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O Purgatório

Written by Veritatis Splendor

Quando fazemos algo errado a alguém, geralmente duas questões devem ser abordadas: uma, buscar o perdão da pessoa ferida; outra, efetuar a restituição. Por exemplo, se você quebrar a janela dos seus vizinhos, há grande chance de que eles o perdoariam; no entanto, você ainda deve a eles a substituição da janela.

É como o entendimento católico do nosso relacionamento com Deus: a Enciclopédia Católica define “Purgatório” como “a condição ou o estado daqueles que não se afastaram totalmente de Deus por seus pecados, mas que estão temporariamente e parcialmente afastados de Deus enquanto o seu amor é aperfeiçoado e [ainda] prestam satisfação pelos seus pecados”.

Portanto, se morrermos enquanto ainda devemos alguma restituição a Deus, os católicos creem que as nossas almas deverão passar por um estado de purificação antes de ingressar no Céu. As Escrituras fazem referência a isso em Apocalipse 21,27, ao afirmar que nada de impuro deve ingressar no Céu. Também em 1Coríntios 3,15, São Paulo nos diz que as obras de cada homem serão julgadas após sua morte. Se suas obras ruírem, ele sairá perdedor, no entanto, mesmo assim será salvo, como que passando pelo fogo. Esta penalidade não pode se referir ao Inferno, pois ninguém pode sair salvo do Inferno. Também não pode se referir ao Céu, pois não há dor no Céu. Portanto, deve haver algum outro estado ou processo [temporal] após a nossa morte.

Os católicos têm ainda uma outra referência das Escrituras em 2Macabeus 12,39-45, um dos livros que Lutero praticamente removeu da Bíblia. Este livro tem uma referência direta à oração pelos mortos. Por que alguém deveria orar pelos mortos se eles estão no Céu? Ou por que deveria orar pelos mortos que estão no Inferno, se isso não pode ajudá-los?

Então, quem decide qual posição está correta? Quem decide se Macabeus é ou não um livro inspirado da Bíblia? Para os católicos isto é simples: a Igreja, usando sua autoridade de ensino conferida por Cristo, é a única autorizada a tomar essa decisão.

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