Protestantismo

O legado de Martinho Lutero, o primeiro protestante

Um Legado do qual ninguém deveria se orgulhar!

“Sede submissos e obedecei aos que vos guiam, pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta. Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto” (Hebreus 13,17).

Martinho Lutero, o autor da falsa doutrina humana da Sola Scriptura e as consequentes interpretações individuais da Sagrada Escritura, obviamente evitou este versículo, e também muitos outros. Sola Scriptura, ou Somente Bíblia, significa, “se não está na Bíblia, não acredito”.

Acabei de mostrar que, mesmo que esteja na Bíblia, alguns podem não acreditar, se assim o decidirem. Mostrarei muitos outros versículos como exemplos de passagens da Escritura ignoradas por não-Católicos ao longo deste texto.

Martinho Lutero definitivamente era desobediente aos seus superiores, à autoridade da Igreja Católica, da qual era membro. Mostre-me de onde veio a autoridade auto-proclamada por Lutero?

Ele era um monge Agostiniano, e não era um Bispo. Não tinha nenhuma autoridade. Ele ruidosamente ignorou outros versículos da Escritura que nos dizem claramente de onde vem a autoridade final, e não vinha dele, mas da sua rival, a Igreja Católica.

“Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente. Se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano” (Mateus 18,15-17)

Esta é claramente a autoridade dada a Sua Igreja, pelas palavras do próprio Jesus Cristo.

Estes versículos foram claramente ignorados por Matinho Lutero.

Ele também ignorou as lições que nos foram dadas no Antigo Testamento:

“Maria e Aarão criticaram Moisés por causa da mulher etíope que ele desposara. Moisés tinha, com efeito, tomado uma mulher etíope. “Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós?” E o Senhor ouviu isso. Ora, Moisés era um homem muito paciente, o mais paciente da terra. Logo falou o Senhor a Moisés, a Aarão e a Maria” Ide todos os três à tenda de reunião.” E eles foram. O Senhor desceu na coluna de nuvem e parou à entrada da tenda. Chamou Aaão e Maria, e eles aproximaram-se. “Ouvi bem, disse ele, o que vou dizer: aparecerei em visão. Eu, o Senhor, é em sonho que lhes falarei. Mas não é assim a respeito de meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. A ele Eu lhe falo face a face, manifesto-me a ele sem enigmas, e ele contempla o rosto do Senhor. Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés? A cólera do Senhor se acendeu contra eles. O senhor partiu…” (Números 12,1-9).

Aqui está mais um grupo de versículos com o mesmo tema, também ignorados por Lutero:

Números 16,1-35: É um tanto longo demais para ser citado aqui, mas por favor, leia sobre a rebelião de Coré e seus seguidores contra a autoridade de Moisés. Preste atenção particularmente ao fim daqueles que recusaram a se submeter à autoridade da Figura Paterna de DEUS na terra. Não é nada atraente.

Aqueles que deliberadamente ignoram os erros daqueles que nos precederam na história documentada estão condenados a repeti-los novamente.

A maneira pela qual DEUS dispensa hoje sua autoridade sobre o Seu Rebanho é a mesma que foi naquela época. DEUS é o mesmo ontem, hoje e sempre. Aparentemente, Lutero não sabia disso ou ignorou o fato.

Ele não tinha qualquer autoridade dada a ele por DEUS, então alegou que tinha a sua própria autoridade, por assim dizer.

Lutero escreveu muitos panfletos, imprimiu-os e os distribuiu por toda a Europa.

Em seu panfleto intitulado “O Papado em Roma”, de 1520, ele proclama sua própria autoridade deturpando a Sagrada Escritura, numa tentativa fútil de se justificar. Aqui estão alguns trechos do panfleto:

“Foi para esta igreja, para os crentes, que Jesus deu as chaves.”

Desculpe-me, Lutero, mas você está errado:

O único lugar onde Jesus deu as chaves a alguém foi em Mateus 16,19 e Ele as deu a Pedro e somente a ele. A palavra grega usada neste versículo significando “tu” é da segunda pessoa do singular.

“As chaves pertencem à igreja inteira e a cada um de seus membros.”

Perdão, Lutero, mas você está errado novamente:

Leia a nota a respeito da primeira afirmativa de Lutero. As chaves detém a autoridade do magistério da Igreja, e se cada um tivesse um molho de chaves, conforme afirma Lutero, então cada pessoa automaticamente se tornaria seu próprio papa (ou sua própria papisa). Não é exatamente isso que aconteceu no Protestantismo, com cada pessoa fazendo uma interpretação pessoal da Escritura?

