1. Nunca é demais observar que esses livros do Antigo Testamento, apesar de não pertencerem à Bíblia dos judeus da Palestina (cânon palestinense), eram encontrados na Bíblia dos judeus de Alexandria (cânon alexandrino). A Bíblia da Palestina foi escrita em hebraico e aramaico; a Bíblia da Alexandria é a tradução grega da Bíblia palestinense, acrescidos dos livros revelados aos judeus da diáspora. O Novo Testamento foi escrito em grego, e os apóstolos ao citarem algum livro do Antigo Testamento, usaram a tradução grega. Foi somente pelo ano 90 dC que os judeus se reuniram em Jâmnia e fixaram sua Bíblia usando critérios que evitassem a inclusão de livros que pudessem ter sido escritos fora da Palestina (geograficamente falando). Mesmo assim, os cristãos continuaram a usar a versão grega (chamada Septuaginta). Foi somente no século XVI que os protestantes, encontrando dificuldades para explicar certas doutrinas, resolveram adotar o cânon dos judeus da Palestina. Quem duvidar disso, porque trata-se da versão histórica de um católico, basta procurar uma Igreja Ortodoxa (cujas raízes encontram-se na época do Cristianismo sem divisões) para confirmar este dado. Portanto, se alguém adulterou a Bíblia, certamente não foram nem os católicos, nem os ortodoxos… a conclusão é sua!
  2. A conversão protestante não é vista como uma mudança do modo de viver. Em geral eles enxergam a conversão como mudança de fé. Quando um católico muda para protestante, dizem que ele “se converteu”. Se um protestante muda para católico, chamam-no de “desviado, perdido”. Se um católico não possui uma vida exemplar é porque não conhece a Deus – dizem; se um protestante não tem uma vida exemplar é porque está sendo tentado, mas mesmo assim manterá sua salvação (exceto se virar católico) – dizem.
  3. Aceitar Jesus como salvador pessoal é um conceito muito individualista e mesquinho. Não se esqueça que Jesus não veio exclusivamente para salvá-lo, mas para salvar toda a humanidade (assim como São Paulo ensina: “Todos pecaram e estão todos destituídos da glória de Deus” (Rm 3,23) ). Ao se doar, morrendo na cruz, abriu o caminho para que todos obtessem a salvação (cf. Rm 5,15; 2Tm 2,10). Mas todo homem é livre inclusive para rejeitar a salvação (cf. Mt 12,31; Lc 10,16;etc.).

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