[Leitor autorizou a publicação de seu nome no site]

Nome do leitor: PEDRO MARINHO DA SILVA

Cidade/UF: NOVA CRUZ-RN

Religião: Católica

Mensagem
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A igreja católica é por excelência a mais perfeita. Sabemos que houve erros, mas o papa já pediu perdão humildimente ao mundo pelas falhas. A inquisição foi um momento de abuso de poder, usado contra a humanidade que por ignorância tolerou certa arrogância da igreja. E isso acontecer por questões política, não se viu naquele momento a questão da fé, da religião, social e humana, apenas apontaram para o poder, não o poder espiritual masa sim o poder material. Tanto a igreja errou, quanto mais errou os políticos da época com sua ambição de mandar ou ter tudo em suas mãos. O poder Espiritual que era parte da igreja e o poder material que era parte dos reis não se portaram como cristão naquele momento, daí a separação ou seja o cisma do oriente entre as igrejas. O papa e o rei não pensaram na de cristo como fundador do cristianismo, viram as coisas por outra ótica. Daí vieram as outras igrejas e hoje vemos um mundo com tantas, desde a saida de Lutero em 1517 fundando o protestantismo daí vieram as tantas outras. Apenas por um erro da igreja católica devido a venda de indulgência que não foi aceito pelo Martinho Lutero, quando realmente foi um erro, daí então veio a reforma e a contra-reforma. Mas mesmo assim, a igreja católica é a mais perfeito, porque foi fundada por Jesus Cristo, quando disse; Pedro tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela e eis que estarei contigo até a consumação dos séculos. Assim sendo não como dizer que a igreja católica é Santa porque foi fundada por Jesus Cristo……


 

Caríssimo Pedro,

PAX DOMINI,

Você começou sua explanação dizendo que a Igreja pediu perdão por suas falhas. Engana-se. Primeiramente, S.S João Paulo II não pediu desculpas pelos erros da Esposa de Cristo, mas sim pelos erros do Povo de Deus, que fazem parte da Igreja. Podem parecer a mesma coisa, mas são “pedidos” completamente distintos. A Lumen Gentium disse que:

“A Igreja (…) é, aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Pois Cristo, Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito Santo é proclamado o único Santo, amou a Igreja como Esposa. Por ela se entregou com o fim de santifica-la. Uniu-a a si como seu corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo, para a glória de Deus” (LG 39).

E S.S Paulo VI, no “O Credo do Povo de Deus”, disse:

“A Igreja é santa, mesmo compreendendo pecadores no seu seio, pois não possui outra vida senão a da graça: é vivendo da sua vida que seus membros se santificam; é subtraindo-se à vida dela que caem nos pecados e nas desordens que impedem a irradiação da santidade dela. É por isso que ela sofre e faz penitência por essas faltas, das quais tem o poder de curar seus filhos, pelo sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo” (Nº 19)

Como falou o Papa, de tão ilustre memória, o pecado é reflexo, justamente, do distanciamento da Igreja, e não da comunhão com a
Esposa de Cristo.

Você posteriormente falou da Inquisição e da venda de indulgências. Indico dois excelentes textos, que com certeza te ajudarão na real compreensão dos fatos históricos, bem diferentes das mentiras proferidas pelos professores ginasiais;

A Igreja Católica vendia lugares no céu? –https://www.veritatis.com.br/article/3843/
A História da Inquisição – https://www.veritatis.com.br/article/3340

Aproveitando que estamos falando de pecado, e que ainda tocou na questão do Cisma do Oriente, é bom frisar que as rupturas que ocorrem na unidade do Corpo de Cristo são consequências diretas dos pecados dos homens. “”Ubi peccata sunt, ibi multitudo, ibi schismata, ibi haereses, ibi discussiones. Ubi autem virtus, ibi singularitas, ibi unio, ex quo omnium credentium erat cor unum et anima una. – Onde estão os pecados, aí está a multiplicidade (das crenças), aí o cisma, aí as heresias, aí as controvérsias. Onde, porém, está a virtude, aí está a unidade, aí a comunhão, em força disso, os crentes eram um só coração e uma só alma.”

O Cisma não ocorreu por falta de caridade e compaixão da Igreja para com os orientais. Ao contrário, a Esposa de Cristo, encabeçada pelo papado, sempre se mostrou solícita aos bizantinos. Não obstante, a busca insaciável por poder e ascensão, quem sabe conseqüência do próprio ar ganancioso que rondava a Constantinopla mundana, criou entre os prelados orientais uma ânsia pela estruturação de uma hierarquia revolucionária. A derrubada do Papa e a consolidação do Patriarca de Constantinopla enquanto Bispo Universal (Patriarca Ecumênico, título artificial, criado pelo Basileu bizantino, e até hoje usado) O que é isso? O pecado!

Foi o pecado que gerou o cisma oriental, a busca pelo poder e a ganância do patriarcado de Constantinopla.

Foi o pecado que gerou a reforma protestante, a falta de caridade, a heresia, o desrespeito para com a Tradição.

 

Em Jesus Maria e José

Pedro Ravazzano

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