Por causa dessa afirmação, cada um dos membros de seu movimento pensou que tinha seu próprio molho de chaves e, dessa maneira, tornou-se seu próprio intérprete infalível da Sagrada Escritura. “O que me faz bem deve ser a verdade”, é o que significa esta afirmação. Não existe uma autoridade central ou “Suprema Corte”, uma interpretação final da Sagrada Escritura no protestantismo, desde o seu início. Esta é uma clara violação de mais outros versículos da Escritura.

“Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2Pedro 1,20-21).

Está vendo? Lutero estava, na verdade, dizendo ao mundo que ele e seus seguidores rejeitariam os ensinamentos de DEUS e aceitariam, ao invés disso, ensinamento humano, dele mesmo. Isto o coloca em posição de violação de mais versículos ainda:

“Mas Pedro e os apóstolos responderam: ‘Importa obedecer antes a Deus do que aos homens'” (Atos 5,29).

“Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemunho de Deus…” (1João 5,9).

O panfleto “O Papado em Roma” foi escrito logo no início da questão, em 1520, e é óbvio que Lutero estava tentando convencer aos seus seguidores de que tinha alguma forma de autoridade, a fim de justificar seu movimento de separação da Igreja Católica. Entretanto, ele obviamente falhou em fazê-lo, e desta maneira moveu rapidamente para o próximo e muitos outros estágios destrutivos.

Mesmo no tempo em que tudo começou, em 1520, a Igreja Católica era a instituição de vida mais longa sobre a terra, tendo existido por quase 1500 anos. A Igreja repousava sobre um firme suporte de três pés, sendo um dos pés o Espírito Santo, o segundo a Sagrada Tradição Apostólica e o terceiro o Papa e o Magistério, a autoridade docente. Pelos seus próprios atos, ao se separar da Igreja legítima fundada por Jesus Cristo, Lutero perdeu um pé de autoridade, já que não podia tomar para si o Papado e o Magistério. Em segundo lugar, já que formou sua própria igreja, não podia se apoderar da Tradição Apostólica. Como não podia se apoderar da Tradição Apostólica, ele a embolou com a tradição feita pelo homem e desta forma condenou toda tradição. Ao fazer isso, violou ainda outro versículo da Sagrada Escritura:

“Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa” (2Tessalonicenses 2,15).

Mais uma vez, o ensinamento de DEUS na Sagrada Escritura foi substituído por ensinamento humano.

Dois pés firmes foram perdidos imediatamente. O único pé restante foi a Sagrada Escritura que ele tomou da Igreja Católica e alegou que só esta era necessária, nascendo assim a falsa doutrina da Sola Escriptura. Então ele prontamente mutilou a Bíblia, acrescentando [a palavra “somente”] a Romanos 3,28 e subtraindo sete livros do Antigo Testamento, simplesmente porque não estavam de acordo com seus ensinamentos. Ele também atacou muitos livros do Novo Testamento.

Muitos anos depois de ter começado a reforma, Lutero percebeu o estrago que a Sola Scriptura e a sua acompanhante, a interpretação individual da Sagrada Escritura, tinham feito ao seu movimento. Cacos caíam de sua igreja Luterana, com Munzer indo numa direção, Calvino noutra, Zwinglio para o outro lado e todos dispersando os rebanhos. “Quem não está comigo está contra mim. e quem não ajunta comigo, espalha” (Mateus 12,30; Lucas 11,23).

Os erros do Protestantismo emergiram rapidamente por que quem os espalhou?

O estrago causado pela interpretação individual da Sagrada Escritura se fez notar imediatamente. Lutero parecia lamentar o que começara, quando fez os seguintes comentários:

 

“Este não quer saber do Batismo, aquele nega o sacramento, um outro coloca um mundo entre este e o último dia: alguns ensinam que Cristo não é Deus, alguns dizem isto, outros dizem aquilo: Há tantas seitas e crenças quanto cabeças. Qualquer camponês bronco tem sonhos e fantasias e pensa que é inspirado pelo Espírito Santo e deve ser um profeta.” (De Wette III, 61. citado em O’Hare, THE FACTS ABOUT LUTHER [OS FATOS SOBRE LUTERO], 208).

“Nobres, burgueses, camponeses, todas as classes entendem o Evangelho melhor do que eu ou São Paulo; agora eles são sábios e pensam que são mais sabidos do que todos os ministros” (Walch XIV, 1360. citado em O’Hare, Ibid, 209.)

