O sucesso estrondoso da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro trouxe à luz duas verdades que, apesar de incontestáveis, vinham sendo negadas pela mídia e pelo Estado. A primeira delas é a inegável religiosidade do povo brasileiro. Um amigo estrangeiro uma vez comentou comigo nunca ter visto, em outro país, tantas menções a Deus: são os para-choques dos caminhões, os adesivos nos automóveis, as exclamações populares… tudo aponta para a Divindade, para o Sumo Bem.

A presença pacífica de 3,5 milhões de pessoas na Praia de Copacabana, unidas em oração e recebendo de braços abertos os peregrinos do mundo inteiro, serviu, sozinha, para calar os que pregavam uma suposta decadência da Igreja.

A outra verdade incontestável é o outro lado da mesma moeda: a Marcha das Vadias local contra a JMJ, com direito até mesmo a sodomia com crucifixo – como no filme O Exorcista –, quebra de imagens sacras e outros sacrilégios absurdos, deixou perfeitamente claro que é apenas uma ínfima e pérfida minoria que se deixou escravizar pelo discurso das multinacionais e do governo. Não é, contudo, um mero carnaval, como a tolerância brasileira tradicional em geral quer ver: é uma oposição ativa ao Bem, é uma escolha ativa do Mal. Pode ser engraçado – ainda que patético – ver algumas dezenas de peitos balançando, pintados com frases absurdas. É indigno, mas pode ser percebido como correlato de qualquer bloco de sujos.

A reunião luminosa de milhões de pessoas pacíficas em oração mostra o caminho para uma sociedade mais justa e solidária; a violentíssima e obscena reação de algumas parcas dúzias de escravos das sensações obtidas pela manipulação dos aparelhos excretor e reprodutor mostra o caminho para a destruição. Os sacrilégios ocorridos no Rio são o corolário lógico da proposta das vadias.

A Igreja afirma que é uma mulher – Maria Santíssima – a Rainha dos Céus e da Terra. As vadias usam sua imagem como apetrecho sexual, e depois a entregam para que um homem a quebre, como sinal de sua busca de escravização da mulher, que procuram efetuar pela sua degeneração e degradação.

O horror que tais atos inspiram a todos os demais brasileiros, contudo, mostra mais uma vez a primeira verdade que apontamos: por mais que o governo e as multinacionais derramem dinheiro e banquem a devassidão desses loucos, eles jamais passarão de uma ínfima e sórdida minoria.

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