Espiritismo

O que dizer do Espiritismo?

Verifica-se que no Brasil muitas e muitas pessoas freqüentam o Espiritismo por motivos sentimentais: desejam consolação – uma pretensa comunicação com os falecidos – ou uma receita para curar certa doença ou, ainda, um conselho para sair de determinado problema. Não são pessoas que conhecem a doutrina espírita como tal e que a professam convictamente. Por isso, querem ser católicos e espíritas ao mesmo tempo, o que é impossível.

Médicos e psicólogos registram que participar de sessões espíritas com frequência afeta profundamente o psiquismo e o sistema nervoso; isto é, quem procura um centro espírita procura-o, na maioria das vezes, porque já está nervoso ou psiquicamente abalado por doença ou outro problema resistente. Por não conseguir solução pelas vias racionais e/ou científicas, recorre ao misticismo e à emotividade… De fato, as sessões espíritas mexem fortemente com a fantasia e a imaginação dos “clientes”, fazendo-os entrar em um “mundo novo” – o mundo do além – e induzindo-os a assumir um comportamento não orientado por critérios racionais, mas por critérios imaginados pelo médium e incutidos ao paciente. Tal atuação prejudica sériamente a saúde psíquica e os nervos do “cliente”, já debilitado pela luta interior contra o seu problema. A grande difusão do espiritismo no Brasil faz com que sejamos um dos países de maior índice de doenças mentais do mundo!

Por outro lado, o maior motivo de atração do Espiritismo é a comunicação com os mortos (evocação de espíritos ou necromancia). Ora, não temos poder para fazer que os mortos se comuniquem conosco. Todos os casos de “mensagens do além” são hoje facilmente explicados pela parapsicologia: o médium é sempre uma pessoa sensitiva, que sabe ler o consciente e o inconsciente dos consulentes; ele profere mensagens corretamente, como se o defunto estivesse falando, porque ele lê o que as pessoas pensam a respeito de seus familiares e amigos falecidos. Às vezes o inconsciente do médium lê o que está no inconsciente dos consulentes, de modo que nem o médium sabe que, na verdade, o que está ocorrendo é um fenômeno natural de parapsicologia.

Por se tratar de falsidade ou superstição, a Bíblia proíbe e condena a evocação dos mortos que sempre tentou a humanidade desde as épocas mais remotas, inclusive o próprio Povo de Deus. Vejamos, por exemplo, Dt 18,10-14: “Em teu meio não se encontre alguém que pratique encantamentos, que interrogue os espíritos ou adivinhos ou, ainda, que invoque os mortos, pois quem pratica essas coisas é abominável ao Senhor”. Também podemos citar as seguintes passagens: Ex 22,18; Lv 19,31; 20,6-27 e Is 8,19-20.

Os espíritas costumam a citar 1Sm 28,5-25, demonstrando que o espírito de Samuel comunicou-se com o rei Saul através da pitonisa de Endor, no entanto omitem a informação de 1Cr 10,13 que afirma claramente que o Senhor Deus puniu Saul com a morte por este ter-se dirigido à pitonisa.

Finalizando, observamos mais uma vez que não há um só fenômeno espírita que não possa hoje ser explicado pela parapsicologia, de modo que se vê muito bem que inexiste a possibilidade de comunicação com os mortos provocada por artes humanas!

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