A essas alturas Lutero percebeu que tinha aberto a porta para o erro e não tinha o poder de fechá-la. Ele tinha “libertado o gênio” e agora percebera que este tinha crescido demais para ser forçado a “entrar novamente na lâmpada”. Você sabia que Lutero admitiu que a Igreja Católica era a Igreja verdadeira?

“De acordo, concedemos ao papado que este se assenta na verdadeira Igreja, possuindo o ofício instituído por Cristo e herdado dos apóstolos, para ensinar, administrar o sacramento, absolver, ordenar, etc., assim como os judeus se sentavam em suas sinagogas ou assembléias e sacerdócio e autoridade da Igreja eram regularmente estabelecidas por eles. Admitimos tudo isso e não atacamos o ofício, embora eles não estejam dispostos a admitir o mesmo tanto de nossa parte; sim, confessamos que recebemos estas coisas deles, mesmo como Cristo por nascimento descendeu dos judeus e os apóstolos obtiveram deles as Escrituras” (Sermão para o domingo após a Ascenção de Cristo; João 15,26-16,4 (segundo sermão), página 265, parágrafo 28, 1522).

Lutero comentou, muitos anos mais tarde:

“Reconhecemos – como devemos – que tanto do que eles [a Igreja Católica] dizem é verdade: que o papado tem a palavra de Deus e o ofício dos apóstolos, e que recebemos deles as Sagradas Escrituras, Batismo, o Sacramento e o púpito. O que saberíamos disso se não fosse por eles?” (Sermão sobre o evangelho de São João, Capítulos 14 – 16 [1537], no vol. 24 das OBRAS DE LUTERO, St. Louis, Mo., Concordia, 1961, 304)

Soa mais como uma lamentação da parte dele, não soa?

Interessante: quantos de seus seguidores nos tempos de hoje concordariam com o que ele disse naqueles comentários?

Estava a seu favor o fato de que em 1450 foi inventada a imprensa. Antes disso levava-se meses ou mesmo anos para espalhar uma mensagem por grandes áreas de uma população, já que tudo tinha que ser copiado à mão. Lutero tirou grande proveito deste passo gigante da humanidade e dizem que foi o mais prolífico usuário da impressão em massa por muitos anos. Escreveu muitos panfletos e cartas e as imprimia às centenas, e distribuía por toda a Alemanha e a maior parte da Europa. Imagine a surpresa das massas ao receber tanto material impresso, muitos deles pela primeira vez.

De qualquer jeito, com essa nova e ótima ferramenta nas mãos, Lutero deu o próximo passo. Atacar a maior e mais antiga instituição na terra. Ele não tinha autoridade para fazer isso. Ele não podia alegar Tradição Apostólica. Tinha a Bíblia que tomou da Igreja Católica. Possuía um ego inflado, e era como um leão enjaulado pronto para ser chutado. O que ele poderia usar para tentar justificar o que estava para fazer? Decidiu que se pudesse lutar com eles em seu próprio nível, então ele os iria endemoninhar.

Lutero queria mudanças de acordo com sua vontade e quando foi rechaçado pela hierarquia Católica, tornou-se mais e mais corrupto em seus escritos contra o Papado e a Igreja Católica. Em 1520, Lutero escreveu um documento chamado “O Cativeiro Babilônico da Igreja”. Nele, como o leão rugindo da Escritura (1Pedro 5,8), ele fez estas declarações um tanto brutas simplesmente porque não conseguiu seu intento de ditar ordens ao Papado:

“Pontífices que não têm Deus clamam orgulhosamente o direito de fazer isso, fingem estar procurando o bem da Igreja com essa Babilônia deles.”

“Como são lobos, querem parecer pastores.”

“Como são anticristos, querem ser honrados como Cristo”.

“O Papado é anticristo.”

“O Papado é o Reino da Babilônia.”

“O Papado é o poder de Nemrod.”

“O Papado é realmente o reino da Babilônia, sim o reino do verdadeiro anticristo.”

Note que Lutero chamou o Papa de anticristo, o Papado de Reino da Babilônia, e escreveu muitos outros comentários caluniosos neste documento. Isto não é Endemoniar? De nenhuma maneira o Papa poderia ser o anticristo, conforme explicado no artigo sobre o anticristo.

*Endemoniar, mostrar alguém como sendo um demônio, tornado demoníaco, representado como malévolo ou diabólico.

