Os Líderes dos Apóstolos Pedro e Paulo (29 de junho):

O Jejum dos Apóstolos termina com a Festa de São Pedro e São Paulo, Líderes dos Apóstolos (29 de junho), e com a memória de todos os Apóstolos (em 30 de junho). Esses dois homens tinham pouco em comum. Pedro era da Galileia, um comerciante comum que ganhava a vida pescando. Paulo, de Tarso na Cicília, era um cidadão romano e um fariseu, educado na Lei Judaica. O que eles tinham em comum era sua fé em Cristo e sua abertura ao Espírito Santo que haviam recebido.

Pedro foi o primeiro dos Apóstolos de Jesus a confessar: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” E em resposta, “Jesus, então, lhe disse: ‘Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus’” (Mateus 16,16-18).

Havendo sido inicialmente um inimigo dos Apóstolos, Paulo foi convertido no caminho para Damasco, onde ia para prender fiéis que pertenciam à comunidade judaica. O Cristo também lhe confiou uma missão especial: “levará o meu nome dian¬te das nações, dos reis e dos filhos de Israel” (Atos 9,15). Mais tarde, Paulo levaria o Evangelho por toda a Ásia Menor e Europa adentro, tanto aos gentios quanto aos judeus.

Muito do Novo Testamento é, direta ou indiretamente, trabalho desses dois santos. Além das Epístolas que levam seus nomes, os ensinamentos de Pedro e Paulo são encontrados nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. De acordo com uma tradição primitiva, São Marcos era o discípulo e intérprete de São Pedro que escreveu as memórias de São Pedro acerca de Jesus. Como vemos nos Atos, São Lucas era um discípulo e companheiro de São Paulo, já no fim de sua vida, que registrou muito do que sabemos sobre Pedro e Paulo.

Tanto São Pedro quanto São Paulo encerraram suas vidas em Roma em 66-68 d.C. Pedro morreu a morte de um escravo: a lenta crucifixão. A Paulo, como um cidadão romano, foi concedida uma morte mais misericordiosa: a decapitação. Pedro e Paulo colocaram as fundações da Igreja de Roma, que observa até hoje a festa de sua Sede.

A Igreja de Antioquia também tem esses santos como seus patronos. De acordo com os Atos dos Apóstolos, São Paulo foi um membro da Igreja de Antioquia e foi enviado por ela em suas viagens missionárias (At 13, 1-3). Apesar de os Atos apenas registrarem a visita de São Pedro a Antioquia, a tradição local diz que ele viveu ali por sete anos antes de ir a Roma. Antioquia foi naquela época a capital do Império Romano do Oriente e o centro da atividade Cristã na Ásia Menor.

  • Rezem juntos os seguintes versos: “Com que galardões de louvor coroaremos Pedro e Paulo? Eis os maiores arautos da Palavra de Deus, diferentes pessoas, mas um em espírito – aquele, o Líder dos Apóstolos, este, quem trabalhou mais que todos os outros. Cristo Deus, que É o Misericordiosíssimo, coroou a ambos de maneira apropriada: com diademas de glória e imortalidade. Veneremos Pedro e Paulo, os grandes luminares da Igreja: dois faróis iluminando a Igreja com toda a Doutrina de Deus. Por sua pregação, eles tiraram os gentios do desconhecimento de Deus. Por isso, o primeiro foi pregado à cruz e encontrou seu caminho para o Céu, onde recebeu as Chaves do Reino do próprio Cristo; enquanto o segundo, decapitado ao fio da espada, acendeu em glória ao Salvador. Pelas suas orações, esmagai nossos inimigos invisíveis, ó Cristo Deus, e firmai nossa Fé Verdadeira, porque Vós Sois o Amigo da Humanidade!”

 

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