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O que é radicalismo?

O que é radicalismo? Sinceramente, eu cansei da classe média iludida. Hoje muitos “burgueses” votam no PT acreditando na retórica assistencialista, populista, estatólatra e, com muita força, na aversão ao que eles consideram a direita no Brasil. O mais engraçado é que quando se deparam com o discurso marxista e socializante contido no partido não se envergonham em dizer que faz parte de um pequeno grupo radical.

Só não vê quem não quer! O PT tem uma massa de manobra apenas a espera da primeira ordem, esses são os agentes da ideologização. Aqueles que corrompem as “superestruturas” com o objetivo de preparar o terreno para a ação revolucionária. Aqui vale um comentário, para alguns a ascensão de um governo socialista se dará pela ação popular armada, para outros por meio da própria ação democrática. Enfim, o Partido tem um séqüito de idiotas úteis, depois os filhos ideológicos, aqui colocamos os intelectuais, líderes sindicais, líderes sociais, todos aqueles que seguem a cartilha ideológica do PT. Ora, tendo na mão quase todos os movimentos sociais, financiando uma grande leva de ONGs e alimentando militantes que agem nas Universidades, Escolas, Instituições Públicas etc, fica fácil perceber quão eficaz é a propagação do ideário petista na sociedade. O PT ganha pela massificação. Vejam o caso do desarmamento. O governo não precisou se mostrar a favor, apenas sustentava uma grande leva de Organizações (Não) Governamentais que serviam como canais para o discurso preparado pelo partido/Estado (Os dois se confundem atualmente). A mesma coisa em São Paulo. Existem três ONGs para cada menino de rua. Qual o objetivo então? Simples, estimular e propagar o discurso vitimista e socializante, aquele que coloca a culpa dos males do mundo no capitalismo, na produção, no crescimento econômico, coloca a culpa do assassinato de Fulaninha pela bala perdida no carro importado que Cicraninho comprou.

Além de tudo isso existe a ideologização dos movimentos sociais, esses carregam a semente de um marxismo com ares de modernidade. Não estou falando que são ortodoxos no seguimento dos ideais do velho Marx, até porque o barbudo era racista e anti-semita. Acontece que essas ações homossexuais/feministas/negras servem a causa partidária como massa de manobra. Através delas o PT pode fortalecer o Estado e sedimentar o controle social por meio dessas movimentações. Além do mais essas políticas são recheadas de discriminação e patrulhamento ideológico-racial-sexual-religioso. Ser heterossexual, branco, classe média e cristão é quase uma doença no Brasil.

Agora vá somando; massa de filiados + filhos ideológicos + movimentos sociais + ONGs. Agora imagine que esses agentes estão presentes em todos, digo TODOS, os setores da sociedade brasileira; do campo aos centros urbanos, das Universidades aos centros de bairros, de Alto de Coutos ao Corredor da Vitória, do movimento negro até as mesas de conversa no Trapiche Adelaide. O PT monopoliza os movimentos de massa.

Onde se encontra a esquerda então? Como bem sabemos, o projeto revolucionário não passa mais por um processo violento armado, ao contrário, é parte integral do discurso esquerdista o total distanciamento daquilo que, pela história, reconhecemos como comunismo. O ideal comunista, tanto com Gramsci, aquele que percebeu a necessidade da destruição dos pilares do Ocidente, e com destaque para as noções tradicionais de justiça, defendendo a “função pedagógica do direito”, ou seja, o assimilamento das massas, uma educação que induz o povo a acreditar em novos paradigmas de produção e relação humana, quanto com a Escola de Frankfurt, muito feliz na adaptação do polilogismo marxista ao pensamento freudiano, se distanciou completamente da revolução como imaginamos. Para desgosto de alguns, a revolução seria silenciosa, seria uma “revolução cultural”, ou seja, a corrupção dos valores, a transformação no imaginário, o que possibilitaria uma transição comunista sem choques. Para isso era imprescindível formar um exército de idiotas úteis; movimento negro, homossexual, feminista, sem-terra, sem-teto etc. A ideologização e infiltração nas grandes instituições também se tornou parte integral da nova cartilha, afinal se essas superestruturas são as mantenedoras do sistema capitalista, nada melhor do que tomá-las, não? As massas de manobra já são as responsáveis pela sustentação popular de leis que restringem as liberdades individuais e, conseqüentemente, fortalecem o poder do Estado (vide a lei anti-homofobia.)