A Igreja Católica ou o Papado é “A Prostituta da Babilônia”. Quantas vezes você já ouviu isto vindo da boca de um Protestante Fundamentalista? Aqueles que propagam esta mentira são os mesmos que alegam seguir a Bíblia religiosamente. Tudo bem, vamos ver se eles seguem a Escritura ao pé da letra, conforme alegam.

Eles baseiam esta mentira no livro do Apocalipse Capítulo 17:

“1. Veio, então, um dos sete Anjos que tinham as sete taças e falou comigo: “Vem, e eu te mostrarei a condenação da grande meretriz, que se assenta a beira das muitas águas 2. com a qual se contaminaram os reis da terra. Ela inebriou os habitantes da terra com o vinho da luxúria”. 3. Transportou-me então, em espírito ao deserto. Eu vi uma mulher assentada em cima de uma fera escarlate, cheia de nomes blasfematórios, com sete cabeças e dez chifres. 4. A mulher estava vestida de púrpura e escarlate, adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Tinha na mão uma taça de ouro, cheia de abominação e de imundície de sua prostituição. 5. Na sua fronte estava escrito um nome simbólico” “Babilônia, a Grande, a mãe da prostituição e das abominações da terra.” 6. Vi que a mulher estava ébria do sangue dos santos e do sangue dos mártires de Jesus: e esta visão encheu-me de espanto. 7. Mas o anjo me disse: “Por que te admiras? Eu mesmo te vou dizer o simbolismo da mulher e da Fera de sete cabeças e dez chifres que a carrega. 8. A Fera que tu viste era, mas já não é; ela deve subir do abismo, mas irá à perdição. Admirar-se-ão os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde o começo do mundo, vendo reaparecer a Fera que era e já não é mais. 9. Aqui se requer uma inteligência penetrante. As sete cabeças são sete montanhas sobre as quais se assenta a mulher.” (Apocalipse 17,1-9).

O versículo 9 é o que os Protestantes, incluindo o primeiro deles, usam para tentar “provar” o que disseram. Todos já deveríamos ter percebido que a verdade pode ser provada, mas a mentira não. Olhe bem de perto o versículo 9, as palavras “aqui se requer uma inteligência penetrante”, pois mostra claramente que aqueles que não tem inteligência vão interpretar este versículo como se dissesse que as sete montanhas nas quais se assenta a mulher é Roma. Endemoniando? Provarei o que afirmo aqui:

“A mulher que viste é a grande cidade, aquela que reina sobre os reis da terra.” (Apocalipse 17,18)

Então, a mulher é a grande cidade, e pelo que já percebemos até agora ela se assenta em cima de sete montanhas. Agora, como determinamos qual cidade é a grande cidade da qual fala o Apocalipse 17,18?

Bem, acredite se quiser, o Livro do Apocalipse nos diz em outro versículo qual cidade é a grande cidade:

“Seus cadáveres jazerão na rua da grande cidade que se chama espiritualmente “Sodoma” e “Egito”, onde o seu Senhor foi crucificado” (Apocalipse 11,8).

Então, em qual grande cidade o Senhor foi Crucificado? Ele foi crucificado em Roma? Não, foi em Jerusalém, conforme “aqueles que têm inteligência penetrante” podem ver muito facilmente. Com Escritura tão clara quanto às destes versículos, por que então os não-Católicos continuam a dizer que a grande cidade é Roma, a não ser para Endemoninhar a Igreja Católica?

Apocalipse 11,8 é outro versículo ignorado por Martinho Lutero e que ainda é ignorado pelos seus seguidores Protestantes Fundamentalistas.

Mais uma vez, a mentira do Protestantismo é exposta, destruída pela verdade da Sagrada Escritura.

Outra informação que se encaixa muito bem aqui é o fato de que as “sete montanhas de Roma”, como são chamadas nos tempos Bíblicos, encontram-se todas a leste do Rio Tibre, enquanto O Vaticano, a sede da Cristandade, que veio centenas de anos depois, localiza-se a oeste do Tibre. Para aqueles que desejam verificar por si mesmos, os nomes das sete montanhas de Roma em sua origem eram: 1. Quirinal, 2. Viminal, 3. Capitolina, 4. Esquilina, 5. Palatina, 6. Celia, e 7. Aventina.

Traduzido para o Veritatis Splendor por Carlos Martins Nabeto do original em inglês encontrado em http://www.thecatholictreasurechest.com/


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