Barack Hussein Obama já disse para que veio. Não é da surpresa de ninguém que o novo presidente americano representa o mais decadente espírito liberal, aquele formado sobre o relativismo moderno e a crise civilizacional do Ocidente. Desse modo, naturalmente, Obama aparece como o expoente da modernização social dos EUA, afinal, querendo ou não, os Estados Unidos surgem como um dos poucos países onde existe uma cultura cristã e conservadora arraigada e bem estruturada, mesmo que esse conservadorismo esteja sendo tomado por visões simplistas e, cada vez mais, pobres na sua fundamentação.

Obama foi convidado pela Universidade “Católica” Notre Dame, de Indiana, para ser paraninfo e honrado com o título de doutor honoris causa. O assustador é que estamos falando de uma das mais prestigiosas instituições educacionais cristãs do país e, por outro lado, do presidente que com mais afinco defendeu – e defende – o aborto na história dos EUA. O que é obviamente incompatível e excludente não foi percebido pela reitoria da Universidade. Um dos grandes erros do catolicismo é entregar a sua fabulosa rede de ensino aos inimigos da Religião; nas nossas escolas e faculdades muitos são os professores que semeiam o anti-clericalismo, o ateísmo e o relativismo. Tamanha incongruência não foi vista pelo reitor Pe. John Jenkins que disse que “uma universidade católica é o local perfeito para um diálogo frutífero entre os ensinamentos da bíblia e a cultura de um povo.” Claro que uma Universidade é um templo do saber, deve reproduzir com fidelidade o mesmo espírito da Academia de Atenas, não obstante, o que houve em Notre Dame não foi um “diálogo frutífero” mas o triunfo do discurso abortista em sua plenitude; Obama teve todos os holofotes enquanto discursava e, para piorar, foi coroado com aplausos e elogios rasgados por parte dos professores e funcionários.

Pe. Richard McBrien, professor de Teologia de Notre Dame, disse, em entrevista à Fox News, que "Se pedíssemos 100% de acordo com as doutrinas oficiais da Igreja a cada pessoa que fala ou que recebe um título honorífico de uma universidade católica, não poderíamos contar com políticos de nenhum partido" Isso não passa de uma falácia. Primeiramente, é claro que uma instituição católica deve procurar prestigiar os homens e mulheres que comungam da mesma fé, entretanto, do mesmo modo – e aí entra a relevância do ecumenismo na defesa da moral – tem que buscar honrar, em seguida, os cidadãos de bem que se engajam na defesa dos princípios comuns aos cristãos, o arcabouço moral e ético da sociedade. Obama não apenas não é católico como sequer se aproxima da Igreja quando o assunto é moralidade. O fato de uma Universidade ser católica, protestante, liberal, comunista etc, quer dizer que é uma instituição erguida sobre uma base filosófica sólida. Exemplificando, vamos supor que no auge do regime soviético Friedrich Hayek tenha sido convidado para abrir o ano letivo da Universidade de Moscou. Isso quer dizer que, das duas uma; ou o teórico austríaco não era tão liberal como dizia ser ou, então, a Universidade moscovita não passava de uma falsa instituição educacional marxista. Trazendo esse exemplo para a realidade podemos fazer uma reflexão; Obama não estava ali defendendo a vida e a moralidade, ao contrário, fez um discurso ratificando o assassinato de crianças e, indiretamente, ainda chamou os anti-abortistas de fundamentalistas ao pedir “corações abertos, mentes abertas, palavras sem preconceitos”, e sendo aplaudido pelos que, aparentemente, combatem a cultura de morte.

Para tornar essa cerimônia mais absurda – sim, tem como ficar pior – alguns estudantes – esses sim corajosos – se levantaram em defesa da vida; vaiaram o presidente e gritaram palavras contra o aborto – “pare de matar bebés” e “aborto é assassino”. Rapidamente foram levados pela polícia, mas nem isso motivou os sacerdotes que ali estavam, continuaram na sua letargia, hipnotizados pela obamania, dançando a música tocada pela Dona Morte.

Do lado de fora da Universidade um grupo de pessoas protestava contra a visita do presidente abortista. Alguns jovens também boicotaram a festa, não tiveram o desprezar de ouvir os alunos compondo o coro que gritava “Yes, We Can” depois da expulsão dos estudantes pró-vida pela polícia. Essa cena é a síntese da Nova Ordem Mundial; garotos embriagados com a mística populista de um presidente “progressista”. Ademais, um digno herói apareceu nessa história, padre Norman Weslin, 78 anos. Ele foi preso porque protestava pacificamente, segurando um cruz, cantando hinos religiosos e distribuindo panfletos contra o aborto. Obama já deixou o que ele considera democracia; combater o aborto é democrático, lutar contra o aborto é anti-democrático, e tais eventos devem ser perseguidos e controlados coercitivamente pelo Estado. A tal liberdade de expressão é enviesada e usada como trunfo para o patrulhamento ideológico; suprimir um protesto católico contra o aborto é necessário para a manutenção do espírito democrático, agora, se por acaso fosse um protesto anti-clerical contra uma Universidade cristã o seu controle pela força policial seria mais uma forma de fundamentalismo religioso e impedimento da livre opinião dos cidadãos.

A coisa boa desses acontecimentos é que eles mostram Obama em sua essência; o que quer e o que pretende. A união dos americanos ao redor de Barack Hussein foi muita coesa para uma população tão divida em questões morais e éticas, com isso, através desses eventos, que revelam os planos presidenciais e as atitudes do seu governo frente à oposição, o povo dos EUA pode entender com mais segurança como funciona a mente de um presidente que em nome da democracia foi eleito mas que em nome da mesma democracia suprime violentamente protestos contra seus projetos de governo.

Enquanto isso, na sala de injustiça de uma certa Universidade americana, Sacerdotes e religiosos ainda aplaudem o presidente abortista…

Notre Dame, priez pour nous!

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