O PT adotou um vocabulário burocrático para o grande público brasileiro, e outro que é utilizado dentro do próprio partido. No primeiro se ouve falar em “democracia”, “justiça social”, “liberdade”, no segundo só tem “luta de classes”, “proletariado”, “revolução”, “tomada de poder” etc. Com uma linguagem o PT transmite uma imagem populista, nacionalista, distributivista, com a outra ele mostra sua fidelidade aos velhos ideais ao lançar mão do jargão marxista, jargão esse totalmente omitido no dia-a-dia político. Nada, absolutamente nada, pode identificar o PT como um partido neocomunista.

O PT é sim radical em sua essência, entretanto, desde Gramsci, depois com a Escola de Frankfurt, o marxismo percebeu que muitas vezes o melhor arranjo é adotar o discurso democrático e popular, uma aparência conciliatória com o capitalismo. Na verdade é tudo farsa. Em sua raiz anda pulsa um coração revolucionário e marxista, mas não necessariamente com a fiel ortodoxia aos métodos do barbudo. Ora, são anos de revolução cultural, são anos de ação para criar na sociedade um ethos socializante, um esforço para que critérios comunistas sejam adotados pelo povo. Desse modo, com esses valores se tornando parte do senso comum, um eleitor não sabe quem é comunista, desconhece a ação comunista, não percebe a presença comunista.

O Partido dos Trabalhadores foi, juntamente com o Partido Comunista de Cuba, em 1990, fundador do Foro de São Paulo, que tem como objetivo “reconstruir na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. Nele se encontra, além de muitos partidos esquerdistas do continente, grupos terroristas como as FARC, Zapatistas, Tupamaros. Inclusive consideram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia os reais representantes do povo colombiano. Os seus participantes tem a “vontade comum de renovar o pensamento de esquerda e o socialismo, de reafirmar seu caráter emancipador, corrigir concepções errôneas, superar toda expressão de burocratismo e toda ausência de uma verdadeira democracia social e de massas.” Os encontros são de dois em dois anos, o último em 2005 em São Paulo. O Foro surgiu para alimentar e fortalecer a esquerda americana, desde lá já conseguiu conquistar o poder na Venezuela, Equador, Bolívia, Brasil, Uruguai, Paraguai etc. Lula é seu presidente de honra, Emir Sader o diretor da revista America Libre, a revista do Foro. Vale lembrar que Frei Betto, que já editou a revista do FSP e era assessor da presidência da República, era próximo de Raul Reyes, o segundo nome da narcoguerrilha colombiana, morto no ano passado.

Tudo isso faz parte de uma compreensão muito sábia da necessidade de adaptar a metodologia marxista aos novos tempos. A esquerda lança mão de meios escusos, mas já coroados no desenrolar da história marxista. Antonio Gramsci, novamente ele, concluira que para haver o triunfo revolucionário no Ocidente era necessária a implantação de novas estruturas que substituiriam as “velhas” e “antigas”: a filosofia grega, o direito romano, e, por fim, a moral cristã. As armas, os golpes e as tomadas de poder, tornaram-se cenas do passado. A esquerda se converteu piedosamente a cartilha do “guru marxista”, a palavra de ordem passou a ser aborto, desarmamento civil, feminismo, gayzismo, criminalização da moral religiosa, meio-ambiente. Em relação ao aborto vale lembrar que o PT definiu, no seu III Congresso, a legalização como proposta partidária. Todo o Partido vota junto pela descriminalização, coisa que nem o PSOL faz, ou seja, um candidato que se diz anti-abortista e é petista vive numa realidade antitética. Enfim, essas bandeiras sociais só servem para instaurar o relativismo, corroer o centro de valores.

De fato, a esquerda largou o discurso antiguado das armas revolucionárias para adotar uma linguagem moderna, onde além de ideologizar setores da sociedade, deturpa o próprio vocabulário; democracia popular é nada mais nada menos do que a nova roupagem das velhas idéias marxistas.

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