperança, o germe do corpo que ressuscitar na glória. Esta oferenda é plenamente celebrada pelo Sacrifício Eucarístico. As bênçãos que a precedem e a seguem são sacramentais”. (CIC § 1683)

“Os funerais cristãos são uma celebração litúrgica da Igreja. O ministério da Igreja tem em vista aqui tanto exprimir a comunhão eficaz com o defunto como fazer a comunidade reunida participar das exéquias e lhe anunciar a vida eterna. Os diferentes ritos dos funerais exprimem O caráter pascal da morte cristã.” (CIC § 1684-85)

“Este ensinamento [do purgatório] apóia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis por que ele [Judas Macabeu] mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos: Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.” (CIC § 1032) [destaque nosso]

Quanto a sua segunda dúvida, a segunda vinda de Cristo ainda não ocorreu. Esta vinda definitiva dar-se-á no fim dos tempos, e somente o Pai sabe quando será. (cf. Mc 13, 24-32). Não se deve confundir a ressurreição de Cristo, com sua segunda vinda. Após a Ressurreição, Cristo voltou ao Pai, deixou-nos o Espírito Santo e voltará no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos.

“Respondeu-lhes ele [Jesus]: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo. Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos. Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”. (Atos 1,7-11) [destaque nosso].

Sobre a volta gloriosa de Jesus, ensina o Magistério da Igreja:

“Cristo Senhor já reina pela Igreja, mas ainda não lhe estão submetidas todas as coisas deste mundo. O triunfo do Reino de Cristo não se dará sem uma última investida das potências do mal. No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história. Ao vir no fim dos tempos para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso revelará a disposição secreta dos corações e retribuirᔠ(CIC § 680-82) [destaque nosso]

“O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte. (Parágrafos relacionados. A mensagem do Juízo Final é apelo à conversão enquanto Deus ainda dá aos homens “o tempo favorável, o tempo da salvação” (2Cor 6,2). O Juízo Final inspira o santo temor de Deus. Compromete com a justiça do Reino de Deus. Anuncia a “bem-aventurada esperança” (Tt 2,13) da volta do Senhor, que “virá para ser glorificado na pessoa de seus santos e para ser admirado na pessoa de todos aqueles que creram (2Ts 1,10)”. (CIC § 1041-42) [destaque nosso]

Esperando tê-la ajudado, despeço-me.

In caritate Christi,

Leandro.





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Veritatis Splendor