Respostas Católicas

O Concílio Vaticano II revogou a doutrina da infalibilidade papal?

– Uma freira me disse que o Concílio Vaticano II acabou com toda essa estória de considerar o Papa como mestre infalível. Mas qual documento do Vaticano II diz isso? (Anônimo)

Nenhum documento do Vaticano II “acabou” com a infalibilidade papal. O Vaticano II, na verdade, reafirmou – e não com palavras imprecisas – o ensinamento do Vaticano I sobre a autoridade papal.

A Constituição Dogmática sobre a Igreja (“Lumen Gentium”) diz o seguinte:

“Este santo Concílio propõe de novo, firmemente, à fé de todos os fiéis, a doutrina da instituição, perpetuidade, poder e natureza do sacro primado do Romano Pontífice e do seu infalível magistério” (LG 18).

Talvez o que a freira a que você se refere quis dizer é que o Vaticano II tentou concluir aquilo que o Vaticano I iniciou. O Vaticano I definiu o papel do papado na Igreja, mas não chegou a abordar o papel do episcopado. Como resultado da invasão italiana aos Estados Papais e da guerra Franco-Prussiana, o Vaticano I não conseguiu definir a posição do episcopado em relação ao Papa.

O Vaticano II ratificou o ensinamento do Vaticano I sobre o papado, mas também delineou o papel dos Bispos na Igreja: os Bispos como mestres e pastores, agindo em união com o Papa, agem em conformidade com o princípio da colegialidade.

O que existiu [por volta de 1990] foi um renovado debate sobre considerar-se o Papa como cabeça de um colégio de Bispos, embora não quisesse subordinar o Papa a este colégio. Mas não faz sentido dizer que o Vaticano II “acabou” com a autoridade papal anteriormente definida.

 


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